Fim de semana de Mundial Feminino de Handebol

Guilherme Berberian – Diretamente da China

05/12
Vitória na raça contra a França. Muita aplicação e determinação defensiva, garantiram ao Brasil um resultado importantíssimo para almejar uma posição que permita se classificar para a fase principal do Mundial. Grande destaque para a goleira Babi, que atuou muito bem, com grande entrosamento com sua defesa, jogando praticamente o segundo tempo inteiro.

Dia 06/12 terá um jogo decisivo contra a Suécia, adversário que considerávamos fraco nas Olimpíadas, mas acabamos perdendo no torneio. A vitória praticamente sela a passagem do Brasil a próxima fase, mérito total no grupo mais difícil grupo desse mundial, que conta ainda com Alemanha, Dinamarca e Congo, além das já citadas França e Suécia.


06 /12

Na mesma China, a cerca de um ano atrás, a Suécia selava o destino da seleção brasileira de handebol feminino nos jogos Olímpicos de Pequim. A derrota frente as nórdicas foi inesperada. Nossa seleção era melhor, ao menos no papel.

Um sentimento de revanche motivava o grupo brasileiro para a partida neste domingo em Wuxi, porém novamente caímos frente às suecas em uma competição importante.

Começamos o jogo muito mal, com um ataque pouco agressivo frente a alta defesa 6X0 da equipe adversária. Duda ainda conseguiu três gols dos 9 metros, mas por volta do minuto 20 do primeiro tempo, erramos muitos fundamentos e a Suécia conseguiu abrir 8 gols de vantagem, fechando a primeira etapa 14X8, mostrando a inoperância do ataque verde-amarelo.

Para variar tivemos que correr atrás do prejuízo. Voltamos no segundo tempo mais ligados. As goleiras que foram muito mal na fase inicial reagiram e, em uma defesa importante cara a cara de Darly, ganhamos moral e começamos a melhorar. Ana Paula voltou a aparecer para o jogo e com um belo chute de apoio deixou o jogo 22X23 para a Suécia no minuto 28 do segundo tempo.

Com a bola na mão conseguimos errar mais um passe, a equipe escandinava ligou um rápido contra-ataque abrindo duas bolas a menos de um minuto para o final. Abatida a o time brasileiro ainda finalizou mal o ultimo ataque dando mais uma oportunidade para a Suécia decretar 26X23.

O Brasil mostrou uma fragilidade imensa no ataque nessa partida. Ficando refém dos chutes de fora da Duda e momentos de inspiração da Ana Paula. A deficiência ficou mais latente ainda quando vemos os números do jogo. Foram 7 punições de dois minutos contra o time Suéco, 14 minutos no total, quase meio tempo inteiro da partida o adversário jogou com um a menos, e esses foram os momentos que não soubemos aproveitar através de jogadas de infiltrações ou finalizações em pontos mais favoráveis da quadra.

Agora temos um jogo dificílimo contra a Alemanha. É hora da superação. Com certeza fisicamente será o jogo mais complicado, a equipe alemã é muito forte, além disso, a jornada de 3 dias seguidos com partida não é nada fácil.

Raça e cabeça. Que venha a Alemanha.

Publicado em 7 dezembro , 2009 por Leva na Esportiva

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O retorno da Cruz de Malta

vasco

O dia 7 de dezembro de 2008 sempre será um marco na história do Club de Regatas Vasco da Gama, o que muitos consideram o dia da maior tragédia da história do clube, deve ser considerado como o dia do recomeço. Neste dia, ao término do Campeonato Brasileiro desse ano, uma derrota por 2 a 0 para o Vitória selou a 18ª. Colocação e consequentemente o não desejado rebaixamento para a série B da competição nacional, pela primeira vez, em todos os 110 anos de existência da agremiação cruzmaltina.

O dia 7 de dezembro de 2008 sempre será um marco na história do Club de Regatas Vasco da Gama, o que muitos consideram o dia da maior tragédia da história do clube, deve ser considerado como o dia do recomeço. Neste dia, ao término do Campeonato Brasileiro desse ano, uma derrota por 2 a 0 para o Vitória selou a 18ª. Colocação e consequentemente o não desejado rebaixamento para a série B da competição nacional, pela primeira vez, em todos os 110 anos de existência da agremiação cruzmaltina.

No ano de 2009 um novo Vasco surgiu e sua torcida foi a grande responsável por essa transformação: força, dedicação e motivação foram ingredientes fundamentais para superar o ano de rebaixamento e juntos conquistar o título da vitória que leva o Vasco ao grupo dos grandes.

Para entender melhor como foi o ano de 2009 para os torcedores do Vasco conversamos com Andressa torcedora apaixonada e Marcelo que sempre acreditou no clube. NetVasco e SuperVasco são sites feitos por torcedores para torcedor e o Leva na Esportiva compartilha com todos os apaixonados por futebol essa grande relação de amor pelo clube.

1.    Enfim a Série A, como foi esse torcer esse ano?

Andressa: Sinceramente, há muito tempo eu não torcia para o Vasco desse jeito. Houve uma ligação muito forte entre time e torcida, um apoio imenso. A torcida estava carente de um time vencedor, e esses jogadores nos proporcionaram um ano cheio de vitórias.

Marcelo: Se eu pudesse definir com apenas uma expressão, seria “um turbiljhao de emoções”. “Incerteza” no começo, com mais de um time titular inteiro de contratações, um técnico de quem os vascaínos pouco haviam ouvido falar, a diretoria ainda tateando. Depois, a “alegria” pelas boas atuações no Carioca, onde fomos extremamente prejudicados. Depois, novamente a “incerteza” dos primeiros jogos na Série B: Adversários maus, juízes piores ainda, aquela sequência de empates aumentando ainda mais essa sensação angustiante… Veio o jogo contra a Ponte Preta e o Vasco voltou a subir de produção. Daí para a frente, a palavra foi “ansiedade”. Ô, classificação que não chegava nunca… Depois do jogo contra o Juventude, duas palavras se misturaram: “alegria” e “alívio”. Alegria e alívio de ver que o Vasco havia cumprido sua “obrigação”.

2.    Vocês fizeram caravanas para acompanhar o clube pelo Brasil?

Andressa: Não, infelizmente nunca tive a oportunidade de assistir aos jogos do Vasco fora do Rio de Janeiro. Mas nunca fui a tantos jogos como eu fui esse ano, em São Januário e no Maracanã. Ainda tive a felicidade de estar presente nos três jogos mais importantes: da liderança, do acesso à Série A e do título. Ainda ajudei a torcida a quebrar o recorde de público (risos).

Marcelo: Eu, propriamente, não, mas conheço torcedores que saíram de Manaus só para ver o Vascão.

3.    Para vocês, qual a participação da torcida nesse acesso à Série A?

Andressa: A torcida foi o principal responsável pela campanha do Vasco na Série B até o acesso à Série A. Compareceu em peso em praticamente todos os jogos, não só no Rio de Janeiro, mas em todo Brasil. Ela pegou mesmo o clube no colo e o levou de volta para onde nunca deveria ter saído. Foi um apoio incondicional.

Marcelo: A torcida foi o décimo segundo jogador o tempo todo. Com um time que ninguém é cego de não ver que ainda precisa de muitos reforços, em muitos momentos o apoio da imensa torcida foi decisivo.

4.    Quando Atlético Mineiro e Palmeiras foram para a Série B, houve um aumento considerável de público. Com o Vasco o movimento foi parecido. Explica para nós, como vocês encararam esse movimento? Nas épocas mais sofridas o torcedor tem mais necessidade de empurrar o time?

Andressa: Não é só a necessidade. É claro que ela existe, até porque o time fica abalado, então é preciso dar aquele empurrão, aquela injeção de ânimo. Mas a torcida tem que estar junto em todos os momentos, nos bons e nos maus. E é quando o time está por baixo, desacreditado, que vemos quem realmente se importa com o clube. Quem realmente quer abraçar o projeto e ajudar a dar a volta por cima.

Marcelo: Logo após a queda, eu achei que os estádios fossem ficar órfãos da torcida do Vasco. No fórum VascoOnline, de que participo, houve quem vaticinasse que a união da torcida com o Vasco clube seria fortalecida. Eu torci o nariz e duvidei. Graças a Deus, os fatos envolvendo a nossa torcida  provaram que eu estava errado.

5.    Apesar do rebaixamento, as mudanças que aconteceram no time foram boas na opinião dos torcedores?

Andressa: Ser rebaixado nunca é bom. É uma coisa que vai ficar marcado para sempre na história do clube. Não sei se as mudanças ocorreriam mesmo se o Vasco não tivesse caído. Mas se foi preciso cair para se levantar mais forte, valeu o sacrifício.

Marcelo: Eu separaria a sua pergunta em duas: No TIME, como já disse lá em cima, ainda há muito que melhorar. O próprio Dorival, o Rodrigo Caetano e o Dinamite sabem disso.
Em relação ao CLUBE, o começo foi péssimo: Contratações equivocadas, colocação de pessoas para as quais não tinham a necessária habilidade para exercer, e vários outros fatores que culminaram com o rebaixamento do time de futebol. Ao longo do tempo, os acertos foram aparecendo. Para mim, os dois verdadeiros “gols de placa” da gestão Dinamite, até agora, foram o Rodrigo Caetano, que mostrou que time de futebol não é para ser gerido como botequim. O amadorismo foi bom na época da construção de São Januário, hoje não cabe mais. O outro foi o Fábio Fernandes, que revitalizou a relação da torcida com o time e, através disso, com o Clube. Quando eu vi que o nome do novo programa seria “O Vasco é meu”, fiquei rindo da precisão cirúrgica com que o bisturi de FF “operou” vaidades e promoveu a “cura” dessa relação, tão fundamental para o Clube. Afinal, como todos sabem “o torcedor é que paga as contas!”

6.    Seja o técnico do time e diz para nós quais jogadores seriam interessantes para o Vascão ano que vem?

Andressa: Antes de qualquer contratação, o Vasco precisa manter a base do time de 2009. Manter o técnico Dorival Júnior e alguns jogadores que foram fundamentais como o Fernando Prass, Ramon, Carlos Alberto, Nilton e os garotos da base do clube, Alex Teixeira, Souza, Allan e se possível, o Philippe Coutinho. É difícil citar nomes, mas gosto muito dos jogadores que foram especulados, como o Rafael Carioca, Kléber Pereira e Rafael Sóbis.

Marcelo: Hehehehe. Nessa seara, se você me permite, eu prefiro não entrar. Prefiro destacar um perfil: Gana, tesão, vontade de jogar no Vasco. Aliás, se eu fosse diretor de futebol do Vasco, instituiria um seminário para mostrar aos novos jogadores e comissão técnica que não estão num clube qualquer. Estão no Vasco!!! Quanto à parte técnica, quem já jogou um pouco de bola sabe o mínimo que se espera dos jogadores em cada posição: laterais que saibam cruzar e que tenham fôlego para ir e vir, volantes que sejam duros, mas leais, meias que corram de cabeça sempre levantada, olhando o jogo, atacantes que estejam dispostos a pular de cabeça na chuteira do zagueiro para meter um gol. Acho que é por aí… heheheh

7.    Comentou-se que o Dorival Junior teria recusado propostas de outros clubes cariocas para seguir com o Vasco. Ele foi fundamental nessa conquista?

Andressa: Com certeza. O Dorival Júnior é um ótimo treinador, daqueles que assistem a todos os jogos de futebol. Ele tem uma ótima visão do jogo, sabe a hora que precisa mexer no time. Apesar de não ter concordado com ele em algumas escalações (risos). Mas espero que ele continue no Vasco em 2010.

Marcelo: Eu, particularmente, acho que sim. Muitos o acham retranqueiro, covarde, etc. Respeito democraticamente a opinião de quem pensa assim. Cada um com seu direito. Entretanto,  como analista de sistemas, prefiro analisar sua atuação pelos números. Embora não conheça os de outros treinadores, arrisco-me a dizer que não existe um com melhores números.
Ah, mas o Vasco só pegou baba na Série B? Talvez, mas cabe lembrar alguns fatos: 1. O Vasco ganhou do Flamengo e do Botafogo no estadual. Empatou com o Fluminense com um a menos em boa parte do jogo e só não foi à final do primeiro turno por problemas extra-campo (caso Jéferson). No segundo turno, fomos goleados pelo Botafogo em um dia em que TUDO deu errado. Mesmo assim, saímos com a melhor campanha do Carioca (dentro de campo).
Na Copa do Brasil batemos o Vitória e só perdemos a classificação para o “todo poderoso” Timão, que mesmo assim, com Ronaldo e tudo, precisou com a ajuda do Sr. Gaciba. Será que um treinador com números tão bons merece ser desprestigiado? O futebol bonito morreu em 82. Quem acha que o São Paulo, por exemplo, joga um futebol bonito? Fui a um jogo no Maracanã onde o Botafogo foi quatro vezes ao ataque e fez quatro a um na gente. Quem olhasse apenas o resultado, diria que o Botafogo deu um baile no Vasco. Quem esteve lá, viu que só deu Vasco o tempo todo. Por isso tudo, com todos os seus erros, acho, sim o Dorival um bom técnico para o Vasco e achei, sim, que ele foi fundamental para a campanha nessa série B.

8.    Quem pode ser eleito o grande herói da conquista?

Andressa: Dentro de campo, foi o Carlos Alberto. Fora dele, o Dorival Júnior, toda comissão técnica, o Rodrigo Caetano e o presidente Roberto Dinamite. Todos fizeram um excelente trabalho.

Marcelo: Tenho dois, mas pela regularidade, pela segurança, pela frieza, vou talvez contra a maioria e elejo o Fernando Prass.

9.    Vocês acreditam que o Carlos Alberto foi fundamental para essa conquista?

Andressa: No começo do campeonato, quando ele ainda tinha aquele temperamento forte, achei que só traria problemas. Mas graças à Deus me enganei, e ele mudou. Mesmo sendo novo, ele foi o principal jogador do time, incorporou o espírito de líder e capitão dentro e fora de campo.

Marcelo: O Carlos Alberto teve dois momentos distintos nesse campeonato. Um quando era suspenso quase que religiosamente a cada três jogos. Outro que depois colocou a cabeça no lugar e que foi, enfim, o comandante que levou a caravela ao porto seguro da Série A.

10.    Para comemorar essa grande vitória a Penalty fez uma camisa em comemoração do título, essas atitudes favorecem e incentivam a torcida ser cada fez mais fiel ao time?

Andressa: Torcedor gosta de novidade. Quanto mais produtos forem lançados, mais ele vai se sentir valorizado. Principalmente uma camisa que enaltece todo esse amor e apoio da torcida do Vasco, com o número 12 e o “Amor Infinito”. Foi uma grande iniciativa da Penalty.

Marcelo: Eu ando procurando essa camisa como um louco aqui em Brasília para comprar e não acho! Não tem como vocês me mandarem uma, não? Hehehe
Falando sério agora, acho que sim. Entendo que toda e qualquer ação que vise trazer de volta a torcida para perto do time (e do clube, por extensão) é bem-vinda. E essa camisa faz, no meu modo de ver, exatamente isso. Para mim, ela vai ser lembrada como o marco de um ano que não queremos ver repetido no sentido esportivo, mas que queremos que seja exatamente igual no sentido da abertura democrática que marcou o ano fora das quatro linhas.

11.    A conquista da série B é uma questão de tempo, vocês acham que merece uma estrela sobre o escudo, como forma de eternizar essa conquista ou não?

Andressa: Não, essa conquista vai ser eternizada na memória do torcedor e na sala de troféus do clube. Sem querer desvalorizar a conquista da Série B, que o Vasco conseguiu de forma brilhante, o torcedor não vai querer se lembrar de quando o time foi rebaixado. Mas o título é pra ser comemorado sim, pois simbolizou a reestruturação do Vasco.

Marcelo: Acho que não. Em relação à taça, eu a colocaria em destaque na galeria de troféus do Vasco, com a seguinte inscrição: “Eis uma taça que apesar da alegria em ganhar, não queremos ter o desprazer de disputar novamente.”

12.    Quando vocês tiverem filhos (se já não tiverem) e no futuro eles perguntarem à vocês sobre o que aconteceu com o Vasco em 2009. Qual vai ser a resposta de vocês?

Andressa: Vou dizer que em 2009 o Vasco deu a volta por cima. Foi o ano da reestruturação, do despertar de um Gigante. Que não podemos tropeçar, cair e desistir de tudo. Temos que ter força para levantar e seguir em frente ainda mais forte, como tudo na vida.

Marcelo: Eu tenho dois, uma menina de quatro anos que já sabe cantar o hino do Vasco todo e um que tem sete meses só. Quando eles me perguntarem isso, espero poder dizer: “O Gigante levou apenas um tombo, mas se reergueu mais forte.”

13.    A torcida do Vasco se mostrou verdadeiramente como levar na esportiva o rebaixamento e o agora o retorno à Série A, nós do Leva na Esportiva parabenizamos todos os torcedores. Mas contem para nós, como foi levar na esportiva esse revés.

Andressa: Até que foi mais fácil do que eu imaginava, muito em função do apoio da torcida do Vasco. Muitos torcedores de outros times reconheceram esse apoio e alguns até parabenizavam, torciam para a volta do Vasco. Mas é claro que não deu para escapar das gozações, mas felizmente os nossos rivais na Série A não estão passando por bons momentos, então conseguimos revidar (risos).

Marcelo: Há um texto do Artur da Távola que diz que “ser Vasco é saborear com humildade o orgulho sadio da vitória merecida, do entusiasmo com motivo e da grandeza como destino”. Acho que o mesmo princípio vale para as derrotas. Aceitá-las com a resignação de quem perdeu porque o futebol é assim mesmo. Mas foi duro aplicar isto no rebaixamento!
Se tivesse acontecido quando eu era moleque, quando ficava literalmente doente se o Vasco perdia, teria arranjado muita briga. Mas mesmo adulto, foi difícil. Na segunda-feira após a queda, recebi a mesma piadinha por email dos amigos umas dez vezes.
Entretanto, procuro tirar de cada experiência vivida o que pode ser aproveitado. E o que pode ser tirado de mais positivo dessa experiência de Série B é que a união da torcida com o clube foi de uma proporção só comparável à construção de São Januário pelas próprias pelas mãos de nossos antepassados vascaínos! Ou, seja, como disse Sérgio Cabral (pai), O Vasco voltou ao seu destino de ser popular sem ser populista!
De qualquer modo, como diz um velho ditado, não há bem que sempre dure, nem mal que sempre perdure. E esse mal passou. Espero que para sempre!

Publicado em 23 novembro , 2009 por Leva na Esportiva

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Como funciona: o líbero no vôlei

serginho
Imagem: Divulgação
Serginho, o melhor da Liga Mundial 2009. Pela cor da camisa, dá pra saber quem é ;)

Líbero, etimologicamente falando significa livre. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, líbero vem do italiano libero (séc. XIV) ‘que não tem padrão; que tem plena liberdade de ação; livre’.

Aliás, nesse mesmo dicionário, a definição de líbero contempla apenas o líbero do futebol. Pudera, o líbero é uma novidade no vôlei, estabelecida pela FIVB em 1998, com a intenção de tornar mais longas as disputas por pontos.

No vôlei, assim como no futebol, o líbero é um jogador que serve para cobrir a defesa.

Ao contrário do futebol, cuja função do líbero é apenas tática, o líbero do vôlei tem um capítulo só para ele nas regras oficiais. É o capítulo seis. O líbero do vôlei de livre não tem nada. ;)

Em primeiro lugar, o líbero é especializado em defender e não está autorizado a efetuar ataques, como um jogador comum (que faz o rodízio das posições; ataca e defende). Ele não pode sacar, bloquear ou mesmo tentar bloquear. Ele não pode fazer toques que auxiliem o ataque se a altura da bola ultrapassar o bordo da rede. Caso entre na área de 3 metros, só pode tocar de manchete. O líbero não pode ser capitão, mas o capitão pode abrir mão da faixa para ser líbero, se necessário.

O líbero precisa usar uma camisa ou colete contrastante com o uniforme dos outros jogadores em quadra. Uma equipe pode designar até dois jogadores como líberos, um titular e um reserva (segundo as novas regras, estabelecidas em 2008, no Congresso de Dubai). E há até uma zona de troca do líbero, que só pode ser substituído quando a bola estiver fora de jogo e antes do apito para o saque. O líbero pode ser ilimitadamente substituído por outro jogador (sempre o mesmo). Mas se o técnico substituir o líbero titular pelo líbero reserva, o titular não poderá mais voltar.

Mesmo com tantas limitações, o líbero da seleção brasileira Serginho foi eleito o melhor jogador da Liga Mundial 2009. Pela primeira vez na história da Liga, um líbero é eleito como o melhor jogador. Isso é que é craque!

Publicado em 20 agosto , 2009 por Juliana Garcia Sales

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Rádio Leva na Esportiva: Maurício Draghi

Começou sua carreira no rugby em 1991 aos 14 anos de idade participou duas vezes de mundiais um na Romênia e outro na Itália. Atualmente é o capitão do vice campeão Paulista, o Pauster Athetic club e em 2001 foi eleito como o melhor atleta no torneio SPAC Lions 7’s International, tradicional torneio de Rugby nacional.

Nosso bate papo com o Maurício foi muito bom, pois conhecemos um pouco mais sobre Rubgy e seus valores. Ele falou um pouco sobre a seleção brasileira, campeonatos, desafios e conquistas.

É melhor ouvir e se divertir com essa papo descontraído.

Pode nos enviar dúvidas através dos comentários, vamos ter um enorme prazer em responde-las.

Um grande abraço!

 
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Publicado em 19 agosto , 2009 por Leva na Esportiva

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