Rugby: Brasil x França

Imagem: Leva na Esportiva

Começou com o Hino da França em seguida o Hino nacional invadiu o estádio e todos em uma só voz cantaram o hino brasileiro e ai se inicia o jogo, tudo é muito desconhecido para a maioria, regras, pontuação, força, tática. Mas logo percebemos a torcida empolgada, gritando e incentivando o time Brasileiro.

Logo no início do jogo as regras foram entendidas e a pontuação ganhou forma, o time da França era muito bom, mas os brasileiros jogaram com garra, vontade de vencer e fizeram bonito.

O placar de Brasil 6 X França 50 não desanimou a torcida, pelo contrário eles continuaram torcendo e aprenderam admirar esse esporte que é tão novo e desconhecido no Brasil, mas que no resto do mundo é valorizado  e muito popular, considerado o terceiro maior evento esportivo visto no mundo, perde apenas para as Olimpíadas e Copa do Mundo.

No intervalo do jogo conversando com o secretário de esportes da cidade de Embu em São Paulo, Humberto Panzetti,  recebemos a ótima notícia que o rugby será inserido no currículo pedagógico dos alunos do município, isso significa uma grande conquista para o esporte. Que essa postura seja copiada por mais cidades, pois introduzir esse esporte que possui  valores nobres no cotidiano de nossas crianças será fundamental para o desenvolvimento de um ser humano melhor e que respeita as diversidades.
Como exemplo dessa inserção, podemos citar o projeto Rugby para Todos que no programa de rádio #02 com Mauricio Draghi falamos a importância e transformação que o esporte é capaz de fazer na vida das pessoas, principalmente das crianças.

Estamos na torcida para que em um futuro próximo possamos ver mais torcedores em um jogo de rugby, pois vale a pena vivenciar essa experiência.

Veja todas as fotos em nosso flickr.

Publicado em 3 setembro , 2009 por Leva na Esportiva

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TV Leva na Esportiva: Soninha Francine

Soninha Francine é um exemplo de personalidade que atua em várias frentes. É jornalista, já foi VJ da MTV e atualmente é comentarista esportiva, política e leva toda a sua sensibilidade aos leitores da revista Vida Simples.

Ela nos contou como iniciou sua paixão por futebol, sua infância esportiva, o projeto do livro Meu pequeno Palmeirense, o que ela faz para manter todas as atividades de forma equilibrada e a importância do esporte em sua vida.

Um bate papo descontraído que nos revela um pouco mais dessa profissional brilhante e brasileira admirada por muitos.

Vale à pena assistir nosso primeiro programa do TV Leva na Esportiva e em breve teremos muito mais!

Abraços a todos!

Publicado em 13 agosto , 2009 por Leva na Esportiva

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Futebol e Brasileiro: um caso de amor e ódio

Imagem: Eduardo Marquetti

Sabe, eu tenho pena das mães brasileiras.  Acredito que a causa seja a água, ou talvez o ar, mas os bebês brasileiros devem ser os que mais chutam durante a gestação.

Após o nascimento, vem a pressão dos pais e avós para a manutenção do legado familiar no futebol. Seus times sempre são e serão os melhores e não se pode correr o risco de ter um vira casaca em casa. Uniformes, bolas, quadros, tudo vale nessa hora, para adquirirmos a confiança e o amor dos rebentos ao esquadrão da família.

O próximo passo é ganhar sua primeira bola, geralmente macia de pelúcia ou algum outro tecido.  E, apesar de não termos essa noção ainda, é nossa primeira paixão, nosso primeiro objeto de ciúme.  Com o passar do tempo, ainda com dificuldades de andar, já ensaiamos nossos primeiros chutes – mesmo que isso signifique incontáveis quedas.

Chega a primeira Copa do Mundo, que pode ser a segunda ou a terceira, mas para fins de recordação a primeira Copa do Mundo que um brasileiro realmente acompanha é emocionante e inesquecível. O País fica verde e amarelo, você vê a esperança na cara dos milhões de técnicos (droga, usei um jargão esportivo), e no dia dos jogos todos param e acompanham nossos 22 guerreiros em mais uma disputa. Vencida a batalha, cabe a todo brasileiro esperar o próximo embate e o próximo…

Tenho comigo a teoria de que uma criança só se apaixona completamente pelo futebol quando visita um estádio pela primeira vez. É essencial, então, que o time dos pais vença. Assim, “garantimos que nosso legado será mantido”. Para a criança, porém, o primeiro jogo de futebol no estádio é uma acúmulo de informações e novidades para uma cabecinha excitada com o que está prestes a acontecer. A preparação em casa, as orientações da mãe para o pai, a vestir a camisa que o pai fez questão e comprar para evento tão especial, o lanche. O caminho para o estádio que parece ser o caminho mais comprido da nossa vida, a bilheteria (quando eu era criança o ingresso era facilmente comprado na hora do jogo). Entrar naquele templo de concreto é inesquecível, torcedores, vendedores, policiais militares fazendo a segurança (cheguei a pensar em ser PM para poder ver “todos os jogos de graça” – santa inocência). O árbitro apita, o coração vai a mil – COMEÇOU -, os gritos da torcida, as bandeiras tremulando (sim, quando eu era criança, havia bandeirolas e bandeirões, que eram agitados freneticamente durante o jogo, com seus mastros gigantescos). Finalmente o primeiro gol, de falta, de fora da área, contra, de penalty… não importa. O primeiro gol visto ao vivo está marcado na mente de todo brasileiro.

Futebol na veia do torcedorzinho garantido, vêm os ídolos. Durante nossa vida, temos muitos ídolos, mas o primeiro ídolo a gente não esquece e não necessariamente esse ídolo é jogador do nosso time. A identificação com um ídolo tem a ver com a posição em que joga, seu carisma, o sucesso que faz e, principalmente, a competência ou não do time da criança. Os candidatos a ídolos são geralmente os atacantes, ainda que recentemente a garotada tenha demonstrado identificação com os goleiros.

Alguns anos depois, vem a paixão por jogar futebol e a escola é o melhor agente para isso. Futsal, o esporte mais praticado no Brasil, normalmente é unanimidade nas escolhas dos alunos e o momento da escolha dos times é de apreensão. Além de não ser o último, todos querem ser escolhidos pelo time do craque da escola e poder fazer tabelinha com ele.

O tempo passa e o brasileiro apaixonado por futebol renova o ciclo: vira pai e quer passar seus ensinamentos para seus herdeiros. O primeiro jogo, o hino do clube, a primeira camisa, o primeiro título. Tudo corre normalmente bem até a adolescência, quando nossa Julieta encontra um tal de Romeu (tá, outro lugar comum) e nos preocupamos com o futuro dessa relação.  Nossa Julieta foi muito bem educada e não irá virar a casaca, mas casar com um Montecchio??? É… quando o casamento entre Montecchios e Capuletos acontece, só resta ao avô Capuleto esperar, e seu legado corre um sério risco. A criança tende a seguir o legado do pai, restando ao avô ou o sentimento de fracasso ou levar na esportiva, e esperar o neto crescer, para poder curtir quando o time dele perder.

Minha história ainda está sendo escrita, e tomarei cuidado para minha pequena se torne uma Capuleto Capuleto e não uma Capuleto Montecchio.

Nota do autor: o comportamento padrão do brasileiro foi baseado na minha história, na de meus tios, amigos, primos, e pode não coincidir com a SUA história. Conte-nos como ele seria nos comentários abaixo:

Publicado em 20 julho , 2009 por Luiz Ricardo Cobra

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