Como é a Liga Espanhola de Futsal?
ElPozo Múrcia, campeão da Copa de Espanha em fevereiro de 2010
Para começar, na Espanha o Futsal se chama Fútbol Sala. A Liga Nacional de Fútbol Sala – confederação do futsal no país ibérico – foi fundada em 1989. O futsal é um esporte relativamente novo e só a partir do final do séc. XX ganhou o mundo e terá a chance de provar que veio para ficar nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Ainda assim, o esporte caiu no gosto dos espanhóis.
Na Liga Nacional Fútbol Sala há a División de Honor, que seria o torneio da primeira divisão e a División de Plata, a segunda divisão. Integram a División de Honor os 16 melhores clubes do país. A primeira divisão da Liga espanhola é considerada o melhor campeonato de futsal do mundo. E não à toa, seus clubes, além de possuir grande estrutura, investem nos melhores jogadores – muitos brasileiros, inclusive, estão vivendo sua melhor fase profissional em quadras espanholas.
Há também, sob o guarda-chuva da Liga, a Copa da Espanha, um campeonato mais enxuto, com as 8 melhores equipes do primeiro turno da División de Honor. No último dia 14 de fevereiro, o ElPozo Múrcia sagrou-se campeão da Copa da Espanha, realizada em Santiago de Compostela, vencendo o Lobelle de Santiago por 3 a 2 na prorrogação.
Os vencedores da División de Honor enfrentam os campeões da Copa da Espanha na Supercopa. Os campeões da División de Honor também enfrentam os campeões nacionais de Portugal, na Copa Ibéria.
Com tamanha organização e popularidade, o futsal da Espanha já é das maiores potências mundiais. No último mundial de seleções, a Espanha perdeu apenas na final para o Brasil, caindo somente na disputa por pênaltis.
Para continuar com seus belos resultados, o futsal espanhol tem hoje como oficiais as bolas da Penalty, marca especialista neste esporte que hoje atinge o além-mar. Orgulhosamente, o Brasil está ajudando a expandir as fronteiras desse esporte tão querido, seja com grandes jogadores, seja com tecnologia.
E não esqueçam de participar do nosso Bolão da Liga Espanhola de Futebol de Salão, concorrendo a 1 bola Max 1000 exclusiva + 1 tênis de futsal da linha Max e 1 camisa de Futsal:
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Publicado em 22 fevereiro , 2010 por Juliana Garcia Sales
Bola 8 ganha prêmio iF Design

A simplicidade aliada à beleza das formas traz um novo sentido ao objeto, melhora o uso e torna a experiência mais agradável. É muito bom poder usar um produto que foi extensamente planejado e testado para trazer conforto e uma aparência moderna às nossas vidas. Como comento aqui, o design melhora a comunicação, a unidade e a funcionalidade dos objetos. Design é projeto, não é apenas decorativo.
E a Penalty tem compromisso com a pesquisa tecnológica e com o ótimo design, o que foi confirmado com o iF Design Awards 2009 de design de produto pela inovadora Bola 8.
O iF Design é o prêmio de maior relevância do design na Europa (é como se fosse o “Oscar” do design) e considera todas as áreas da disciplina, como design de produto, gráfico, marcas, conceito, materiais. O iF Design Awards valida, há 55 anos, o design de produtos do mundo todo, assim como sua tecnologia e valor diante do público consumidor. A premiação nasceu em Hannover, na Alemanha, por uma iniciativa conjunta da Associação Federal da Indústria Alemã (BDI) e da Deutsche Messe AG, organizadora de grandes feiras mundiais na cidade.
Um prêmio internacional dessa magnitude faz diferença para que o mundo conheça os produtos brasileiros, como diz o designer da Itautec (fabricante brasileira de produtos de informática, que já foi premiada) Edson Danta: “Quando expomos em feiras ou oferecemos nossos produtos no mercado externo, percebemos a importância que tem o selo iF, pois ele nos abre portas e nos coloca em pé de igualdade com os paises do primeiro mundo. Concede ao produto e à empresa credibilidade.”
Foram 2.486 inscritos de 39 países diferentes, e destes, 778 produtos foram selecionados pelo júri internacional. Mais uma vez o júri internacional do IF se deparou com uma difícil tarefa ao selecionar os vencedores entre uma gama tão qualificada de produtos. O júri avaliou os produtos individualmente, com muito critério, para conseguir chegar ao resultado.
A Bola 8 é a primeira bola do mundo com apenas 8 gomos. Com menos gomos, existem menos junções e áreas de atrito, fazendo com que a bola tenha menor resistência aerodinâmica e seja muito mais rápida nas jogadas, dinamizando as partidas, em especial quando chove.
No Brasil, jogos de futebol com chuva e em campos empoçados são uma constante. Aí entra a tecnologia Termotec (sem nenhum ponto de costura), que faz a bola ficar impermeável. Ou seja, a bola não tem alterações de peso ou volume durante as partidas, o que faz com que ela continue leve, mesmo em campos encharcados.

Hoje, a Bola 8 Penalty é a Bola Oficial dos principais campeonatos estaduais e da Série B do Campeonato Brasileiro e é aprovada pela FIFA.
É mais uma prova de que há pesquisa, tecnologia e design de ponta genuinamente brasileiros. Certamente, os bons jogadores sentirão a diferença que faz um produto que alia a forma à função.
Publicado em 8 dezembro , 2009 por Juliana Garcia Sales
Árbitros: mais atletas que técnicos?

Árbitro deve suportar “grito” de jogadores – foto: Gil Leonardi / Lancepress
Neste post abro a discussão: hoje em dia os árbitros de futebol estão mais atléticos que técnicos?
Com a evolução rápida e constante do futebol, em especial dos atletas, os árbitros tiveram que se adaptar. Um árbitro precisa estar em cima do lance, correr como um lateral e cobrir todo o campo.
Até meados dos anos 1980, não era comum um juiz correr tanto. As jogadas ainda eram lentas, os craques tinham um jogo mais cadenciado. Mas a partir dos 90, o craque passou a ser aquele jogador forte e veloz. Jogadas mais “artísticas” passaram a ser vistas como desrespeito ao adversário. Lentidão, então, passou a ser cera.
Os juízes de futebol tiveram que evoluir junto, ser rápidos e espertos para não perder um lance duvidoso ou mesmo uma agressão por parte dos jogadores. E para acompanhar os noventa minutos de uma partida, o árbitro, assim como os jogadores de alto nível, correm até ficarem exaustos.
Essa exigência de rapidez e resistência física não pode levar as federações a cometer erros, convocando árbitros com muito físico e pouca técnica?
Como podemos ver no site Cartão Vermelho, os árbitros, inclusive onde o futebol é altamente competitivo, como na Itália e Brasil, não são profissionais e trabalham em tempo integral em outras atividades profissionais fora do campo de futebol. Eles normalmente são mais velhos que os jogadores. No entanto, os árbitros devem acompanhar o jogo, não importa o ritmo que siga, e devem manter a capacidade de desempenho no nível mais alto possível.
Manter o alto nível causa lesões nos árbitros, o que diminui em alguns anos a sua carreira. O que é um grave problema às federações, já que o juiz, para atingir nível técnico excelente para que possa apitar partidas internacionais, necessita ter anos de experiência na função.
O que podemos ver ultimamente, com ajuda de “super-câmeras” e “tira-teimas”, é uma sucessão de erros de arbitragem que altera resultados das partidas e muda rumos de campeonatos. Outro problema que ocorre aqui: os árbitros até conseguem competir com a rapidez e resistência dos jogadores, mas já não consegue competir com a tecnologia da televisão para dirimir dúvidas. E como tudo depende da interpretação da arbitragem, a culpa de um resultado ruim ou injusto acaba recaindo sobre o juiz.
Essa é uma questão polêmica e que não terá solução tão cedo. Alguns até dizem que aí está a graça do futebol, na indefinição, no fator surpresa. Mas ninguém gosta de ter seu time “garfado”, não é mesmo?
Assim, um árbitro muitas vezes por ser ótimo fisicamente, mas inexperiente nos macetes da arbitragem, acaba caindo no “grito” de jogadores e treinadores, que influenciam na sua interpretação suprema e inalienável, um dos poucos direitos que um árbitro ainda tem. Cada vez mais câmeras o fiscalizam, e nem sempre as federações cumprem o papel de verificar se há má-fé ou não na arbitragem. Tampouco resguardam seus quadros de assumirem jogos incompatíveis com seus níveis.
Enquanto isso, discute-se se é possível que a tecnologia auxilie os árbitros nessa missão cada vez mais difícil de acompanhar a mudança qualitativa das equipes. Felizmente, é possível ver avanços na tecnologia da medicina e fisioterapia, o que ameniza as consequências de lesões. Os calçados e uniformes também estão muito melhores, muitas lesões de árbitros provinham do uso de calçados inadequados ao gramado dos estádios. Mas o uso da tecnologia ainda é polêmico no que diz respeito à decisão do árbitro. Pontos eletrônicos já foram testados no Brasil e causaram protestos. Vídeos ainda não são permitidos, e se um dia forem, demorarão a se tornar padrão nos estádios mundo afora. Ainda há também opiniões contrárias ao uso do vídeo para tirar dúvidas, como diz aqui o ex-diretor de arbitragem da FPF Gustavo Cardoso: “Usá-las (imagens de vídeo) indiscriminadamente fará do futebol um “vídeo game” com paralisações constantes e que certamente tirarão a dinâmica das partidas e as tornará enfadonhas”.
Como podemos ver, a arbitragem no futebol ainda será fonte de polêmicas por muitos anos. E você, o que acha disso? Você tem alguma sugestão para a melhoria da arbitragem e jogos mais justos?
Publicado em 9 novembro , 2009 por Juliana Garcia Sales
A tecnologia e o esporte

Imagem: bortescristian
A falta do uso de tecnologia no esporte, ainda causa muita polêmica: Foi ou não foi gol? Foi na linha ou foi totalmente fora? Seu time foi campeão com um gol impedido…
Cada um dos esportes trata o uso da tecnologia de uma forma diferente. Do Futebol Americano, onde os videotapes da televisão são usados a cada vez que o lenço amarelo é jogado por um dos juízes, ao futebol que não permite nem que haja um cronômetro no placar eletrônico, temos diversas opiniões envolvidas nas discussões.
Durante meus 33 anos de amor aos esportes, vi muito poucos resultados serem revistos após o término da partida. Tirando o automobilismo (que é o esporte mais tecnológico de todos), me lembro de uma partida de tênis e um jogo da Seleção Brasileira de Vôlei que tiveram seus resultados finais alterados em função da tecnologia e pensando como um esportista e apaixonado por tecnologia, sinto muito a falta desse uso. Atualmente no Brasil, já existe uma bola inteligente de vôlei que sinaliza ao árbitro da partida se no lance, a bola quicou dentro ou fora da quadra. É a tecnologia auxiliando a arbitragem.
Outro caso controverso do uso da tecnologia é o sistema de ponto eletrônico. Lembro de uns anos atrás que um famoso técnico brasileiro, cantou um para o jogador a forma como deveria proceder, fez o gol e ganhou o jogo. Se o futebol não fosse um esporte tão resistente, seria uma situação corriqueira como é no Futebol Americano, onde os treinadores orientam seus jogadores quais as jogadas devem ser realizadas, porém aqui foi considerada por muitos como uma atitude anti-esportiva. Ao mesmo tempo, na contramão do seu tradicionalismo, temos os árbitros utilizando comunicadores para lances duvidosos ou desleais fora do lance de jogo.
Porém, nos bastidores do esporte o uso da tecnologia chegou, se instalou e ficou. Os comentaristas mais radicais atribuem a vitória na copa de 1994, ao sistema de preparação física de Moraci Santana, o sucesso da seleção Masculina “vence tudo” de vôlei, do técnico Bernardinho ao sistema de informática da comissão técnica, em que um membro da comissão faz toda análise estatística do jogo.
Longe de querer chegar a uma conclusão, queremos justamente estabelecer uma discussão sadia e coerente com nossos leitores, afinal nossa equipe Leva na Esportiva.
Publicado em 3 agosto , 2009 por Luiz Ricardo Cobra
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