Uma estrela brasileira no salto com vara

Crédito das images:  fdecomite

Todo esporte tem o “seu Pelé”, mas nem todos os “Peles” são imbatíveis. Já vimos Mike Tyson, Michael Jordan, Tiger Woods – e todos eles em algum momento da carreira sucumbiram em algum momento. No salto com vara, o mundo viu o ucraniano Sergei Bubka aniquilar recordes e recordes e até hoje é o recordista mundial. Já no feminino, a russa Yelena Isinbayeva já bateu o recorde mundial 26 vezes. Porém em março de 2010 Yelena sucumbiu e uma atleta brasileira, seu nome Fabiana Murer.

Essa paulista, natural de Campinas conquistou seu maior feito aos 29 anos de idade – Campeã do Mundial de atletismo Indoor, em Doha. Fabiana se tornou conhecida pelo público por uma situação infeliz na sua carreira. Durante os jogos olímpicos de 2008, em Pequim, uma de suas varas simplesmente desapareceu durante a disputa das finais e isso resultou em sua eliminação. Porém a carreira de Fabiana merece um destaque por si só e não pelo sumiço de suas varas. Além da excelente classificação para as finais nos jogos olímpicos de Pequim, ela já fora medalha de ouro nos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro e cravara o recorde sul-americano no Troféu Brasil de 2009.

Em Doha, Fabiana disputou a competição com Isinbayeva e com a russa Svetlana Feofanova, porém a recordista mundial não estava em um bom dia e foi eliminada logo na primeira fase. Nas finais, Fabiana saltou os 4,80m com folga já na sua primeira tentativa, enquanto a Rossi Feofanova precisou da segunda tentativa e no desempate, Fabiana faturou o ouro, ficando a dois centímetros de sua melhor marca.

No vídeo abaixo, temos uma reportagem da rede Globo que mostra o salto vencedor.

Atualmente Fabiana treina com o russo Vitaly Petrov, treinador de Isinbayeva e o responsável pelo fenômeno Bubka nos anos 1990 e isso a colocou como uma das 10 melhores atletas do salto com vara de todos os tempos.

Publicado em 9 abril , 2010 por Luiz Ricardo Cobra

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Rádio Leva na Esportiva: Amadeu Albino Júnior (Eu Jogo Muito)

Um bate papo irreverente com Amadeu, professor de física, que organizou uma partida de futsal que durou 32 horas e entrou para o livros dos Recordes, Guiness Book.

Ele conta as dificuldades, motivações e tudo o que passaram para conquistar esse feito fantástico.

Vale a pena conferir.

Veja todas as fotos.

 
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Publicado em 19 fevereiro , 2010 por Leva na Esportiva

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Daniel Dias, o Phelps das Paraolimpíadas

daniel

Daniel Dias e sua primeira medalha paraolímpica. Foto: Divulgação

Sabemos que o esporte brasileiro carece de mais incentivo, apoio governamental e privado. E que dirá o esporte paraolímpico, podemos pensar, que mal aparece nos noticiários esportivos?

Pois saiba que, mesmo com pouco apoio, o Brasil já tem um desempenho muito melhor em Paraolimpíadas que nas Olimpíadas tradicionais. Nas Paraolimpíadas de Pequim, em 2008, foram 47 medalhas para o Brasil (sendo 16 de ouro), já a delegação olímpica brasileira conquistou 15 medalhas.

Um atleta que colaborou com esses belos números foi Daniel Dias. Depois de mostrar a que veio no Parapan de 2007 no Rio de Janeiro, conquistou nove medalhas na natação em Pequim 2008 (quatro de ouro, quatro de prata, uma de bronze), mesmo número de Michael Phelps nos jogos tradicionais. Neste dia 7 de setembro de 2009, Daniel desfilou em Brasília comemorando um ano de seu primeiro ouro paraolímpico.

Mesmo tendo começado a nadar em 2005, Daniel já conseguiu chegar ao nível do recordista brasileiro Clodoaldo Silva, o “Tubarão Paraolímpico”, que conquistara sete medalhas nos Jogos Paraolímpicos de Atenas 2004 (seis de ouro).

Daniel Dias nasceu em 1988, com malformação congênita nos braços e na perna direita. Seus pais sempre se esforçaram para que Daniel fosse incluído pela sociedade, como alguém capaz e independente. Daniel sempre estudou em escolas comuns, onde sofreu muito preconceito. Seu pai, Paulo, resolveu levá-lo à ADD (Associação Desportiva para Deficientes), pensando nos benefícios físicos e psicológicos que o esporte traria ao filho.

Depois de aprender todos os estilos na ADD, Daniel passou a frequentar uma academia em Bragança Paulista (SP), cidade próxima a Camanducaia (MG), onde vivia. “Passei dois anos viajando todos os dias para treinar. Frequentava a escola de manhã. Depois, pegava o ônibus na rodoviária. A viagem durava uma hora e meia”, afirmou Daniel à revista Sentidos.

A recompensa pelo esforço veio em forma de vitórias, recordes e medalhas. Conseguiu índice para o Mundial da África do Sul em 2006, onde faturou 3 medalhas de ouro e 2 de prata. No mesmo ano, bateu o recorde mundial dos 200m, durante as disputas do Circuito Loterias Caixa. Nos Jogos Parapanamericanos do Rio, em 2007, veio a consagração: oito ouros em oito provas disputadas.

Em palestra para a Feira Guia do Estudante, Daniel declarou que sua maior conquista foi o prêmio de melhor atleta do mundo, em 2008, uma espécie de Oscar do esporte. “Eu fui o quarto esportista brasileiro a ganhar o prêmio e o primeiro atleta deficiente – os outros ganhadores foram os jogadores de futebol Pelé e Ronaldo e o skatista Bob Burnquist”.

Hoje, Daniel cursa a faculdade de Educação Física USF (Universidade São Francisco). Pretende, no futuro, cursar Engenharia Mecatrônica. Além disso, Daniel é baterista da banda da igreja a que frequenta.

Sobre apoio, Daniel diz que “hoje em dia as coisas estão mais fáceis, por causa dos meus patrocínios, mas antes era bem difícil, eu tinha apenas o apoio do meu pai, que pagava para eu treinar. Agora posso ficar mais tranquilo quanto a isso. O que dificulta mesmo é a falta de divulgação, que acontece mesmo só de quatro em quatro anos.”

Como vemos, Daniel é um exemplo de que os atletas paraolímpicos superam suas deficiências físicas e as deficiências de um sistema que pouco incentiva o atleta amador brasileiro. E é prova de que vale a pena colaborar e tentar mudar o país por meio do esporte.

Publicado em 21 setembro , 2009 por Juliana Garcia Sales

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Bolt – Levando a vida na esportiva e vencendo

bolt

Imagem: eviltomthai

Treino duro a ano todo, para me divertir nas provas.” Foi com essa frase que Usain Bolt definiu, em minha opinião, da melhor forma possível como levar a vida na esportiva e competir ao mesmo tempo.

Com esse pensamento, o homem mais rápido do mundo, transformou os 100m da pista de atletismo em um palco e nesse palco, transformou-se no principal artista de uma apresentação perfeita. Menos de 10 segundos – 9 segundos e ciquenta e oito centésimos – para ser mais preciso e uma passada de distância do segundo colocado, o atleta jamaicano, que tem nome de um super herói dos cinemas, mostrou aos céticos que sempre é possível superar-se.

No dia 20 de agosto, quatro dias depois, o jamaicano volta a surpreender o mundo com novo recorde mundial, agora nos 200m. e mais uma medalha de ouro.  E o que faltaria para o homem mais rápido do mundo? A final do revezamento 4 x 100m. . E novamente após quatro dias, a equipe da Jamaica conquista a medalha de ouro, fazendo com quem Bolt conquistasse a tríplice coroa no campeonato mundial de atletismo, disputado em Berlim.

A hegemonia demonstrada nos últimos 2 anos (Pequim 2008 e Berlim 2009), assim como seus resultados nas categorias juvenis, não reflete em nada os anos de 2004 e 2005, quando eliminações precoces e uma série de contusões pareciam levar a carreira do homem mais rápido do mundo, até então uma grande promessa do atletismo, para um desfecho diferente da atual. Eliminado na primeira fase dos 200m. nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 e mesmo classificando-se para as finais em Helsinque em 2005, foi o 8º colocado. Foi em 2006 que ele começou a demonstrar resultados parecidos com os obtidos como juvenil, para finalmente em 2007 despontar pela primeira vez como atleta profissional.

Para o futuro, depois de superar-se por duas vezes e ser detentor dos recordes das três provas mais rápidas do atletismo (os 100m. , 200 m e 4 X 100m.), Bolt pretende disputar a prova do salto em distância. E tenho certeza, que mais recordes serão dizimados. O esporte agradece.

Publicado em 26 agosto , 2009 por Luiz Ricardo Cobra

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