Paixão corinthiana é diferente: Rafael Justplay

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Rafael R, em foto de Thiago Lessa

Como é mostrar a paixão pelo seu time num blog? Conversei com o Rafael R, Justplay, que escreve sobre vários assuntos e não esconde seu amor pelo Corinthians. Além de blogar no Treta, no Justplay, Google Discovery, no Diário de Casal, Rafael escreveu sobre a saga do Corinthians na série B, no blog Vamos Subir Timão!, que posteriormente, se transformou no Aqui é Corinthians.

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Torcida corinthiana no Pacaembu, foto de Rafael R.

Como essa história começou? “Dizem por aí que a gente já nasce corintiano, né? Acho que comecei a torcer pelo Corinthians por birra”, afirma Rafael, que tem pai e irmão mais velho torcedores do São Paulo. “Meu pai até me colocou num clube para jogar futebol, mas acho que nunca tive afinidade com a redonda. Nasci mais para fazer parte da festa do futebol do que propriamente para dar alegrias à torcida”, ri, conformado.

Se não tinha afinidade com a bola, logo descobriu afinidade com a rede. “Fuço na internet desde a época da discada. Passei por MiRC, chat do UOL, pela primeira fase de blogs – weblogger –, pelo fotolog. Sempre gostei de redação e de contar histórias, um dia, inevitavelmente, eu iria acabar caindo nessa de blogs”, afirma o multiblogueiro. “Mas não participava de fóruns ou discussões sobre futebol na internet, geralmente o que você encontra não é o lado desportivo das pessoas, e sim o lado fanático”, pondera, “então, preferia falar do assunto com meu pai e com amigos”.

E como começou esse blog de apoio ao Coringão para voltar à elite do futebol? “Eu comecei cobrando. O Vamos Subir Timão! era um blog do Carlos Merigo e do Luiz Yassuda. Encontrei-os pessoalmente e cobrei mais atualizações, pautas, matérias, como um bom torcedor faria, creio. Então, eles me convidaram a escrever junto”, conta Rafael. O blog fez sucesso: “dependendo do jogo e do resultado, recebíamos uma avalanche de comentários. Tinha até gente de outros times comentando, mas quem acompanhava mesmo eram os torcedores do Corinthians”.

Segundo Rafael, ser corintiano é ser diferente dos outros torcedores. “Coração corintiano é meio burro. É impossível ser corintiano e não estar fazendo as contas ainda de quantos pontos precisamos para ser campeões. Mesmo estando atrás na tabela, queremos que o time brigue pelo título. Até a queda para a série B, a pior fase em 100 anos de história, foi importante para a torcida se tocar do quanto ama o time de uma forma diferente. Não vejo isso em outras torcidas”.

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Quadra da escola de samba Gaviões da Fiel

Mesmo assim, Rafael anda distante dos estádios. “Antes, eu ia mais, me envergonho, mas assumo. A idade vem chegando”, exagera o jovem blogueiro, “e a gente vai preferindo o bar perto de casa, com os amigos e a TV grande”. Há outros fatores que afastam o torcedor do estádio, afirma Rafael. “Violência, cambistas, preços dos ingressos. E falta de tempo, um mal da maioria da população de Sampa”.

Sobre quem quer blogar sobre futebol, Rafael incentiva: “Construa um blog e os leitores virão. Ainda que no começo pareça que você está falando sozinho, com o tempo, o pessoal vai começar a comentar, a freqüentar, a indicar”. E como lidar com comentários mal educados e inconvenientes? “Futebol é paixão, sempre vai ter alguém com opinião contrária. No caso do Vamos Subir Timão!, a gente simplesmente não aceitava o comentário e seguia em frente. Mas é impossível não entrar no admin (painel de controle do blog) e não ler, então, esteja preparado para ler todo tipo de coisa diferente do que você acredita”.

Rafael é um torcedor tranqüilo que certamente leva na esportiva: “gosto de samba-enredo (da Gaviões da Fiel, de falar sobre escalação, parte técnica e só”, afirma o blogueiro, que gosta mesmo é da festa do futebol.

Publicado em 27 novembro , 2009 por Juliana Garcia Sales

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O retorno da Cruz de Malta

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O dia 7 de dezembro de 2008 sempre será um marco na história do Club de Regatas Vasco da Gama, o que muitos consideram o dia da maior tragédia da história do clube, deve ser considerado como o dia do recomeço. Neste dia, ao término do Campeonato Brasileiro desse ano, uma derrota por 2 a 0 para o Vitória selou a 18ª. Colocação e consequentemente o não desejado rebaixamento para a série B da competição nacional, pela primeira vez, em todos os 110 anos de existência da agremiação cruzmaltina.

O dia 7 de dezembro de 2008 sempre será um marco na história do Club de Regatas Vasco da Gama, o que muitos consideram o dia da maior tragédia da história do clube, deve ser considerado como o dia do recomeço. Neste dia, ao término do Campeonato Brasileiro desse ano, uma derrota por 2 a 0 para o Vitória selou a 18ª. Colocação e consequentemente o não desejado rebaixamento para a série B da competição nacional, pela primeira vez, em todos os 110 anos de existência da agremiação cruzmaltina.

No ano de 2009 um novo Vasco surgiu e sua torcida foi a grande responsável por essa transformação: força, dedicação e motivação foram ingredientes fundamentais para superar o ano de rebaixamento e juntos conquistar o título da vitória que leva o Vasco ao grupo dos grandes.

Para entender melhor como foi o ano de 2009 para os torcedores do Vasco conversamos com Andressa torcedora apaixonada e Marcelo que sempre acreditou no clube. NetVasco e SuperVasco são sites feitos por torcedores para torcedor e o Leva na Esportiva compartilha com todos os apaixonados por futebol essa grande relação de amor pelo clube.

1.    Enfim a Série A, como foi esse torcer esse ano?

Andressa: Sinceramente, há muito tempo eu não torcia para o Vasco desse jeito. Houve uma ligação muito forte entre time e torcida, um apoio imenso. A torcida estava carente de um time vencedor, e esses jogadores nos proporcionaram um ano cheio de vitórias.

Marcelo: Se eu pudesse definir com apenas uma expressão, seria “um turbiljhao de emoções”. “Incerteza” no começo, com mais de um time titular inteiro de contratações, um técnico de quem os vascaínos pouco haviam ouvido falar, a diretoria ainda tateando. Depois, a “alegria” pelas boas atuações no Carioca, onde fomos extremamente prejudicados. Depois, novamente a “incerteza” dos primeiros jogos na Série B: Adversários maus, juízes piores ainda, aquela sequência de empates aumentando ainda mais essa sensação angustiante… Veio o jogo contra a Ponte Preta e o Vasco voltou a subir de produção. Daí para a frente, a palavra foi “ansiedade”. Ô, classificação que não chegava nunca… Depois do jogo contra o Juventude, duas palavras se misturaram: “alegria” e “alívio”. Alegria e alívio de ver que o Vasco havia cumprido sua “obrigação”.

2.    Vocês fizeram caravanas para acompanhar o clube pelo Brasil?

Andressa: Não, infelizmente nunca tive a oportunidade de assistir aos jogos do Vasco fora do Rio de Janeiro. Mas nunca fui a tantos jogos como eu fui esse ano, em São Januário e no Maracanã. Ainda tive a felicidade de estar presente nos três jogos mais importantes: da liderança, do acesso à Série A e do título. Ainda ajudei a torcida a quebrar o recorde de público (risos).

Marcelo: Eu, propriamente, não, mas conheço torcedores que saíram de Manaus só para ver o Vascão.

3.    Para vocês, qual a participação da torcida nesse acesso à Série A?

Andressa: A torcida foi o principal responsável pela campanha do Vasco na Série B até o acesso à Série A. Compareceu em peso em praticamente todos os jogos, não só no Rio de Janeiro, mas em todo Brasil. Ela pegou mesmo o clube no colo e o levou de volta para onde nunca deveria ter saído. Foi um apoio incondicional.

Marcelo: A torcida foi o décimo segundo jogador o tempo todo. Com um time que ninguém é cego de não ver que ainda precisa de muitos reforços, em muitos momentos o apoio da imensa torcida foi decisivo.

4.    Quando Atlético Mineiro e Palmeiras foram para a Série B, houve um aumento considerável de público. Com o Vasco o movimento foi parecido. Explica para nós, como vocês encararam esse movimento? Nas épocas mais sofridas o torcedor tem mais necessidade de empurrar o time?

Andressa: Não é só a necessidade. É claro que ela existe, até porque o time fica abalado, então é preciso dar aquele empurrão, aquela injeção de ânimo. Mas a torcida tem que estar junto em todos os momentos, nos bons e nos maus. E é quando o time está por baixo, desacreditado, que vemos quem realmente se importa com o clube. Quem realmente quer abraçar o projeto e ajudar a dar a volta por cima.

Marcelo: Logo após a queda, eu achei que os estádios fossem ficar órfãos da torcida do Vasco. No fórum VascoOnline, de que participo, houve quem vaticinasse que a união da torcida com o Vasco clube seria fortalecida. Eu torci o nariz e duvidei. Graças a Deus, os fatos envolvendo a nossa torcida  provaram que eu estava errado.

5.    Apesar do rebaixamento, as mudanças que aconteceram no time foram boas na opinião dos torcedores?

Andressa: Ser rebaixado nunca é bom. É uma coisa que vai ficar marcado para sempre na história do clube. Não sei se as mudanças ocorreriam mesmo se o Vasco não tivesse caído. Mas se foi preciso cair para se levantar mais forte, valeu o sacrifício.

Marcelo: Eu separaria a sua pergunta em duas: No TIME, como já disse lá em cima, ainda há muito que melhorar. O próprio Dorival, o Rodrigo Caetano e o Dinamite sabem disso.
Em relação ao CLUBE, o começo foi péssimo: Contratações equivocadas, colocação de pessoas para as quais não tinham a necessária habilidade para exercer, e vários outros fatores que culminaram com o rebaixamento do time de futebol. Ao longo do tempo, os acertos foram aparecendo. Para mim, os dois verdadeiros “gols de placa” da gestão Dinamite, até agora, foram o Rodrigo Caetano, que mostrou que time de futebol não é para ser gerido como botequim. O amadorismo foi bom na época da construção de São Januário, hoje não cabe mais. O outro foi o Fábio Fernandes, que revitalizou a relação da torcida com o time e, através disso, com o Clube. Quando eu vi que o nome do novo programa seria “O Vasco é meu”, fiquei rindo da precisão cirúrgica com que o bisturi de FF “operou” vaidades e promoveu a “cura” dessa relação, tão fundamental para o Clube. Afinal, como todos sabem “o torcedor é que paga as contas!”

6.    Seja o técnico do time e diz para nós quais jogadores seriam interessantes para o Vascão ano que vem?

Andressa: Antes de qualquer contratação, o Vasco precisa manter a base do time de 2009. Manter o técnico Dorival Júnior e alguns jogadores que foram fundamentais como o Fernando Prass, Ramon, Carlos Alberto, Nilton e os garotos da base do clube, Alex Teixeira, Souza, Allan e se possível, o Philippe Coutinho. É difícil citar nomes, mas gosto muito dos jogadores que foram especulados, como o Rafael Carioca, Kléber Pereira e Rafael Sóbis.

Marcelo: Hehehehe. Nessa seara, se você me permite, eu prefiro não entrar. Prefiro destacar um perfil: Gana, tesão, vontade de jogar no Vasco. Aliás, se eu fosse diretor de futebol do Vasco, instituiria um seminário para mostrar aos novos jogadores e comissão técnica que não estão num clube qualquer. Estão no Vasco!!! Quanto à parte técnica, quem já jogou um pouco de bola sabe o mínimo que se espera dos jogadores em cada posição: laterais que saibam cruzar e que tenham fôlego para ir e vir, volantes que sejam duros, mas leais, meias que corram de cabeça sempre levantada, olhando o jogo, atacantes que estejam dispostos a pular de cabeça na chuteira do zagueiro para meter um gol. Acho que é por aí… heheheh

7.    Comentou-se que o Dorival Junior teria recusado propostas de outros clubes cariocas para seguir com o Vasco. Ele foi fundamental nessa conquista?

Andressa: Com certeza. O Dorival Júnior é um ótimo treinador, daqueles que assistem a todos os jogos de futebol. Ele tem uma ótima visão do jogo, sabe a hora que precisa mexer no time. Apesar de não ter concordado com ele em algumas escalações (risos). Mas espero que ele continue no Vasco em 2010.

Marcelo: Eu, particularmente, acho que sim. Muitos o acham retranqueiro, covarde, etc. Respeito democraticamente a opinião de quem pensa assim. Cada um com seu direito. Entretanto,  como analista de sistemas, prefiro analisar sua atuação pelos números. Embora não conheça os de outros treinadores, arrisco-me a dizer que não existe um com melhores números.
Ah, mas o Vasco só pegou baba na Série B? Talvez, mas cabe lembrar alguns fatos: 1. O Vasco ganhou do Flamengo e do Botafogo no estadual. Empatou com o Fluminense com um a menos em boa parte do jogo e só não foi à final do primeiro turno por problemas extra-campo (caso Jéferson). No segundo turno, fomos goleados pelo Botafogo em um dia em que TUDO deu errado. Mesmo assim, saímos com a melhor campanha do Carioca (dentro de campo).
Na Copa do Brasil batemos o Vitória e só perdemos a classificação para o “todo poderoso” Timão, que mesmo assim, com Ronaldo e tudo, precisou com a ajuda do Sr. Gaciba. Será que um treinador com números tão bons merece ser desprestigiado? O futebol bonito morreu em 82. Quem acha que o São Paulo, por exemplo, joga um futebol bonito? Fui a um jogo no Maracanã onde o Botafogo foi quatro vezes ao ataque e fez quatro a um na gente. Quem olhasse apenas o resultado, diria que o Botafogo deu um baile no Vasco. Quem esteve lá, viu que só deu Vasco o tempo todo. Por isso tudo, com todos os seus erros, acho, sim o Dorival um bom técnico para o Vasco e achei, sim, que ele foi fundamental para a campanha nessa série B.

8.    Quem pode ser eleito o grande herói da conquista?

Andressa: Dentro de campo, foi o Carlos Alberto. Fora dele, o Dorival Júnior, toda comissão técnica, o Rodrigo Caetano e o presidente Roberto Dinamite. Todos fizeram um excelente trabalho.

Marcelo: Tenho dois, mas pela regularidade, pela segurança, pela frieza, vou talvez contra a maioria e elejo o Fernando Prass.

9.    Vocês acreditam que o Carlos Alberto foi fundamental para essa conquista?

Andressa: No começo do campeonato, quando ele ainda tinha aquele temperamento forte, achei que só traria problemas. Mas graças à Deus me enganei, e ele mudou. Mesmo sendo novo, ele foi o principal jogador do time, incorporou o espírito de líder e capitão dentro e fora de campo.

Marcelo: O Carlos Alberto teve dois momentos distintos nesse campeonato. Um quando era suspenso quase que religiosamente a cada três jogos. Outro que depois colocou a cabeça no lugar e que foi, enfim, o comandante que levou a caravela ao porto seguro da Série A.

10.    Para comemorar essa grande vitória a Penalty fez uma camisa em comemoração do título, essas atitudes favorecem e incentivam a torcida ser cada fez mais fiel ao time?

Andressa: Torcedor gosta de novidade. Quanto mais produtos forem lançados, mais ele vai se sentir valorizado. Principalmente uma camisa que enaltece todo esse amor e apoio da torcida do Vasco, com o número 12 e o “Amor Infinito”. Foi uma grande iniciativa da Penalty.

Marcelo: Eu ando procurando essa camisa como um louco aqui em Brasília para comprar e não acho! Não tem como vocês me mandarem uma, não? Hehehe
Falando sério agora, acho que sim. Entendo que toda e qualquer ação que vise trazer de volta a torcida para perto do time (e do clube, por extensão) é bem-vinda. E essa camisa faz, no meu modo de ver, exatamente isso. Para mim, ela vai ser lembrada como o marco de um ano que não queremos ver repetido no sentido esportivo, mas que queremos que seja exatamente igual no sentido da abertura democrática que marcou o ano fora das quatro linhas.

11.    A conquista da série B é uma questão de tempo, vocês acham que merece uma estrela sobre o escudo, como forma de eternizar essa conquista ou não?

Andressa: Não, essa conquista vai ser eternizada na memória do torcedor e na sala de troféus do clube. Sem querer desvalorizar a conquista da Série B, que o Vasco conseguiu de forma brilhante, o torcedor não vai querer se lembrar de quando o time foi rebaixado. Mas o título é pra ser comemorado sim, pois simbolizou a reestruturação do Vasco.

Marcelo: Acho que não. Em relação à taça, eu a colocaria em destaque na galeria de troféus do Vasco, com a seguinte inscrição: “Eis uma taça que apesar da alegria em ganhar, não queremos ter o desprazer de disputar novamente.”

12.    Quando vocês tiverem filhos (se já não tiverem) e no futuro eles perguntarem à vocês sobre o que aconteceu com o Vasco em 2009. Qual vai ser a resposta de vocês?

Andressa: Vou dizer que em 2009 o Vasco deu a volta por cima. Foi o ano da reestruturação, do despertar de um Gigante. Que não podemos tropeçar, cair e desistir de tudo. Temos que ter força para levantar e seguir em frente ainda mais forte, como tudo na vida.

Marcelo: Eu tenho dois, uma menina de quatro anos que já sabe cantar o hino do Vasco todo e um que tem sete meses só. Quando eles me perguntarem isso, espero poder dizer: “O Gigante levou apenas um tombo, mas se reergueu mais forte.”

13.    A torcida do Vasco se mostrou verdadeiramente como levar na esportiva o rebaixamento e o agora o retorno à Série A, nós do Leva na Esportiva parabenizamos todos os torcedores. Mas contem para nós, como foi levar na esportiva esse revés.

Andressa: Até que foi mais fácil do que eu imaginava, muito em função do apoio da torcida do Vasco. Muitos torcedores de outros times reconheceram esse apoio e alguns até parabenizavam, torciam para a volta do Vasco. Mas é claro que não deu para escapar das gozações, mas felizmente os nossos rivais na Série A não estão passando por bons momentos, então conseguimos revidar (risos).

Marcelo: Há um texto do Artur da Távola que diz que “ser Vasco é saborear com humildade o orgulho sadio da vitória merecida, do entusiasmo com motivo e da grandeza como destino”. Acho que o mesmo princípio vale para as derrotas. Aceitá-las com a resignação de quem perdeu porque o futebol é assim mesmo. Mas foi duro aplicar isto no rebaixamento!
Se tivesse acontecido quando eu era moleque, quando ficava literalmente doente se o Vasco perdia, teria arranjado muita briga. Mas mesmo adulto, foi difícil. Na segunda-feira após a queda, recebi a mesma piadinha por email dos amigos umas dez vezes.
Entretanto, procuro tirar de cada experiência vivida o que pode ser aproveitado. E o que pode ser tirado de mais positivo dessa experiência de Série B é que a união da torcida com o clube foi de uma proporção só comparável à construção de São Januário pelas próprias pelas mãos de nossos antepassados vascaínos! Ou, seja, como disse Sérgio Cabral (pai), O Vasco voltou ao seu destino de ser popular sem ser populista!
De qualquer modo, como diz um velho ditado, não há bem que sempre dure, nem mal que sempre perdure. E esse mal passou. Espero que para sempre!

Publicado em 23 novembro , 2009 por Leva na Esportiva

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Paixão por Velocidade: Babi Franzin e Anderson Costa

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Babi Franzin e Anderson Costa no cockpit do Velocidade.org

Você gosta de Fórmula 1 ou de outras categorias do automobilismo? Então, certamente você já leu (ou ouviu) o blog Velocidade.org. O Leva na Esportiva, com muita honra, entrevista os parceiros de blog e namorados Babi Franzin e Anderson Costa.

Anderson logo me confessa: “não escrevo tanto no Velocidade (ele escreve em outros blogs como seu pessoal Entendendo o Mundo e o corporativo Claro Blog, e podcasteia no Som no Blog) porque preciso me sentir seguro sobre o assunto”. Anderson é fã de automobilismo, mas a especialista no assunto é Babi. “Dei pouca bola ao automobilismo até conhecer Babi”, diz Anderson. “Ele está recebendo teinamento intensivo”, Babi diz. “Hoje em dia ele até discute, sabe os nomes das equipes e dos pilotos, um orgulho só”.

Essa é uma confluência de interesses fantástica que originou o premiado Velocidade.org: Babi entrou com a paixão pelas corridas e Anderson com seu conhecimento em fazer blogs e podcasts. “Eu ficava falando de corrida pra cima e pra baixo até que ele falou para eu escrever sobre isso”, declara Babi. “Ele só não imaginava que iria pular nesse barco também”.

O podcast começou há dois anos. “Foi um convite que partiu totalmente do Thiago, do cafecomf1.com, porque eu acho minha voz horrorosa e morria de vergonha”, confessa Babi. Quem ouve sabe que não é bem assim, não é? ;) Assim nasceu o Café com Velocidade, que você pode ouvir toda semana.

Apesar de declararem diferenças no gosto pelas corridas, espontaneamente o casal discute sobre regras, sobre pilotos, acerto de carros, fatos históricos. E com desenvoltura impressionante.

“Muita gente questiona que automobilismo não é um esporte” diz Babi. “Mas, se não há um preparo de atleta, ninguém consegue segurar um carro numa reta, quanto mais numa curva”. Anderson diz que automobilismo é um esporte “por causa do preparo físico que os pilotos fazem e também porque são competitivos, não por causa do carro somente, mas por causa do expertise de cada um”. “Essa temporada da F-1 é uma prova disso. Mesmo com o KERS [Kinetic Energy Recovering System - sistema de recuperação de energia cinética], quem faz a diferença ainda é o piloto”, acrescenta.

“Os pilotos vão para a academia, treinam, como qualquer outro tipo de atleta. E quando eles pilotam chegam a perder peso também, com o super esforço que fazem” afirma Babi. “É pior ainda na F-Indy”, diz Anderson, que tem corridas em circuitos ovais. “O pescoço tem que ter um forte treinamento”.

Babi não começou a gostar de automobilismo por causa de Ayrton Senna, como uma grande geração (da qual faço parte). “Acho o Senna um gênio, mas como não o vi correr muito, preferi escolher outro piloto para torcer.” Esse piloto é o finlandês Mika Hakkinen, que venceu os campeonatos de 1998 e 1999, contra o favorito Michael Schumacher. “Depois, o vício só piorou”, declara. “Schumacher é outro gênio, apesar das corridas [com ele] terem ficado bem chatas!”

Para Anderson, hoje não é um ídolo que faz diferença no esporte: “Não há nenhum ainda que tenha causado [no Brasil] o que o Senna causou. [No blog] não temos tanto problema com trolls. Torcedor de corrida hoje torce pelo esporte, não pelo ídolo. E eles são low profile. É um de vez em quando”.

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Babi e Anderson, com o Best Blogs Brasil nas mãos

E o que o casal já conseguiu com o blog? “O Velô foi eleito pelo júri o melhor no Best Blogs Brazil, na categoria esportes. E o podcast foi o 3º no Prêmio Podcast. Tirando os prêmios, conhecemos muita gente legal e que faz o trabalho valer muuuito todos os dias”, afirma Babi. E Anderson acrescenta: “o mais legal que conseguimos: a boca aberta das pessoas. ‘Uma mulher falando de corrida?’, toda hora tem um comentário assim”. Babi diz: “o mais legal é que conheci várias meninas que gostam de corrida também! Tínhamos nosso grupinho no autódromo”. Uma bela ultrapassagem no preconceito. “Tem o clubinho das meninas que participam dos chats que fazemos nas corridas de F-1, os meninos ficam bem chateados quando não estamos”, afirma Babi. Segundo Anderson, “é verdade. O último chat bateu recorde, mas não teve nenhuma das meninas pq todas estavam no autódromo…” disse, aos risos. E além disso a internet, com seus blogs e chats, é que acaba unindo esses apaixonados. Segundo Babi, nenhuma de suas amigas ‘offline’ é fã de corridas e foi a rede mundial que possibilitou esses encontros.

Mas o casal só fala de F-1? “Com o Velocidade conheci muitas outras categorias e me apaixonei por elas. Fico dividida entre Indy, MotoGP, Truck e Porsche, que tem pegas sensacionais”, diz Babi. “Só durmo na Nascar, as corridas são muito longas”, confessa rindo. “Gosto da F-Indy”, diz Anderson, “e fico espantado com a torcida da Fórmula Truck. É um mundo à parte no Brasil. Uma realidade alternativa. A Truck se mantém sozinha com uma grande estrutura e torcida”, afirma. “Não existe quase corrida de caminhão no mundo”, adiciona Babi, “só a Truck Series nos EUA, onde o Nelsinho [Piquet] fez teste recentemente, e na Europa. devemos muito ao Sr. Aurélio Batista Felix, que faleceu recentemente“.

E quanto a outros esportes? “Ah, ja pratiquei basquete. Hoje é só levantamento de copo”, brinca Anderson. “Serve Wii?”, pergunta Babi sobre o videogame que faz com que o jogador use o corpo todo para conseguir as reações na tela. “Jogo Wii Sports e Wii Fit. E quase sempre acabo me machucando. Tem um exercício para subir braços e pernas. Consegui ter cãimbra em tudo”, ela completa.

“Já fui muito de assistir futebol, mas hoje dei uma desencanada”, confessa Babi. Apesar de ser paulista, adotou o Grêmio de Porto Alegre. “Não tenho nada de gaúcha, mas gostei muito do time e passei a torcer. Antes eu ia aos jogos, sabia de cor o nome de todos os jogadores, era bem fanática”. Hoje ela acompanha vôlei e ginástica artística. “Adoro os campeonatos mundiais”.

Já Anderson acompanha futebol e basquete. “Mas faz um bom tempo que não assisto um jogo ao vivo”. Segundo ele, o basquete brasileiro tem sua torcida cativa, mas não tem apoio forte de patrocinadores.

Para quem quer blogar sobre automobilismo, o casal recomenda que se comece agora. “Vamos povoar a Autosfera. Ainda tem poucos blogueiros sobre isso no Brasil, principalmente para outras categorias”, afirma Anderson. “Você tem de ter muita dedicação pra não deixar a peteca cair, mas é uma delícia”, declara Babi. Para não deixar a peteca cair, eles consideram bom ter um blog em dupla ou em casal, como eles mesmos, para que um dê força ao outro para continuar.

E sempre levando a vida e a profissão na esportiva. “Pegar leve, não ficar estressado, postar com amor e não como obrigação”, aconselha Babi. E Anderson completa: “É torcer e não atrapalhar a torcida do outro”.

Assim, esse casal de blogueiros segue mostrando, com descobertas e espírito esportivo, uma das grandes paixões brasileiras: o mundo do automobilismo.

Publicado em 12 novembro , 2009 por Juliana Garcia Sales

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TV Leva na Esportiva: Felipe Marx

No 2º programa TV leva na esportiva batemos um papo bem divertido com Felipe Marx, fundador do blog Minhas Camisas, ele nos contou como sua coleção de mais de 70 camisas começou, quais loucuras ele já fez por uma camisa de futebol, quais são as mais exóticas e os planos para o futuro.

Se você gosta de camisas de futebol participe desse papo e deixe suas dúvidas, comentários e até mesmo sua história.

Abraços a todos!

Publicado em 6 outubro , 2009 por Leva na Esportiva

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