Hello e Goodbye

Foram quatro longos anos de espera para a África do Sul e a Copa do Mundo já está chegando ao seu fim. Algumas seleções deixarão saudades por aqui, outras nem tanto. A França ao que tudo indica é uma das que não farão tanta falta assim, pelo menos para os moradores da pequena cidade de Knysna.

Durante o período em que ficou na África do Sul, a delegação francesa se hospedou por lá. Conhecida como “beautiful land”, Knysna, assim como todas as outras cidades que serviram de base para as seleções participantes, aguardou com muito entusiasmo a chegada dos franceses. Ruas e lojas foram decoradas, festas programadas, pessoas vieram de longe… mas nada aconteceu. Não ligando a mínima para o carinho que a esperava, a seleção francesa simplesmente se isolou em seu hotel, fechou seus treinos e não deu as caras na comunidade.

Estive em Knysna alguns dias atrás e pude comprovar o sentimento de frustração dos moradores com a seleção francesa. E confesso que não foi difícil entender o motivo. Mesmo concordando que os jogadores precisam estar concentrados e coisa e tal, uma atitude como a da seleção francesa é realmente o oposto do que se espera em uma Copa do Mundo. É como você preparar carinhosamente a sua casa para receber um hóspede querido e ele se trancar no quarto sem ao menos dizer “olá”.

Para os morados de Knysna, a presença da seleção francesa na cidade seria o momento pelo qual eles se prepararam durante todo o ano. E os franceses realmente não entenderam isso. Com a pompa de chefes de estado, eles simplesmente chegaram e partiram de Knysna sem serem vistos. Uma pena, uma vez que perderam a oportunidade de sentir a alegria com que o sul-africano está recebendo o mundo. E talvez essa alegria teria feito a diferença dentro de campo.

Publicado em 2 julho , 2010 por Leva na Esportiva

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Começa a Jornada 2ª Fase

1h30 da madrugada do dia 26 embarquei no avião da South African rumo ao continente africano. O Airbus 200 que comporta 250 passageiros estava vazio, mas dos aproximadamente 180 que embarcaram, apenas 4 mulheres. Assim, mulheres e namoradas que com muito custo liberaram seus amores, não se preocupem, eles vieram em busca de futebol mesmo.

O percurso até Joanesburgo não foi tão cansativo, mas as turbulências foram intensas e longas. Felizmente, o clima de copa estava presente e os fãs de futebol distraiam o medo com muitas músicas de futebol e fotos com uma réplica da taça.

A maior parte da turma ficou em Jo’burg para assistir Brasil x Chile, mas alguns seguiram viagem comigo até Cape Town. Enquanto aguardávamos nosso voo, fomos conferir o jogo Uruguai e Coréia do Sul no único bar na área de embarque doméstico. Cinco TVs ligadas e 4 mostravam o jogo de rúgbi e, dentro de uma área restrita a clientes com reserva, lá estava a única TV transmitindo o jogo de futebol. Conseguimos conferir alguns lances através da parede de vidro enquanto experimentávamos a Castle, cerveja local muito boa, vendida por 30 rands (cerca de 8 reais) no bar.

Deixamos Jo’burg sem saber o placar final, mas continuamos a viagem que mais parecia fretamento brasileiro (de acordo com a passageira de Cape Town que viajava ao meu lado) com toda alegria contagiante brasileira; muitas músicas, muitas risadas e muitas expectativas para ver o Brasil jogando aqui na semi-final.

Assim que desembarquei uma voluntária da FIFA já me aguardava. Peguei minhas malas e ela me levou até a saída do desembarque onde outro voluntário aguardava para me levar até o carro. Tiramos uma foto com o mascote oficial, o Zakumi, e fui trocar dólar por rand. O dólar aqui está valendo 7,41 ZAR e a maioria das casas de câmbio cobram uma comissão de 3%. Achei o preço das roupas e comidas bem similar ao Brasil, mas algumas coisas são um pouco mais baratas, como a camisa oficial da seleção brasileira e o estacionamento do shopping, rs.

Depois disso, outro voluntário me levou até Newlands, um dos bairros mais bonitos de Cape Town com uma vista espetacular para a Table Mountain, onde estou hospedada. Aqui, assim como na Inglaterra, a direção fica no lado direito e para quem não tem prática, alugar um carro pode não ser uma boa opção.

Segundo dia em solo africano, fui logo conhecer o Green Point, que tem capacidade para 70 mil pessoas. O estádio é realmente deslumbrante!

Fiz minha credencial e peguei meu uniforme e ao invés de marketing, como havia sido informada, trabalharei na área de Spectator Services, recebendo e informando todos os espectadores. Também recebi vários manuais para saber informar tudo que for requisitado.

Fui dispensada pois iria haver uma partida de futebol entre o pessoal da FIFA e o Comitê Organizacional. Assim, fui conferir o jogo Alemanha x Inglaterra em um restaurante/bar chamado Beans & Mugs, localizado no Waterfront, um dos locais mais famosos por aqui.

A grande maioria presente era a favor da Alemanha, e a cada gol as pessoas vibravam e aplaudiam.

Apenas uma mesa abrigava três ingleses com suas caras pintadas de branco e vermelho, e após o terceiro gol já deixaram o bar desapontados.

Após o jogo muitos alemães andavam cantarolando pelo Waterfront e outros gritavam e assopravam vuvuzelas pelas ruas de Cape Town. Uma grande vitória que mandou mais um forte seleção para casa.

A Argentina também mandou o México embora e as quartas prometem um grande jogo entre os times favoritos.

Por aqui, a próxima partida será Portugal x Espanha e os preparativos já começaram. Enquanto isso vou procurar um bom lugar para poder assistir Brasil x Chile.

Publicado em 28 junho , 2010 por Leva na Esportiva

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Unidos pelo futebol

União na África

As cores da África

Todo brasileiro sabe que durante uma Copa do Mundo o Brasil para, literalmente! Reuniões de trabalho são canceladas, faculdades ficam vazias, rivalidades são esquecidas e os bares viram ponto de encontro para uma única torcida verde e amarela. Poucos são aqueles que não querem ver a seleção em campo. Afinal de contas, para nós, brasileiros, a Copa do Mundo tem um significado diferente: é o momento em que todos se unem em torno de uma paixão comum.

Quando fiquei sabendo que tinha sido escolhido como um dos voluntários da FIFA para trabalhar na Cidade do Cabo, uma das sedes dessa Copa do Mundo, fiquei pensando se encontraria esse mesmo clima no país de Nelson Mandela. Afinal, eu já havia morado na África do Sul em 2008 e sabia muito bem que o futebol não era o esporte mais popular por aqui – o rugby é, de longe, a preferência nacional – e que o país ainda carregava um sentimento de desunião proveniente do duro regime do apartheid.

Mas assim que desembarquei em Johanesburgo, para fazer a conexão que me trouxe à Cidade do Cabo, percebi como o futebol é capaz de mudar as pessoas. Já no aeroporto era possível ver que a África do Sul estava realmente vivendo a união da Copa do Mundo. Para onde quer que você fosse, era possível encontrar brancos e negros compartilhando orgulhosos as notícias e novidades sobre o início dos jogos.

Nas minhas caminhadas pelas ruas da Cidade do Cabo, são incontáveis os carros e casas que vejo carregando a bandeira do país. E conforme os turistas vão chegando, principalmente nos dias de jogos, o clima de festa e alegria aumenta ainda mais.

Isso prova que toda essa movimentação em torno do futebol não ajuda apenas a tornar o evento um sucesso comercial. Essa Copa do Mundo está também ajudando a mudar a África do Sul. Através dela, as pessoas daqui estão experimentando um sentido de união que poucas vezes viveram. Brancos, negros e mulatos, que historicamente sempre estiveram em camadas sociais distintas, se abraçam e vibram juntos, compartilhando os mesmos sentimentos pelo seu país.

Talvez seja por isso que nenhum outro lugar no mundo merecia tanto sediar uma Copa do Mundo como a África do Sul. E, independente dos possíveis benefícios econômicos que ela irá trazer, é incontestável o fato de que o país está reaprendendo o real sentido da palavra nação.

Breno dos Reis

Publicado em 21 junho , 2010 por Leva na Esportiva

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Muito além do apito – os gestos dos árbitros de futebol

Crédito da foto: Ansik

Em tempos de Copa do mundo, muitas pessoas que não estão a acompanhar futebol voltam-se para a televisão com a camisa verde e amarela e todos nós tornamo-nos especialistas em táticas  e em arbitragem.

O que pouca gente sabe, é que os árbitros de todos os esportes utilizam o apito apenas para chamar a atenção da infração ou da finalização do lance e que o que indica realmente qual a marcação, são seus braços ou a sinalização dos assistentes com a bandeira.

Além dos sinais básico, como apontar tiro de meta, escanteio ou até mesmo laterais, existem 5 gestos básicos que o árbitro de futebol executa.

Quando o árbitro está autorizando a cobrança de uma infração direta, ele ergue levemente seu braço direito, mantendo-o paralelo ao ombro, conforme imagem a seguir.

Esse braço indica que o jogador responsável pela cobrança pode direcionar a bola ao gol sem a necessidade de tocá-la para um companheiro antes da bola ser chutada ao gol.

Já quando o braço do árbitro está totalmente levantado, indica que o tiro é indireto, então é necessário que um outro jogador do time receba a bola antes dela ser chutada ao gol.

No futebol moderno, a vantagem se transformou em uma “constante” nos jogos. Mesmo após uma infração, se o time que sofreu a infração estiver em uma situação vantajosa, a jogada não deve ser interrompida e ambos os braços do árbitro são esticados para frente.

Já o gesto da punição a um atleta, os famosos cartões amarelo e vermelho, tem o mesmo gesto e a recomendação de que o jogador punido seja afastado do grupo, com o objetivo de facilitar sua identificação por quem estiver fora do campo.

Auxiliares

Antigamente eram chamados de bandeirinhas e muitas vezes eram árbitros escalados para fazer o papel do auxiliar. Hoje em dia, a função do auxiliar é bastante importante e por não contar com a ajuda do apito, possui uma série de movimentos que ajuda, à distância, na identificação do árbitro das infrações?

Substituição Lateral ataque Lateral defesa Falta da Defesa Falta de Ataque
Impedimento Impedimento próximo ao auxiliar Impedimento no centro do campo Tiro de canto Tiro de meta

Crédito dos ícones – Livro de regras oficial CBF – 2009

Publicado em 16 junho , 2010 por Luiz Ricardo Cobra

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