Começa a Jornada 2ª Fase

1h30 da madrugada do dia 26 embarquei no avião da South African rumo ao continente africano. O Airbus 200 que comporta 250 passageiros estava vazio, mas dos aproximadamente 180 que embarcaram, apenas 4 mulheres. Assim, mulheres e namoradas que com muito custo liberaram seus amores, não se preocupem, eles vieram em busca de futebol mesmo.

O percurso até Joanesburgo não foi tão cansativo, mas as turbulências foram intensas e longas. Felizmente, o clima de copa estava presente e os fãs de futebol distraiam o medo com muitas músicas de futebol e fotos com uma réplica da taça.

A maior parte da turma ficou em Jo’burg para assistir Brasil x Chile, mas alguns seguiram viagem comigo até Cape Town. Enquanto aguardávamos nosso voo, fomos conferir o jogo Uruguai e Coréia do Sul no único bar na área de embarque doméstico. Cinco TVs ligadas e 4 mostravam o jogo de rúgbi e, dentro de uma área restrita a clientes com reserva, lá estava a única TV transmitindo o jogo de futebol. Conseguimos conferir alguns lances através da parede de vidro enquanto experimentávamos a Castle, cerveja local muito boa, vendida por 30 rands (cerca de 8 reais) no bar.

Deixamos Jo’burg sem saber o placar final, mas continuamos a viagem que mais parecia fretamento brasileiro (de acordo com a passageira de Cape Town que viajava ao meu lado) com toda alegria contagiante brasileira; muitas músicas, muitas risadas e muitas expectativas para ver o Brasil jogando aqui na semi-final.

Assim que desembarquei uma voluntária da FIFA já me aguardava. Peguei minhas malas e ela me levou até a saída do desembarque onde outro voluntário aguardava para me levar até o carro. Tiramos uma foto com o mascote oficial, o Zakumi, e fui trocar dólar por rand. O dólar aqui está valendo 7,41 ZAR e a maioria das casas de câmbio cobram uma comissão de 3%. Achei o preço das roupas e comidas bem similar ao Brasil, mas algumas coisas são um pouco mais baratas, como a camisa oficial da seleção brasileira e o estacionamento do shopping, rs.

Depois disso, outro voluntário me levou até Newlands, um dos bairros mais bonitos de Cape Town com uma vista espetacular para a Table Mountain, onde estou hospedada. Aqui, assim como na Inglaterra, a direção fica no lado direito e para quem não tem prática, alugar um carro pode não ser uma boa opção.

Segundo dia em solo africano, fui logo conhecer o Green Point, que tem capacidade para 70 mil pessoas. O estádio é realmente deslumbrante!

Fiz minha credencial e peguei meu uniforme e ao invés de marketing, como havia sido informada, trabalharei na área de Spectator Services, recebendo e informando todos os espectadores. Também recebi vários manuais para saber informar tudo que for requisitado.

Fui dispensada pois iria haver uma partida de futebol entre o pessoal da FIFA e o Comitê Organizacional. Assim, fui conferir o jogo Alemanha x Inglaterra em um restaurante/bar chamado Beans & Mugs, localizado no Waterfront, um dos locais mais famosos por aqui.

A grande maioria presente era a favor da Alemanha, e a cada gol as pessoas vibravam e aplaudiam.

Apenas uma mesa abrigava três ingleses com suas caras pintadas de branco e vermelho, e após o terceiro gol já deixaram o bar desapontados.

Após o jogo muitos alemães andavam cantarolando pelo Waterfront e outros gritavam e assopravam vuvuzelas pelas ruas de Cape Town. Uma grande vitória que mandou mais um forte seleção para casa.

A Argentina também mandou o México embora e as quartas prometem um grande jogo entre os times favoritos.

Por aqui, a próxima partida será Portugal x Espanha e os preparativos já começaram. Enquanto isso vou procurar um bom lugar para poder assistir Brasil x Chile.

Publicado em 28 junho , 2010 por Leva na Esportiva

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Pra Copa eu vou!

Meu nome é Marcella Arcuri, tenho 21 anos e acabei de me formar em Relações Públicas. Assim como a maioria dos formandos, a pergunta “o que farei depois da faculdade?” também passou muitas vezes em minha mente e foi em agosto de 2009 enquanto via atualizações do twitter que ela começou a ser respondida.

Um amigo tuitou um link sobre a Copa do Mundo, e vim parar aqui no Leva na Esportiva. O post tuitado falava sobre o programa de voluntariado na Copa 2010 e me interessei muito. Fui direcionada para o site da FIFA e lá li as 520 páginas de pré-requisitos e informações sobre o programa.

Vi que preenchia os pré-requisitos e que essa poderia ser a grande jogada pós-facul e, entre a conclusão dos últimos capítulos de fundamentação teórica do TCC, fui preenchendo o formulário gigantesco da FIFA. As perguntas iam desde tipo sanguíneo a ‘como você poderá contribuir para o sucesso da Copa do Mundo’ e gastei algumas horas até conseguir completar tudo.

Formulário enviado; restava apenas aguardar a resposta.

Setembro, outubro, novembro, dezembro. Começou 2010 e nada de FIFA na minha caixa de entrada. Já estava começando a planejar outras coisas quando na última semana de janeiro chega o e-mail com a convocação para uma entrevista com o cônsul da África do Sul no consulado em São Paulo.

Quinta-feira pós carnaval saí voando do trabalho e às 17h30 estava abrindo a porta para entrar no Consulado Sul-Africano. A secretária me encaminhou para uma sala e disse que o cônsul viria em breve. Dez minutos mais tarde o Mr. Frank Stein (sim, esse é o nome dele mesmo) entrou, me cumprimentou e disse que estava aguardando mais dois colegas para começarmos a entrevista.

Duas senhoras entraram, uma delas checou meu passaporte e a entrevista começou. Que inglês era aquele??? Com muita dificuldade fui me acostumando e após duas ou três perguntas já estava entendendo melhor. Mas aí eles me perguntaram se eu havia requisitado trabalhar na área de transporte, se eu estava acostumada a lidar com mapas e se sabia dirigir bem. Oi? Respondi que era professora de inglês e estudante de relações públicas e que havia pedido para ficar na área de comunicação ou marketing afinal minha experiência com transporte era zero.

Eles pegaram o questionário sobre a área de marketing destinada a outro voluntário e começaram a perguntar sobre especificidades do campo. O que eu faria em tal e tal situação, como agiria se tal coisa acontecesse, se tinha conhecimento sobre branding e sinalização e quais outras experiências já havia tido. Agradeceram minha presença e disseram que a FIFA entraria em contato.

De acordo com os prazos no site da FIFA uma resposta deveria ser enviada até o final de fevereiro e se não recebesse nada era sinal de que não havia sido selecionada.

Já em março e sem resposta alguma voltei aos planos antigos. Quando no final de março recebi o e-mail da Organização dizendo que havia sido aprovada e iria trabalhar na área de marketing fiquei sem acreditar. Um sonho estava prestes a ser realizado.

Com o e-mail recebi uma carta que deveria ser assinada e entregue ao consulado, confirmando minha participação na Copa. No mesmo dia eu e outros voluntários recebemos uma ligação da SporTv para gravarmos a matéria abaixo.

Veja o vídeo aqui

Depois disso recebi uma senha de acesso para o treinamento online e para o preenchimento da disponibilidade de trabalho. Realizado o treinamento, fiz um teste e fui comprar minhas passagens e procurar acomodação.

Dia 26 de junho embarco para Cape Town e vou ficar hospedada na casa de uma voluntária sul-africana. Enquanto o grande dia não chega vou acompanhando as notícias pelos voluntários que já chegaram para a primeira fase da Copa e aproveito para ir treinando a Diski Dance. Faltam 08 dias!!!

Publicado em 2 junho , 2010 por Leva na Esportiva

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Fifa acaba com a Paradona na hora do pênalti


Crédito da foto: Wonker

No último dia 18 de maio a International Board, órgão ligado a FIFA que regula as regras do futebol, determinou que a partir de 1º de junho, as “paradonas” estão proibidas e deverão ser punidas com cartão amarelo. O anúncio da International Board dizia:

“Utilizar fintas no momento de chutar a bola após o jogador terminar a corrida é considerada uma infração da regra 14 e um ato de conduta antidesportiva, pelo que jogador deve ser punido com cartão amarelo”

Em resumo, durante a corrida até a bola, o jogador pode alterar a velocidade da corrida, porém no momento imediatamente antes do chute, ele não poderá parar ou simular um chute antes de direcionar a bola ao gol adversário.

A discussão promete ser boa, com os puristas defendendo que a paradona é uma covardia com o goleiro e os defensores dessa prática dizendo que o pênalti é uma punição à equipe que cometeu a infração.

Última oportunidade de aproveitar-se da Paradona

O  Yahoo! promoverá um campeonato de pênaltis para lançar um jogo de Pênaltis on-line. Em várias cidades do mundo,  os internautas serão convidados a cobrarem penalidades máxima contra grande goleiros da história do futebol mundial.

No Brasil, a eliminatória ocorrerá em  São Paulo e o goleiro será o Zetti -bi-campeão mundial interclubes pelo São Paulo e Tetra Campeão Mundial pela  Seleção Brasileira.  O campo de jogo será o Parque da Juventude no dia 22 de maio, a partir das 10h.

As eliminatórias acontecem nas cidades (e goleiros): Madri (Santiago Canizares), Londres (Davi, d Seaman), Berlim (Timo Hildebrand), Milão (Angelo Peruzzi ), Paris, (Bernard Lama), Jacarta (David Seaman), Seul (Byung-Ji Kim) e São Paulo.

No dia 10 de julho, a final do evento mundial será no Rio de Janeiro e os 2 primeiros colocados do jogo on-line terão a oportunidade de bater os pênaltis ao vivo contra o famoso goleiro inglês David Seamen. O vencedor será patrocinado pelo Yahoo para participar de diversos eventos esportivos até a Copa do Mundo de 2014.

O Parque da Juventude fica em São Paulo na Av. Zaki Narchi, nº 1309.

Publicado em 21 maio , 2010 por Luiz Ricardo Cobra

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Jeff Paiva um caso de amor com o Atlético-MG

Sabe quando você já ouviu falar muito de alguém que parece que você já o conhece? Pois é, até fevereiro de 2007, Jeff Paiva para mim era um grande velho amigo que eu não conhecia. Eis que então o conheci na primeira Edição de Campus Party e hoje esse torcedor do Galo Mineiro é um grande velho amigo. Então, pedi que ele conte para nós um pouco da sua experiência como torcedor do Atlético Mineiro.

Leva na Esportiva: Curitibano, criado em Belo Horizonte, morando desde sempre em São Paulo. Qual é a dessa mistura? Um Atleticano que usa camisa do Coritiba?

Jeff Paiva: Um atleticano doente por parte de pai… ele é tão atleticano que, quando morou em Salvador, torcia para o Atlético de Lagoinha, pra manter a tradição.

Lne: Qual primeiro jogo que você assistiu no estádio? Como você faz hoje em dia?

JP: Um Atle-Tiba, no antigo Caldeirão da Baixada, o estádio do Atético-PR. Assisti na primeira fileira, colado no alambrado, com meu pai contando quem era quem e dizendo que nosso Atlético de verdade era parecido, mas ao invés de vermelho e preto era preto e branco.

Lne: Um passarinho me contou que você não gosta de futebol, que você gosta é de feijão tropeiro e que o melhor do mundo é o do Mineirão, verdade que você só vai ao estádio em BH para comer um tropeiro?

JP: Verdade! Em dia de jogo do Galo no Mineirão nem almoço. Vou direto pro estádio, tipo umas 15h, pra comer o melhor rango de estádio do mundo!

Lne: Hoje você é publicitário, mas você já foi jornalista esportivo. Tênis, Copa do mundo, Basquete e o que mais você cobriu e por onde?

JP: Cobri vôlei e futsal para a Rádio Alvorada, de BH (inclusive a histórica final do Nacional de Futsal de 1999, recorde mundial de público na modalidade – e que o Galo ganhou!). Em São Paulo cobri esportes olímpicos pelo UOL, o que me levou a competições de vela, basquete, vôlei, futsal e até badminton!

Lne: E trabalhar para a FIFA (para quem não sabe, ele me deve um boné da FIFA), é especial como parece para nós pobres torcedores?

JP: É muito especial. Uma oportunidade única de conhecer o mundo do futebol em todos os seus detalhes – que vão muito mais fundo do que Copa do Mundo e Mundial interclubes. A preocupação da FIFA em levar o futebol a todos os cantos do mundo, dar oportunidade de educação e diversão a comunidades carentes é recompensador. Fora a chance de conhecer os ídolos de todos os tempos. Em uma das minhas idas para a sede da FIFA viajei ao lado do ex-técnico da Argentina, Cesar Luis Menotti. Em outra oportunidade joguei soçaite (lá eles chamam de “5 a side” – cinco de cada lado) ao lado de Franz Beckenbauer. :-)

Lne: De 1 a 11, qual o Galo dos sonhos?

JP: Kafunga (João Leite), Nelinho, Dedê, Luizinho e Zé do Monte; Gilberto Silva, Guará e Cerezo; Dadá Maravilha, Reinaldo e Éder.

Lne: A rivalidade de antigamente entre os times das grandes capitais, se tornou hoje em dia em guerra urbana.É raro termos clássicos sem confusão aqui no Brasil. Na sua opinião, de onde vêm esse sentimento de ódio?  Tendo vivido uma copa do mundo in loco, isso te preocuparia para 2014?

JP: Para 2014 não, pois a rivalidade entre seleções não tem a mesma força aqui que as rivalidades entre torcidas. Me preocupa mais o jogo político por trás das sedes e do dinheiro que vai circular – e o tráfico de influência para  que se escolha o Beira-Rio e não o Olímpico, a Toca da Raposa ao invés da Cidade do Galo…

Lne: Na lata, que leva a copa da África? Porque?

JP: Brasil. Apesar do que falam – e eu mesmo tenho culpa neste cartório – o Dunga armou um time efetivo. Joga feio quando precisa, brilha quando dão chance.

Lne: Ronaldinho Gaucho ? Deve ir para a Copa?  Entre os selecionáveis quem você levaria e quem você deixaria?

JP: Não levaria o R. Gaúcho no momento atual. Como reserva do Kaká acho o Diego mais efetivo. Mas levaria o Neymar, nem que seja pra entrar 10min na final. Este moleque é uma promessa muito mais concreta do que várias que vimos antes e nada melhor pra amadurecer o moleque que o ambiente da seleção em uma Copa do Mundo.

Lne: Não perguntei lá em cima, mas quais seus ídolos no futebol?

JP: João Leite, Sepp Maier, Lev Yashin e Michel Preud’Homme. Todos goleiros, com incrível visão de jogo e segurança na área.

Lne: Pratica algum esporte com frequência? Quais?

JP: Hoje em dia jogo muito menos futebol do que antigamente – apesar de, como goleiro, poder jogar sempre que chego em peladas e soçaites da vida. Tenho jogado tênis e Wii (conta?)

Lne: Você morou na Inglaterra em 2009, o que você viu de esportes por lá? Qual o esporte nacional? O que se pratica informalmente por lá?

JP: É um mundo todo à parte. o esporte nacional, ao lado do futebol – e o superando, muitas vezes – é o cricket. A rivalidade Inglaterra-Austrália é enorme e há uma disputa específica entre eles, The Ashes, que envolve o país. O Rúgbi também é imensamente popular no Reino Unido, principalmente no interior. Nos parques você vê a molecada jogando com a bola oval no verão – e muita patinação e esportes de inverno nos meses frios. Na Escócia o curling é mania nacional!

Lne: Conta como é namorar uma torcedora do time rival ? (a namorada do Jeff é Palmeirense, e o Palmeiras tem as mesmas origens do clube azul de Mínas Gerais – e o nome do time foi suprimido em respeito ao entrevistado)

JP: Na verdade nem é rival, pois apesar de terem as mesmas origens palestrinas e italianas, o Palmeiras e o Atlético-MG são clubes irmãos. Quando tem Palmeiras x Galo no Palestra as torcidas ficam juntas antes do jogo.  As Smurfettes azuis têm este tipo de acordo aqui com o Corinthians, por incrível que pareça.

Lne: Você como leitor do blog e ouvinte da Rádio Leva na Esportiva, sabe qual a última pergunta que eu sempre faço, “para você, o que é Levar a vida na Esportiva” ?

JP: É ter a concentração e o foco de um profissional, mas não se esquecer de se divertir neste meio tempo, como uma criança chutando a bola no campinho atrás de casa.

Publicado em 20 abril , 2010 por Luiz Ricardo Cobra

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