Tendências em estádios: show para os olhos
O Brasil será sede da Copa de 2014 e, até lá, vários estádios, como o Morumbi e o Mineirão, deverão ser reformados. Mas há projetos de novos estádios, como os de Recife e Natal. Sem dúvida, esses estádios seguirão os novos padrões exigidos pela Fifa e as novas modas em arquitetura de estádios.
Para reforçar essa necessidade de seguir essas tendências e garantir conforto e segurança aos torcedores na Copa do Mundo e também nas Olimpíadas de 2016, foi realizada de 17 a 19 de novembro a Expo Estádio no Expo Center Norte, na qual as partes envolvidas – construtoras, arquitetos, clubes, administradores de estádios, prefeituras etc. – se reuniram.
O legado que será deixado é algo muito discutido, principalmente por causa de reivindicações do povo e da imprensa. Não adianta fazer um estádio da moda, se o povo não puder usá-lo depois, se ele se tornar um elefante branco.
A cidade de Natal tem um projeto ousado para a copa de 2014. Além do estádio, o complexo das Dunas terá centro empresarial e 400 leitos para hospedagem. Esse é um exemplo de projeto que leva em consideração os usos futuros além da competição da Copa e amplia a já conhecida capacidade turística da cidade.
O projeto de Natal e os demais das sedes brasileiras, de estádios novos ou reformas, seguem tendências vistas nas últimas copas, Coréia do Sul e Japão (2002) e Alemanha (2006). Uma das exigências atuais de conforto é que os estádios tenham coberturas que possam ser completamente fechadas em caso de intempérie.
Lembra-se do Sapporo Domo no Japão? É um estádio totalmente coberto, que tem um gramado artificial fixo para os jogos de baseball e um gramado natural, que fica do lado de fora do estádio, pegando sol e chuva para se manter saudável, e é movido para dentro para as partidas de futebol.
O Allianz Arena, que sediou a abertura da Copa da Alemanha, apesar de não ser circular, lembra um pneu. Estádio dos clubes TSV 1860 Munchen e do Bayern de Munique, dependendo da partida que está sendo realizada, muda sua iluminação e dá um show de cores. Além disso, seu conforto e segurança são exemplares: capacidade para 66 mil torcedores sentados, numa inclinação de 34º para uma visão perfeita, e esquema de evacuação em que todos os torcedores, em caso de acidente, estejam fora do estádio em até 15 min.
Isso para ficar nos mais conhecidos. Você chegou a ver o estádio de Guangdong na China? Ele não participou dos Jogos Olímpicos de Pequim, mas tem os novos conceitos de construção que agregam serviços nas proximidades. Além de um design sensacional.

Estádio Olímpico de Guangdong, China
E o maior estádio do mundo há bastante tempo não é mais o Maracanã. Hoje é um estadio da – hã?? – Coréia do Norte. Com o nome de May Day (em homenagem ao dia do trabalho), a arena norte-coreana tem capacidade para 150 mil espectadores. Apesar do tamanho, como se podia suspeitar, o estádio é pouco utilizado para eventos esportivos, mas sim para festas em homenagem a Kim Il-Sung ou ao Estado norte-coreano. Num tempo próximo, esperamos, esse estádio seja mais usado para promover o esporte e ajudar no desenvolvimento de seu povo.

Rungrado May Day, Coréia do Norte
Na verdade, o maior estádio do mundo fica em Praga, o Strahov, com capacidade para 250 mil pessoas e que tem 8 campos de futebol. É um lugar muito estranho e que não é mais usado para competições oficiais, é usado para treinamentos do Sparta Praga. Imagine ver 8 partidas de futebol ao mesmo tempo naquelas arquibancadas baixas. Esse é um bom exemplo de elefante branco.

Strahov, com seus 8 campos de futebol, Praga, Rep. Tcheca
Até 2013, poderemos ver prontos os projetos brasileiros, que mostraram-se seguros confortáveis. Ficamos na torcida para que o nosso dinheiro seja bem utilizado e que essas obras fiquem para o povo, que o povo frequente cada vez mais seus estádios.
Publicado em 26 dezembro , 2009 por Juliana Garcia Sales
Rugby: Brasil x França

Imagem: Leva na Esportiva
Começou com o Hino da França em seguida o Hino nacional invadiu o estádio e todos em uma só voz cantaram o hino brasileiro e ai se inicia o jogo, tudo é muito desconhecido para a maioria, regras, pontuação, força, tática. Mas logo percebemos a torcida empolgada, gritando e incentivando o time Brasileiro.
Logo no início do jogo as regras foram entendidas e a pontuação ganhou forma, o time da França era muito bom, mas os brasileiros jogaram com garra, vontade de vencer e fizeram bonito.
O placar de Brasil 6 X França 50 não desanimou a torcida, pelo contrário eles continuaram torcendo e aprenderam admirar esse esporte que é tão novo e desconhecido no Brasil, mas que no resto do mundo é valorizado e muito popular, considerado o terceiro maior evento esportivo visto no mundo, perde apenas para as Olimpíadas e Copa do Mundo.
No intervalo do jogo conversando com o secretário de esportes da cidade de Embu em São Paulo, Humberto Panzetti, recebemos a ótima notícia que o rugby será inserido no currículo pedagógico dos alunos do município, isso significa uma grande conquista para o esporte. Que essa postura seja copiada por mais cidades, pois introduzir esse esporte que possui valores nobres no cotidiano de nossas crianças será fundamental para o desenvolvimento de um ser humano melhor e que respeita as diversidades.
Como exemplo dessa inserção, podemos citar o projeto Rugby para Todos que no programa de rádio #02 com Mauricio Draghi falamos a importância e transformação que o esporte é capaz de fazer na vida das pessoas, principalmente das crianças.
Estamos na torcida para que em um futuro próximo possamos ver mais torcedores em um jogo de rugby, pois vale a pena vivenciar essa experiência.
Veja todas as fotos em nosso flickr.
Publicado em 3 setembro , 2009 por Leva na Esportiva
Azteca – O templo sagrado do Tri
Imagem: Arquivo Ricardo Cobra
Um dos meus prazeres quando viajo, além de comprar jornais e revistas esportivas dos países que conheço, costumo visitar estádios de futebol. Conhecer os estádios por dentro ou até mesmo por fora para apenas uma foto já é uma satisfação para mim. Conheço grandes e pequenos estádios brasileiros (do Maracanã no Rio de Janeiro ao Batistão em Aracaju), conheço os templos de La Bombonera e Nuñes em Buenos Aires, mas conhecer o palco do Tri Campeonato Mundial do Brasil foi, sem sombra de dúvidas o mais prazeroso.
Era dia 3 de janeiro de 2007 e finalmente conseguiria atravessar a gigantesca Cidade do México, para chegar ao Gigante de Santa Úrsula – O Estádio Azteca. Antes que me perguntem, não assisti a nenhuma partida, já que a liga estava parada por conta dos feriados de final de ano, mas confesso que não teria sido tão gratificante como foi.
Após passar na bilheteria e adquirir um ingresso, fui convidado a conhecer o museu do estádio e do Club de Fútbol América, onde estão camisas histórias, presentes de craques e outros clubes e um vasto material áudio-visual que faz o tempo voar enquanto esperamos a visita guiada.
O Estádio, assim como o Club América, pertencem a TELEVISA a maior empresa televisiva do México e por esse motivo existe um grande símbolo do clube pintado nas cadeiras acima dos vestiários, lugar cativo da torcida amarela.
O início da visita se dá pela arquibancada ao lado de um restaurante que foi construído no local onde Carlos Aberto Silva, o capitão do Tri, levantou pela última vez a taça Jules Rimet. Revelar-me brasileiro no estádio Azteca foi uma grande satisfação. A equipe de Guias conhece profundamente a história daquele dia 21 de junho de 1970 e fazem questão de mostrar isso. Atravessando o fosso e alcançando a pista de atletismo é que temos idéia do tamanho da estrutura de concreto. No alto, os famosos camarotes para 16 pessoas, que possibilitam aos proprietários uma visão perfeita e o conforto do seu lar, já que a decoração de cada um dos mais de 100 camarotes é responsabilidade de seu proprietário.
O ponto alto da visita foi quando a guia relatou o quarto gol do Brasil na final do México com detalhes e a euforia que tomou conta dos mexicanos, que invadiram o campo atrás de regallos dos Deuses da bola.
Em épocas de escolha de estádios para as sedes da Copa de 2014, lermos o caderno de especificações da FIFA e conhecer o Azteca ajuda bastante em qualquer análise que eu venha a fazer. O campo tem 68m X 105m e foi projetado pensando em duas questões importantes. A posição perante o sol e a visibilidade do gramado de qualquer ponto da arquibancada. O Sol cruza o campo pela lateral, o que não deixa nenhum dos dois times em desvantagem.
O gramado de grama bermuda e Tyfon encontra-se a 9 metros abaixo do nível da rua e nem por isso, tem problemas com chuvas, em função do sistema de drenagem que verte a água para reservatórios, sem contar com o formato côncavo do campo, que não permite o acumulo de água no centro do campo. Vale lembrar, que esse gramado foi o primeiro do mundo a ter a grama em duas tonalidades.
Os vestiários possuem armários para todos os membros da delegação, chuveiros e banheiras de hidromassagem, salas de aquecimento e de preleção. O centro de imprensa comporta mais de 250 jornalistas e o principal, os 105.000 torcedores sentam-se confortavelmente em cadeiras numeradas e contam com toda a infra-estrutura que é rara de se ver no Brasil. Enfim, esse é o terceiro maior estádio de futebol do mundo.
Publicado em 29 julho , 2009 por Luiz Ricardo Cobra
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