Brasil vs. EUA, o clássico do vôlei de praia

ricardoeemanuel

O talento de Emanuel e Ricardo – foto: divulgação

Em setembro aconteceu o desafio Brasil x EUA, em Glendale, Arizona. Esse desafio mostrou como é equilibrada a disputa entre os maiores do vôlei de praia. O torneio terminou com leve vantagem norte-americana, 26 partidas vencidas pelos donos da casa contra 22 vitórias brasileiras. Na final masculina, deu Estados Unidos. Na final feminina, deu Brasil. Nas disputas de terceiro lugar, uma vitória para cada lado também. Ufa! Essa disputa terá novo capítulo aqui no Brasil, em 2010. Quer saber um pouco dos episódios anteriores (puxando a sardinha pro lado do Brasil, claro), e saber por que vôlei de praia é a nossa cara?

fabioluizemarcio

O talento de Fábio Luiz e Marcio – foto: Mauricio Kaye

O vôlei de praia é um esporte relativamente recente. Nasceu nas areias de Santa Monica na Califórnia, EUA, na década de 1920. Pouquíssimo tempo depois, em meados de 1930, começou a ser praticado em Copacabana e Ipanema, do querido Rio de Janeiro.  Em ambos os países, era meramente recreativo, e muito atraente a celebridades que visitavam a costa oeste norte-americana, como os Beatles e Marilyn Monroe. Lembra o brasileiríssimo futevôlei, já citado aqui pelo Ricardo Cobra, em que profissionais do futebol, como Romário, se juntam a atores de novelas para bater uma bolinha enquanto curtem o sol carioca.

brasilpraia

O Brasil esbanja talento. Foto: bleu

Com a visibilidade dada pelas celebridades, o vôlei de praia se espalhou pelos Estados Unidos e, em 1980, foi realizado o primeiro campeonato nacional da modalidade. O Brasil, na cola mais uma vez, fez melhor e passou a organizar campeonatos mundiais. Atletas da consagrada geração de prata migraram das quadras para a areia, e duplas norte-americanas também vieram para os campeonatos realizados na costa brasileira. O primeiro campeonato mundial foi disputado no Rio, em Ipanema, e conquistado pela dupla ‘Sinjin’ Smith e Randy Stoklos, dos Estados Unidos. A partir daí, o vôlei de praia virou um esporte reconhecido pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol).

talita

O talento de Talita e Maria Elisa – foto: divulgação

O Brasil, após essa fase, passou a acumular vitórias e medalhas na modalidade, alternando os triunfos com os americanos, mas, no final dos 90 e início dos 2000, uma pequena vantagem verde-e-amarela foi estabelecida. Circuitos mundiais passaram a ser sediados por vários países, e o Brasil ia a qualquer canto buscar seus títulos. O primeiro ouro olímpico para o Brasil numa modalidade feminina veio do vôlei de praia, em 1996, em Atlanta, casa deles, com a dupla Jaqueline e Sandra. E não tinha como o ouro não ser nosso, a final olímpica era brasileira, e a prata ficou com Adriana Samuel e Mônica. Tivemos outras medalhas: o ouro de Ricardo e Emanuel em 2004; as pratas de Adriana Behar e Shelda em 2000 e 2004, Zé Marco e Ricardo em 2000 e Márcio Araújo e Fabio Luiz em 2008; os bronzes de Adriana Samuel e Sandra (2000) e Ricardo e Emanuel em 2008.

julianaelarissa

O talento de Larissa e Juliana – Foto:Oliver Lang/AFP

Jaqueline e Sandra comemoram 10 anos dessa arrancada brasileira. “Conquistar o ouro não é fácil, mas acredito que a nossa vitória em Atlanta abriu um espaço muito grande para o vôlei de praia do Brasil. É questão de tempo até vir mais uma medalha”, disse Jaqueline, nas comemorações de aniversário da conquista olímpica. “O esporte se desenvolveu muito nesses dez anos. Acredito que nosso exemplo impulsionou a carreira de muitos jovens que estão brilhando hoje no vôlei de praia e que poderão trazer ainda muitas glórias para o esporte nacional”, afirma Sandra.

volei_mariaclara_carol_trofeu_

O talento de Maria Clara e Carol – Foto: Mauricio Kaye/MF2

Assim segue a trilha do vôlei de praia brasileiro em busca de mais vitórias, mas os EUA ainda são o nosso maior concorrente. E a briga segue equilibrada, com os americanos cheios de gana em disparar na liderança da modalidade. Os últimos ouros olímpicos – em Pequim 2008 -, tanto no feminino quanto no masculino, são deles, enquanto o desempenho brasileiro foi bem mais fraco.

E precisamos atentar a novas potências desse esporte, como Austrália, China, Áustria e Noruega (!). Mas, ainda assim, Brasil x EUA continua sendo o maior clássico do vôlei de areia mundial. E claro, você, leitor, sendo homem ou mulher, fica ligadinh@ nos talentos desse esporte, não é? ;)

leilaeanapaula

O talento das musas Leila (à esquerda) e Ana Paula – foto: divulgação

Algumas informações deste artigo têm como fonte o livro “Almanaque dos Esportes”, da Ed. Europa.

Publicado em 26 outubro , 2009 por Juliana Garcia Sales

Sem Comentários »

Futebol nas redes sociais: jogue nessa!

redessociais

Redes sociais e futebol – montagem de Juliana Garcia Sales

Você que está lendo o blog Leva na Esportiva agora, responda-nos (pode utilizar os comentários): como foi que você nos encontrou?

Uma das maiores possibilidades é ter nos encontrado numa rede social, já que os blogs também reúnem comunidades virtuais em torno deles. O Leva na Esportiva está presente no Orkut e no Twitter também, àqueles que queiram conversar conosco.

As redes sociais são a forma mais fácil e acessível a um usuário comum ou iniciante de internet de se expressar, revelar gostos e opiniões, participar de grupos. E o futebol, como esporte mais popular do Brasil, agrega os brasileiros também na internet.

O Orkut, a rede mais utilizada pelos brasileiros, tem milhares de comunidades de clubes, torcidas, jogadores, sites e programas de futebol. Na maioria das vezes, essas comunidades são geridas pelos próprios fãs.

A maior comunidade de futebol do Orkut é a “Eu amo futebol”, com 563.625 membros até dia 7 de setembro de 2009, que tem o intuito de divulgar sites e outras comunidades sobre futebol, além de comentários, brincadeiras e vídeos sobre o futebol mundial.

Há várias redes sociais específicas de futebol, que funcionam como se fossem um Orkut, com perfil, recados, grupos (comunidades) até blog pessoal, como o Oleole.com e o Lance!Activo (do jornal Lance!).

Uma rede social curiosíssima é a Rayleague. Nesta rede, um jogador iniciante monta seu perfil com sua ficha técnica, onde joga e vídeos para mostrar todo seu talento e técnica. Como se tratam de, na maioria, crianças e adolescentes, todo cuidado é pouco na divulgação de dados pessoais!

No Twitter, a dinâmica é bem diferente. O Twitter nasceu como um serviço de mensagens curtas. Não se pode criar comunidades dentro do Twitter, no máximo, pode-se usar aplicativos externos para criá-las, ou então, fazer das mensagens curtas comunicados para um grande número de interessados.

Assim, no Twitter, é possível marcar encontros para torcer na arquibancada dos estádios, como faz o Twitter @saopaulinos. É possível acompanhar narrações e comentários de usuários mais empolgados. Dá também para participar de bolões informais via mensagens curtas.

Um exemplo é o Futweet, experiência do CESAR de Recife, que pega palpites de resultados de partidas via Twitter e monta um ranking dos usuários com mais acertos.

Um aplicativo que está fazendo muito sucesso é o PollPidgeon. Ele utiliza o seu login do Twitter para realizar pesquisas, e a pergunta mais respondida em português até agora no sistema é: Qual a maior torcida do futebol brasileiro no Twitter? Confira lá e responda também.

O Twitbol também faz uma medida de quais são as maiores torcidas usando outro método: contagem de quem tuita o nome do próprio time durante os jogos.

Essas brincadeiras de maior torcida provocam o ego de quem participa das redes sociais, e nosso amigo Ricardo Cobra também promoveu uma pesquisa de maior torcida em seu site Fanáticos por Futebol, o Torcidômetro. O Torcidômetro está no ar até hoje, sempre apresentando variações de quem está em alta no momento.

Claro, toda moeda tem outro lado, e nem sempre a combinação redes sociais e futebol dá bons resultados. Não raro, torcidas uniformizadas usam o Orkut para marcar confrontos em locais públicos, como estações de trem e metrô. E a consequência é a violência e até mortes.

Utilize as redes sociais para o bem e para conhecer amigos. O futebol brasileiro, que anda carente de torcidas pacíficas em seus estádios, pode ter aí uma solução. E continue levando na esportiva, no Orkut e no Twitter. Siga-nos!

Concurso Camisa Santa Cruz Futebol Clube no Twitter:

Quer uma camisa do Sta Cruz? É simples: vote no Sta Cruz como maior torcida do Brasil e quem tiver mais retwittes respondendo para o @levanaesportiva no Twitter, leva!

Você pode participar até dia 09/10.

Boa Sorte!

Publicado em 2 outubro , 2009 por Juliana Garcia Sales

Sem Comentários »

Ode às lágrimas

cielochora
Cielo chora após vencer prova dos 50 m

Imagem: Petr David Josek/AP Photo

César Cielo, nosso grande velocista das piscinas, foi o destaque do Mundial de Esportes Aquáticos que aconteceu em Roma. Mas foi o destaque principal da competição, não só o destaque brasileiro. Pudera, bateu o recorde mundial dos 100 metros livres, a prova mais valorizada das competições de natação. Agora ele está no panteão de raros atletas brasileiros que podem ser considerados ídolos mundiais.

Mas não é sobre recordes de natação que falarei aqui, mas sim, de algo que Cielo leva aos brasileiros: o direito de chorar copiosamente após uma grande conquista. Cielo treina duro, precisa ser forte como uma rocha e leve como uma folha sobre a água. Aguenta a dor da pancada, a que se dá num ritual antes das provas, e a do ácido lático explodindo em seu sangue.

Após esse caminho, a vitória. E junto, o choro soluçado. A visão da bandeira, o som do hino, o brilho da medalha, tudo isso leva muitos brasileiros a chorarem junto. Mas a lição que fica é que após uma grande vitória, todos temos o direito de desabar em emoção. Pois nada nesse mundo tirará isso de nós, o sabor (às vezes amargo) do caminho, e o resultado do trabalho bem feito. Você não precisa ficar nessa armadura que a vida impõe. A vitória é sua.

A vitória é o prêmio do trabalho duro e humilde o suficiente para entender que sempre há algo a melhorar, e também é o prêmio de quem manteve o foco na hora certa e se manteve firme até o final. “Os três anos que passei nos Estados Unidos me preparando, longe da família, valeram a pena. Agradeço aos meus técnicos, minha família, meus patrocinadores”, disse Cielo ao canal Sportv.  Bateu no peito, prendeu a respiração e no, momento que precisou, fez valer esses anos de preparação. “Sou um nadador muito louco. E emotivo. Acho que essa é a definição”.

Chora, Cielo, que a vitória é sua. Chorar tira o peso. E viver leve é levar a vida na esportiva.

Veja também:
Cielo fala sobre limites, resultados e dá um abraço emocionado no pai (vídeo)
Cielo dá ao Brasil seu melhor resultado da história em Mundiais

Publicado em 12 agosto , 2009 por Juliana Garcia Sales

Sem Comentários »

Futebol e Brasileiro: um caso de amor e ódio

Imagem: Eduardo Marquetti

Sabe, eu tenho pena das mães brasileiras.  Acredito que a causa seja a água, ou talvez o ar, mas os bebês brasileiros devem ser os que mais chutam durante a gestação.

Após o nascimento, vem a pressão dos pais e avós para a manutenção do legado familiar no futebol. Seus times sempre são e serão os melhores e não se pode correr o risco de ter um vira casaca em casa. Uniformes, bolas, quadros, tudo vale nessa hora, para adquirirmos a confiança e o amor dos rebentos ao esquadrão da família.

O próximo passo é ganhar sua primeira bola, geralmente macia de pelúcia ou algum outro tecido.  E, apesar de não termos essa noção ainda, é nossa primeira paixão, nosso primeiro objeto de ciúme.  Com o passar do tempo, ainda com dificuldades de andar, já ensaiamos nossos primeiros chutes – mesmo que isso signifique incontáveis quedas.

Chega a primeira Copa do Mundo, que pode ser a segunda ou a terceira, mas para fins de recordação a primeira Copa do Mundo que um brasileiro realmente acompanha é emocionante e inesquecível. O País fica verde e amarelo, você vê a esperança na cara dos milhões de técnicos (droga, usei um jargão esportivo), e no dia dos jogos todos param e acompanham nossos 22 guerreiros em mais uma disputa. Vencida a batalha, cabe a todo brasileiro esperar o próximo embate e o próximo…

Tenho comigo a teoria de que uma criança só se apaixona completamente pelo futebol quando visita um estádio pela primeira vez. É essencial, então, que o time dos pais vença. Assim, “garantimos que nosso legado será mantido”. Para a criança, porém, o primeiro jogo de futebol no estádio é uma acúmulo de informações e novidades para uma cabecinha excitada com o que está prestes a acontecer. A preparação em casa, as orientações da mãe para o pai, a vestir a camisa que o pai fez questão e comprar para evento tão especial, o lanche. O caminho para o estádio que parece ser o caminho mais comprido da nossa vida, a bilheteria (quando eu era criança o ingresso era facilmente comprado na hora do jogo). Entrar naquele templo de concreto é inesquecível, torcedores, vendedores, policiais militares fazendo a segurança (cheguei a pensar em ser PM para poder ver “todos os jogos de graça” – santa inocência). O árbitro apita, o coração vai a mil – COMEÇOU -, os gritos da torcida, as bandeiras tremulando (sim, quando eu era criança, havia bandeirolas e bandeirões, que eram agitados freneticamente durante o jogo, com seus mastros gigantescos). Finalmente o primeiro gol, de falta, de fora da área, contra, de penalty… não importa. O primeiro gol visto ao vivo está marcado na mente de todo brasileiro.

Futebol na veia do torcedorzinho garantido, vêm os ídolos. Durante nossa vida, temos muitos ídolos, mas o primeiro ídolo a gente não esquece e não necessariamente esse ídolo é jogador do nosso time. A identificação com um ídolo tem a ver com a posição em que joga, seu carisma, o sucesso que faz e, principalmente, a competência ou não do time da criança. Os candidatos a ídolos são geralmente os atacantes, ainda que recentemente a garotada tenha demonstrado identificação com os goleiros.

Alguns anos depois, vem a paixão por jogar futebol e a escola é o melhor agente para isso. Futsal, o esporte mais praticado no Brasil, normalmente é unanimidade nas escolhas dos alunos e o momento da escolha dos times é de apreensão. Além de não ser o último, todos querem ser escolhidos pelo time do craque da escola e poder fazer tabelinha com ele.

O tempo passa e o brasileiro apaixonado por futebol renova o ciclo: vira pai e quer passar seus ensinamentos para seus herdeiros. O primeiro jogo, o hino do clube, a primeira camisa, o primeiro título. Tudo corre normalmente bem até a adolescência, quando nossa Julieta encontra um tal de Romeu (tá, outro lugar comum) e nos preocupamos com o futuro dessa relação.  Nossa Julieta foi muito bem educada e não irá virar a casaca, mas casar com um Montecchio??? É… quando o casamento entre Montecchios e Capuletos acontece, só resta ao avô Capuleto esperar, e seu legado corre um sério risco. A criança tende a seguir o legado do pai, restando ao avô ou o sentimento de fracasso ou levar na esportiva, e esperar o neto crescer, para poder curtir quando o time dele perder.

Minha história ainda está sendo escrita, e tomarei cuidado para minha pequena se torne uma Capuleto Capuleto e não uma Capuleto Montecchio.

Nota do autor: o comportamento padrão do brasileiro foi baseado na minha história, na de meus tios, amigos, primos, e pode não coincidir com a SUA história. Conte-nos como ele seria nos comentários abaixo:

Publicado em 20 julho , 2009 por Luiz Ricardo Cobra

2 Comentários »

Twitter
  • Em breve vamos fazer um concurso e o prêmio será a camisa 11 do América do RJ autografada por Bebeto e Romério, Vejam http://migre.me/mFP1
  • Sua empresa incentiva a pratica do esporte? Veja casos de empresas que apóiam os funcionários a praticarem esportes http://migre.me/ndPj
  • @sofiaesquenazi vc que gosta de basquete vai adorar o bate papo com a Hortência, rainha do basquete brasileiro. http://migre.me/mMyB
  • Conheca nosso twitter
No Flickr
Camisa 11 do América do RJCamisa 11 do América do RJBola Max 1000Nova Camisa da LusaNova Camisa da LusaNova Camisa da Portuguesa
Flickr
Podcast
ver Podcast ver Podcast
no orkut

Tira
  • Tirinhas

    Eu acerto, Você ganha!