A Hora do Mano
Mano Menezes é o novo técnico da Seleção Brasileira. Muricy Ramalho rejeitou sua convocação e deu lugar a Mano, que atuava como técnico do Corinthians, mas você se lembra da trajetória do cara?

- Imagem retirada do site da CBF
Pouca gente sabe que Mano não jogou futebol profissionalmente, por ter pouca habilidade como jogador, atuando apenas como amador e se formando em Educação Física. Por sua formação, começou a atuar como técnico paralelamente, até receber grande destaque comandando a equipe do 15 de Novembro, com a qual chegou as semi-finais da Copa do Brasil de 2004. Convenhamos, é um esforço e tanto carregar uma equipe como o 15 de Novembro para tão longe em um campeonato.
Depois disso, Mano foi contratado para salvar o Grêmio da segundona do Campeonato Brasileiro de 2005. Conseguiu, num jogo histórico contra o Náutico, chamado de “Batalha dos Aflitos”. Tão histórico que até virou filme, afinal, ter 4 jogadores do seu time expulso e se safar de 2 pênaltis numa final tem que virar filme mesmo. Com o Grêmio na primeira, conquistou alguns títulos e disputou a libertadores, perdendo a final para o Boca, até que deixou o time.
Assim, Mano foi contratado para, mais uma vez, livrar um time da segundona do Brasileirão: o Corinthians, com o qual foi campeão mais uma vez da séria B, no ano de 2008. Ganhou ainda de forma invicta o Paulistão e a Copa do Brasil de 2009.
Mesmo não conseguindo ganhar os dois principais títulos disputados por equipes brasileiras, ou seja, a série A do Brasileiro e, principalmente, a Libertadores, Mano se destaca e, contando com a sorte de Muricy recusar o convite, se torna o novo técnico da seleção.
Como comandante do Brasil, Mano acaba de fazer sua primeira convocação. Confira abaixo a lista cheia de novidades, divulgada pela CBF:
Goleiros
Renan (Avaí)
Jefferson (Botafogo)
Victor (Grêmio)
Laterais
Rafael (M. United)
Marcelo (Real Madrid)
André Santos (Fenerbahçe)
Daniel Alves (Barcelona)
Zagueiros
David Luiz (Benfica)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan)
Meias
Ederson (Lyon)
Carlos Eduardo (Hoffenheim)
Hernanes (São Paulo)
Sandro (Internacional)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Lucas (Liverpool)
Jucilei (Corinthians)
Ramires (Benfica)
Atacantes
Robinho (Santos)
Neymar (Santos)
Alexandre Pato (Milan)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético-MG)
Resta agora saber se mano pretende usar alguns destes jogares para atuarem apenas pela Seleção Olímpica ou se a opção é mesmo para a Seleção principal. E você, o que achou da convocação de Mano? Muricy faria melhor?
Publicado em 26 julho , 2010 por Leva na Esportiva
Fan Fest – Despedidas e Lições
Sim, a Copa do Mundo 2010 chegou ao fim, mas para os brasileiros a próxima Copa já está começando e nada melhor que dar início a essa aventura em ritmo de festa.
Todos os anos a FIFA promove a famosa Fan Fest, um local destinado aos torcedores com telões, comes e bebes (pagos a parte), lojas oficiais e stands promocionais. Um local onde futebol é festa.

A primeira Fan Fest foi lançada em 2006 e 18 milhões de espectadores se reuniram entre os 12 eventos na Alemanha. Esse ano, a FIFA inovou, levando a festa para os outros continentes. Além de estar presente nas nove cidades que sediaram a Copa, a festa invadiu também Berlim, Cidade do México, Paris, Roma, Sidney e é claro, o Rio de Janeiro.

A FIFA Fan Fest tem como princípios:
- Entrada gratuita de modo a assegurar um ambiente para todos os visitantes (principalmente aqueles que não conseguiram ingressos para o estádio ou para os que não estão na cidade-sede).
- Transmissão ao vivo dos jogos.
- Projetar o mesmo clima do estádio.
- Telões e som de boa qualidade.
- Ser um evento para o dia todo e não somente durante o horário de jogos.
- Promover programas de entretenimento antes e após as partidas.
- Oferecer comida, bebida e produtos oficiais no local.
- As Fan Fests vão além do assistir futebol, é uma verdadeira experiência de fãs.
Estive na Fan Fest em Cape Town e posso dizer que a FIFA realmente conseguiu cumprir com seus princípios.
Meu primeiro jogo foi Brasil x Holanda. O jogo teve início às 16h30 e às 14h já estava por lá para conferir as atrações.
Em um dos stands dos patrocinadores era possível conferir a história do futebol, tirar foto com outros torcedores, fazer tatuagens, navegar por um portal que continha músicas, vídeos e relatos sobre futebol e, ao fazer um gol os espectadores criavam uma dancinha de comemoração e concorriam a ingressos para a final. Ao final do tour pelo stand, todos recebiam uma vuvuzela, uma bandeirinha e a foto.

Em outro stand de telefonia celular, ao comprar créditos as pessoas podiam retirar brindes: cuduzelas, chapéus ou camisetas.
As crianças também puderam aproveitar já que uma mini-quadra de futebol foi montada só para os baixinhos e a mulherada pôde conferir as lojas de artesanato local e de produtos oficiais.
Antes do jogo começar um apresentador fez brincadeiras com os espectadores e depois uma banda entrou em ação. Assim que o jogo começou a festa era comandada pela torcida e com certeza o clima ali era o mesmo do estádio. No intervalo do jogo o apresentador voltou para o entretenimento da plateia, bem como no final do jogo.
Fui novamente à Fan Fest para conferir Alemanha x Espanha e o clima continuava ótimo. Realmente um local para fãs se divertirem e compartilharem sua paixão pelo futebol.
No dia 11, fui com alguns amigos até lá para assistirmos a final, e mesmo chegando 4h antes do início do jogo o evento, com capacidade para 20 mil pessoas, já estava lotado e ninguém mais pôde entrar. Fica aqui um alerta para o Brasil, para que ofereçam espaço suficiente para todos os locais e visitantes pois apesar de ter encontrado um lugar legal para ver o jogo, o clima de Fan Fest só tem na Fan Fest mesmo.
Já ouvimos o apito que dá início a Copa do Mundo 2014, então vamos entrar em campo para tentar oferecer a melhor Copa de todos os tempos.
Ter sido parte da Copa do Mundo 2010 foi incrível e farei o possível para que 2014 seja melhor ainda.
Marcella Arcuri.
Publicado em 23 julho , 2010 por Leva na Esportiva
Yes, we can!

Fifa/Divulgação
É difícil acreditar que após anos de construções de estádios e planejamento urbano para deixar tudo perfeito a Copa do Mundo da África do Sul já terminou. Os resultados econômicos para o país, positivos ou negativos, ainda não foram oficialmente divulgados, mas ninguém por aqui duvida que a primeira Copa realizada no continente africano foi um grande sucesso esportivo.
Para se ter uma idéia, três horas antes do início do jogo entre Espanha e Holanda, já era impossível achar uma única cadeira vazia nos milhares de bares e restaurantes de Cape Town. Assim como vinha acontecendo desde o início da Copa, o país simplesmente parou para acompanhar a final, com as ruas repletas de bandeiras e pessoas fantasiadas. E todos aqueles que torceram o nariz ou tentaram de alguma forma atrapalhar a sua realização por aqui agora devem estar se perguntando como a África do Sul chegou lá.
Conversando sobre isso com um sul-africano, enquanto assistia ao jogo entre Espanha e Holanda no centro de convenções da cidade (também lotado), ele me explicou que apesar do país possuir uma triste história de divisão social e racial, todo sul-africano carrega consigo um espírito guerreiro e de união conhecido como ubuntu. E que foi esse espírito e o amor das pessoas pelo futebol que fez desta Copa do Mundo um sucesso.
Acho que não existe explicação melhor. Durante um mês, 48 milhões de sul-africanos se tornaram embaixadores desse país e, coletivamente, disseram para o mundo: yes, we can!
E agora, com o apito final que consagrou a Espanha campeã, todos os olhos se voltam para o Brasil. E assim como a África do Sul, nós também iniciamos essa corrida atrasados. No entanto, acredito que quaisquer que sejam os desafios que nos esperam nesses próximos quatro anos, não importando a dificuldade deles, nós também vamos conseguir superá-los e, lembrando da África do Sul, vamos incorporar um pouco de ubuntu.
Publicado em 12 julho , 2010 por Leva na Esportiva
Mal acostumado, a seleção me deixou
Ainda me lembro da primeira Copa do Mundo que assisti. Era 1994, eu tinha nove anos e o Brasil estava prestes a se consagrar tetracampeão – seja lá o que tetra significava para mim naquela época. Como eu ainda não tinha permissão para ir a bares, assisti aos jogos em casa, na companhia da minha família. E como eu também ainda estava apenas começando a absorver o futebol, não entendia muito bem a razão da tensão nos rostos deles diante do apito final que levou a disputa para os pênaltis.
O que eu sei é que foi a partir daquela Copa que eu fiquei mal acostumado a ser campeão mundial. Entenda a razão: de 1994 até agora, eu presenciei quatro Copas do Mundo (cinco com essa que ainda não acabou). O Brasil ganhou duas delas! Ou seja, o Brasil ganhou metade de todas as Copas que me lembro. Não estou acostumado a longos períodos sem títulos mundiais.
E é por isso que quando embarquei para a África do Sul para ser voluntário da FIFA, no início de junho, estava confiante de que nossa seleção levantaria o caneco mais uma vez – e que dessa vez eu presenciaria esse feito ao vivo. Afinal de contas, estávamos vindo de duas conquistas importantes: Copa Sul-americana e Copa das Confederações.
Como o jogo Brasil e Holanda aconteceu em Port Elizabeth, e eu estou trabalhando em Cape Town, fui ver a partida na Fan Fest organizada pela FIFA, juntamente com outros voluntários brasileiros (entre eles a Marcella que também está postando nesse blog). Quando chegamos no local, não ficamos surpresos ao confirmar que a África do Sul também estava apostando no Brasil. Era verde e amarelo para todos os lados. Crianças, adultos e cachorros, todos vestiam as cores da nossa seleção. Holandeses? Só se destacavam mesmo devido à cor da camisa.
Mas assim que começou a partida, aquele sentimento de confiança que estava em mim desde o início, começou a mudar para preocupação. Afinal, aquele jogo era tudo ou nada – continuar na competição ou ir pra casa. Com o gol(aço) do Brasil, no início do primeiro tempo, a preocupação deu uma breve trégua e a confiança deu as caras novamente. Para tristeza dos argentinos presentes (engrossando a torcida da Holanda), parecia que o Brasil iria aplicar uma goleada pra cima dos holandeses.
Mas assim que nossa seleção começou a se perder em campo, entregando dois gols de graça para a Holanda, aquela tensão que eu vi no rosto dos meus familiares quando tinha nove anos de idade estava agora no rosto de todos os brasileiros ao redor de mim. Eu não conseguia absorver aquele placar. Simplesmente não entendia como estávamos perdendo aquele jogo. Mas ainda assim acreditava que iríamos seguir em frente. Acreditava que a tensão iria virar alegria, assim como aconteceu em 1994.
É, não foi isso que aconteceu, como todos vocês já sabem… E para a decepção de todos nós, e também dos sul-africanos que apostavam na nossa seleção, voltamos pra casa mais cedo. Mas como costumam dizer em inglês: sh*t happens! Bola pra frente, Brasil!
Publicado em 5 julho , 2010 por Leva na Esportiva
- Que bom que gostou da nova camisa do vasco @jeanlmoraes, pode ganhar ingresso pra ver a estréia dela de perto http://migre.me/118hE
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- RT @viniciusmateusl: parabens ao clube e a Penalty pela nova camisa do Vasco. Que ela dê sorte ao time contra o Flamengo domingo! valeu!











