Material esportivo pirata – não seja enganado

Não embarque nessa! – montagem sobre foto de fry_slayer no sxc.hu
Você é daqueles que sempre procura o menor preço na hora de comprar material esportivo? Cuidado, o que parece um ótimo negócio pode ser um produto falsificado.
Aparentemente, um produto pirata traz as seguintes vantagens: o preço, menor que o de um produto original, e a possibilidade do consumidor estar na última moda. Mas o barato sai muito caro. A pirataria causa imensos prejuízos ao país: aumenta a taxa de desemprego, impostos deixam de ser recolhidos, seu time do coração não recebe um centavo, o crime organizado lucra e se abastece.
A venda de produtos piratas alimenta um ciclo perverso em que pessoas (inclusive crianças) trabalham de forma escrava, financiando organizações criminosas que roubam, traficam e cometem atos terroristas. Sendo assim, a compra de um simples produto falso pode indiretamente prejudicar e até matar milhares de pessoas. E, claro, causar prejuízos a quem compra:
- Lesões são freqüentes em quem utiliza calçados e outros equipamentos falsificados; tênis falsificados não têm sistema de amortecimento e causam problemas nos pés, tendões e coluna;
- A qualidade dos produtos é claramente inferior: costuras malfeitas, botões e velcros mal aplicados, estampas desalinhadas e que desgastam rápido;
- A durabilidade desses produtos é menor, acarretando gastos em substituições (quem nunca teve aquela camiseta baratinha que esgarçou depois de poucas lavagens?);
- Não há garantia, nota fiscal, nem direito de troca para produtos falsificados.
Infelizmente, a pirataria não ocorre apenas nas camadas mais pobres da sociedade. A classe média também compra pirata, visto que muitos produtos esportivos que são “objetos de desejo” têm preço exorbitante e os piratas são rápidos e colocam cópias no mercado em questão de dias (ou horas) do lançamento do original. No Brasil, há até um ‘pólo’ produtor de material pirata, antenado com as últimas tendências: Serrana (MG), que distribui calçados para o país todo.
Vitaminas e suplementos alimentares também são amplamente pirateados. E é bem fácil encontrá-los à venda na internet, com rótulos imitando produtos originais. Por serem feitos com componentes de baixa qualidade e nunca apresentarem a composição idêntica à descrita nos rótulos, esses produtos são vendidos com preços baixos e obviamente não cumprem o que prometem. Aqui mesmo no Brasil há laboratórios clandestinos fabricando esses produtos.
Para escapar dos falsificadores e evitar riscos à sua saúde, siga as dicas abaixo:
- Verifique se o produto possui registro no Ministério da Saúde (MS). Só assim se pode saber a composição exata do produto e se foi fabricado em boas condições de higiene;
- Evite comprar vitaminas e suplementos sem marca, não se sabe a procedência de seus ingredientes;
- Um grave perigo dos suplementos falsificados é a presença de esteróides anabolizantes na composição, produtos vendidos legalmente não contem anabolizantes na formulação;
- Não compre em lojas que vendem produtos sem registro no MS, os produtos podem ser piratas ou fruto de contrabando;
- Por fim, desconfie de ofertas irresistíveis, por trás de um preço muito abaixo do mercado pode haver um produto falsificado, vencido ou mesmo roubado.
O problema da pirataria está longe de ter um fim, mas você pode fazer sua parte. Antes de adquirir um produto, pense se o está fazendo para praticar esportes adequadamente ou para estar na moda. Até porque é bem fácil perceber quando um produto é falso e a ideia de ter estilo vai por água abaixo.
Se quiser adquirir um artigo do seu clube de coração, veja se é um produto licenciado. Se o artigo for muito caro, descubra se há a versão “popular”, com menos recursos e mais barata. Descubra também se há algum amigo vendendo uma camisa usada ou se nas lojas há queima de coleções de anos anteriores.
Quanto a equipamentos e calçados, prefira os que atendam às suas necessidades físicas em vez de atentar apenas a “marca da moda”, certamente você encontrará ótimos produtos a preços acessíveis sem precisar recorrer a um pirata.
Escolher cuidar da saúde em vez de aderir a modismos é levar na esportiva, não é mesmo?
Publicado em 28 setembro , 2009 por Juliana Garcia Sales
Por Fabio FZero, em 29 setembro 9:53
Oh, quem vai pensar nas grandes corporações?
Muito engraçado citar trabalho escravo quando os produtos originais da Nike são feitos nas mesmíssimas condições.
Por Juliana Garcia Sales, em 29 setembro 17:31
Obrigada, Fabio, pela visita e por deixar seu comentário.
Nunca poderíamos incentivar a compra de material esportivo pirata, que traz claros prejuízos a quem compra, somente porque algumas marcas supostamente se utilizam de expedientes semelhantes aos dos fabricantes ilegais. Na realidade, não temos como provar que essas marcas fazem isso.
Como digo no próprio texto, uma pessoa não precisa (nem deve) adquirir produtos inferiores para praticar esportes ou mostrar seu gosto esportivo. Há ótimas marcas no mercado, como a Penalty, que emprega brasileiros, que tem tecnologia, produtos que preservam a saúde do usuário, equipamentos para vários esportes e tem um preço que o brasileiro pode pagar.
Alguém que queira praticar esportes, levando a sério ou não, precisa ser atento à própria saúde e não adquirir produtos pirateados e, analogamente, alimentar esse ciclo perverso.
Muito obrigada.
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