Árbitros: mais atletas que técnicos?

Árbitro deve suportar “grito” de jogadores – foto: Gil Leonardi / Lancepress
Neste post abro a discussão: hoje em dia os árbitros de futebol estão mais atléticos que técnicos?
Com a evolução rápida e constante do futebol, em especial dos atletas, os árbitros tiveram que se adaptar. Um árbitro precisa estar em cima do lance, correr como um lateral e cobrir todo o campo.
Até meados dos anos 1980, não era comum um juiz correr tanto. As jogadas ainda eram lentas, os craques tinham um jogo mais cadenciado. Mas a partir dos 90, o craque passou a ser aquele jogador forte e veloz. Jogadas mais “artísticas” passaram a ser vistas como desrespeito ao adversário. Lentidão, então, passou a ser cera.
Os juízes de futebol tiveram que evoluir junto, ser rápidos e espertos para não perder um lance duvidoso ou mesmo uma agressão por parte dos jogadores. E para acompanhar os noventa minutos de uma partida, o árbitro, assim como os jogadores de alto nível, correm até ficarem exaustos.
Essa exigência de rapidez e resistência física não pode levar as federações a cometer erros, convocando árbitros com muito físico e pouca técnica?
Como podemos ver no site Cartão Vermelho, os árbitros, inclusive onde o futebol é altamente competitivo, como na Itália e Brasil, não são profissionais e trabalham em tempo integral em outras atividades profissionais fora do campo de futebol. Eles normalmente são mais velhos que os jogadores. No entanto, os árbitros devem acompanhar o jogo, não importa o ritmo que siga, e devem manter a capacidade de desempenho no nível mais alto possível.
Manter o alto nível causa lesões nos árbitros, o que diminui em alguns anos a sua carreira. O que é um grave problema às federações, já que o juiz, para atingir nível técnico excelente para que possa apitar partidas internacionais, necessita ter anos de experiência na função.
O que podemos ver ultimamente, com ajuda de “super-câmeras” e “tira-teimas”, é uma sucessão de erros de arbitragem que altera resultados das partidas e muda rumos de campeonatos. Outro problema que ocorre aqui: os árbitros até conseguem competir com a rapidez e resistência dos jogadores, mas já não consegue competir com a tecnologia da televisão para dirimir dúvidas. E como tudo depende da interpretação da arbitragem, a culpa de um resultado ruim ou injusto acaba recaindo sobre o juiz.
Essa é uma questão polêmica e que não terá solução tão cedo. Alguns até dizem que aí está a graça do futebol, na indefinição, no fator surpresa. Mas ninguém gosta de ter seu time “garfado”, não é mesmo?
Assim, um árbitro muitas vezes por ser ótimo fisicamente, mas inexperiente nos macetes da arbitragem, acaba caindo no “grito” de jogadores e treinadores, que influenciam na sua interpretação suprema e inalienável, um dos poucos direitos que um árbitro ainda tem. Cada vez mais câmeras o fiscalizam, e nem sempre as federações cumprem o papel de verificar se há má-fé ou não na arbitragem. Tampouco resguardam seus quadros de assumirem jogos incompatíveis com seus níveis.
Enquanto isso, discute-se se é possível que a tecnologia auxilie os árbitros nessa missão cada vez mais difícil de acompanhar a mudança qualitativa das equipes. Felizmente, é possível ver avanços na tecnologia da medicina e fisioterapia, o que ameniza as consequências de lesões. Os calçados e uniformes também estão muito melhores, muitas lesões de árbitros provinham do uso de calçados inadequados ao gramado dos estádios. Mas o uso da tecnologia ainda é polêmico no que diz respeito à decisão do árbitro. Pontos eletrônicos já foram testados no Brasil e causaram protestos. Vídeos ainda não são permitidos, e se um dia forem, demorarão a se tornar padrão nos estádios mundo afora. Ainda há também opiniões contrárias ao uso do vídeo para tirar dúvidas, como diz aqui o ex-diretor de arbitragem da FPF Gustavo Cardoso: “Usá-las (imagens de vídeo) indiscriminadamente fará do futebol um “vídeo game” com paralisações constantes e que certamente tirarão a dinâmica das partidas e as tornará enfadonhas”.
Como podemos ver, a arbitragem no futebol ainda será fonte de polêmicas por muitos anos. E você, o que acha disso? Você tem alguma sugestão para a melhoria da arbitragem e jogos mais justos?
Publicado em 9 novembro , 2009 por Juliana Garcia Sales
Por Pedrovisky, em 9 novembro 22:17
Com certeza, arbitragem é sempre uma coisa polêmica, ainda mais aqui no Brasil, que muitos dos nossos árbitros, mesmo considerados experientes, comentem erros infantis com frequência.
Mas grave mesmo foi o que aconteceu nesse domingo, em jogo do campeonato inglês. O jogador do Manchester United Jonny Evans deu uma voadora criminosa em cima do atacante Drogba do Chelsea e ficou por isso mesmo. Pior, o juiz deu cartão amarelo para o atacante dos blues. Inadmissível que o árbitro não tenha visto o lance. Nem ele, nem os dois auxiliares, nem o 4o árbitro, e olha que na Inglaterra eles usam o rádio. E mesmo assim nada.
E a imprensa esportiva nem comenta sobre o lance.
http://migre.me/b3Zv
É preciso denunciar erros assim. No meu blog eu fiz a denúncia. Precisamos espalhar essas imagens para que a FIFA tome as devidas providências.
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