Somos favoritos, hoje é dia de… Decepção.
Crédito da Foto Ali Brohi
Levar a vida na esportiva é um estilo de vida, porém todos gostam de ganhar e torcer por uma equipe ou atleta vencedor. É latente a difusão de um esporte quando temos um grande atleta, de ponta vencendo e levando a bandeira do país para o alto do pódio, com o hino do país vencedor e a coroa de louros. Que brasileiro não vibrava com as vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1 ou que brasileiro não ficou emocionado com a garra de Gustavo Kuerten nas quadras de saibro de Roland Garros?
Em um país que tem o futebol como principal esporte quando um atleta atinge um nível equiparado aos grandes atletas mundiais, é comum que esse esporte tenha uma visibilidade e um aumento de praticantes, porém os brasileiros passam a ter de conviver com um sentimento novo, a derrota dos favoritos. Essa derrota é a mais dolorosa de todas.
Infelizmente aqui no Brasil os torcedores costumam chamar essas derrotas de “efeito amarelão”. Em 2008, a delegação brasileira chegou à Beijing com algumas grandes estrelas como favoritas, senão à medalha de ouro, a um pódio. Maurren Maggi (salto em distância) , Daiane dos Santos e Diego Hypólito (Ginástica), os atletas do Judô, Fabiana Murrer (Salto com vara) chegaram à China com excelentes chances de medalha e apenas Maurren “vingou”.
Selecionando caso a caso, Daiane era o grande nome da Ginástica e considerada por toda a imprensa internacional como Imbatível em função de sua impecável técnica e de seu salto – o “dos Santos II” – um salto duplo twist carpado que até então era de execução exclusiva sua ao som da inconfundível “Brasileirinho”. Classificada para a final, Daiane pisou fora da área limite e perdeu pontos importantíssimos. Diego Hypólito, na mesma competição de solo, após uma brilhante classificação em primeiro lugar, caiu na execução de um movimento teoricamente simples e perdeu a medalha.
O que leva atletas tão bem preparados a cometer erros, em alguns casos primários como o da russa Yelena Isinbayeva recordista mundial do salto com vara, na Copa do mundo de Berlim neste ano que não conseguiu ao menos classificar-se para as finais? Conversando com alguns treinadores de outras modalidades, questionei a pressão como um dos fatores. Todos eles foram unânimes que praticamente não existe pressão em um caso como o da russa, em função de sua superioridade. Já no caso dos brasileiros citados, algumas das opiniões levaram à expectativa. Existe uma grande cobrança de todos sobre os esportistas e a possibilidade do sucesso, leva a essa falha.
Porém, o grande fator é a limitação do ser humano. Fisiologicamente o corpo humano sofre limitações motoras e psicológicas e o ritmo de treinamento e competições pode levar mente ou corpo à fadiga ao stress e esses fatores restringem o desempenho do atleta.
O grande problema dessas derrotas são os traumas que ficam nos torcedores, como nós brasileiros que perdemos a Copa de 1982, na maior decepção coletiva de um esporte. Ou será a da Copa de 1986? Ou melhor, a de 1950?…
Publicado em 25 setembro , 2009 por Luiz Ricardo Cobra
Por Lais, em 29 setembro 0:04
Parece que o efeito amarelão não tem funcionado muito com o verdão.
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