Lazer

As empresas e suas equipes: O esporte ganha força

crédito da foto: William.Woo

Praticar esportes é algo cada dia mais necessário na vida estressante e atribulada que vivemos, porém cada dia mais o tempo para isso é deixado de lado ou substituído pelas atividades diárias e principalmente pelas necessidades profissionais de cada um de nós. Porém, atualmente temos notado um aumento ao incentivo às práticas desportivas dentro das corporações vêm auxiliando que cada vez mais profissionais exerçam atividades físicas.

No final do século XX, a proposta de aliar trabalho e exercícios para aliviar tensões, reeducar postura e principalmente combater as doenças ligadas ao trabalho virou febre e muitas empresas adotaram a prática da Ginástica Laboral. A curta duração e a leveza dos exercícios, não só não cansam o funcionário, como o estimula para completar o restante de suas atividades diárias.

Porém práticas como essa não eram suficientes para algumas empresas e estas passaram a incentivar os seus funcionários que já praticavam outros esportes a buscar novos caminhos e principalmente a especializar-se nessas práticas.

O grupo Pão de Açúcar foi um precursor nesse incentivo. Praticante de corrida de rua, o Presidente do Conselho do grupo, Abílio Diniz participa todo ano da equipe número 1 de revezamento, na maratona que leva o nome do grupo varejista. A Maratona Pão de Açúcar de revezamento acontece todos os anos desde 1993 e cresceu muito desde então. Em setembro de 1993, 1000 pessoas realizaram a primeira prova que contava não só com o patrocínio, como contava também com a equipe número 1. Eram 256 equipes e predominavam as instituições esportivas como Cruzeiro, Pinheiros, Minas Tênis e o vencedor daquele ano o São Paulo Futebol Clube. Na última edição em 2009, foram mais de 30.000 corredores, em 5050 equipes e nesta edição, com sua grande maioria contando com o apoio dos empregadores.

Seguindo esse exemplo, Anderson Luiz Souza Lima, Carlos Antonio Padilha, Carlos Humberto Nogueira Londe, Mauro da Silva Matias, Eduardo Henrique Campolina Franco, Maria Ines Murta Vale, Denise Ferreira dos Santos e Adriana Duarte Coelho todos funcionários da CEMIG (empresa de distribuição de energia no estado de Minas Gerais) viajaram para Miami em janeiro de 2010, com incentivo e apoio da empresa. Eles disputaram no dia 31 de janeiro a meia maratona Internacional de Miami pela equipe CEMIG e não fez feio, muito pelo contrário, fizeram é muito bonito com alguns títulos em suas categorias e com Anderson Lima chegando em 21º na classificação geral e falou para o  blog da empresa:

“foi uma honra e um prazer enorme representar a Cemig na competição. Procurei me preparar bem para esta corrida e fui recompensado com o primeiro lugar na categoria. Fiz um tempo melhor do que eu havia estimado e de quebra minha melhor marca em meia maratona (1h20’42”, quase sete minutos a menos da melhor marca anterior).”

Assim como a CEMIG, a Penalty incentiva os praticantes de esportes e enviou uma equipe para Sófia (capital da Bulgária). Entre os dias 16 e 24 de fevereiro foram disputados os jogos de futsal do  Campeonato Mundial dos Jogos Industriais do SESI e a equipe da Penalty sagrou-se campeã com um desempenho fenomenal. Escolhida após seletivas do SESI, os atletas já estavam treinando seis dias por semana, de segunda a sábado, sendo três dias de treinos com bola na quadra e três dias de preparação física e partiram para Bulgária e vestiram a camisa da Penalty trazendo mais esse título mundial para o Brasil.

E sua empresa? Ela incentiva o esporte? Tem alguma equipe que treina constantemente? Conte para nós usando o comentário.

Publicado em 10 março , 2010 por Luiz Ricardo Cobra

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Afinal, o que é esporte?

Uns dias atrás, eu e mais algumas pessoas estávamos discutindo no Twitter sobre o que seria ou não um esporte.

Na realidade essa discussão surgiu após um debate sobre a o caso Nelson Angelo Piquet X Renault. Alguns participantes da troca de mensagem defendiam que automobilismo é um esporte, enquanto outros diziam que não é um esporte.

Afinal, o que é esporte?

Segundo várias definições encontradas, vou destacar duas. A Wikipédia coloca como esporte a prática de atividade física, sujeita a determinados regulamentos, visando competição entre os praticantes. Ressalta também a necessidade de habilidades e capacidades motoras e a regência de uma confederação.

Já o dicionário Houaiss diz que é “atividade física regular, com fins de recreação e/ou de manutenção do condicionamento corporal e da saúde; desporte, desporto”.

Baseados nessas definições podem acreditar que todas as competições que temos chamado de esportes, de fato são esportes.

Surgem então as perguntas e argumentos de que no automobilismo existem máquinas competindo, porém não podemos nunca se esquecer da habilidade necessária para que um carro de competição complete uma curva, aproveitando-se do melhor caminho, aquele que desvie menos e permita que um carro tecnologicamente inferior vença uma corrida.

A grande questão que envolve esporte está ligada à figura do Barão de Coubertin um nobre francês que se tornou famoso por ter fundado os Jogos Olímpicos da era Moderna a quem se atribui a frase “O importante é competir” e que inspirou o conceito do “Fair Play” adotado no mundo hoje.

Para mim, muito mais do que todas essas definições de esporte deveriam basear-se única e exclusivamente no conceito do Fair Play, do jogo jogado com honestidade e respeito ao adversário, árbitros e público, com a mesma raça não importa a importância da competição, uma final ou um amistoso, sempre temos um motivo para aplicar o Fair Play, ou então, um motivo para levar na esportiva, como gostamos de dizer aqui.

Apenas um pequeno adendo ao conteúdo. Minha amiga Anarina disse que Golfe não é esporte. Eu, como golfista, peço provocativamente a opinião dela nos comentários ou no blog dela. :D

Publicado em 13 outubro , 2009 por Luiz Ricardo Cobra

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O dia em que joguei futebol contra um time profissional

Imagem: fishybrasil

Estive fora de São Paulo na última semana, mais precisamente em Porto de Galinhas participando de uma ação que reuniu mais de 50 blogueiros,  chamada Porto Cai na Rede. Quando recebi o convite, já pensei no que eu poderia trazer de novidades esportivas para o Leva na Esportiva, mas nunca pensei que viveria uma aventura completamente diferente da que eu imaginei. Convite aceito:  eu recebi uma programação com direito a Surf, Kite-Surfe, Caiaque e Jet Sky e uma pelada entre blogueiros. Porém, chegando lá a situação era outra, os esportes todos foram trocados por passeios maravilhosos e a “pelada entre blogueiros” que seria no máximo um jogo entre casados e solteiros, se transformou em um evento para a cidade, o jogo virou um amistoso contra o Íbis

Para quem não conhece, o Íbis é um time da cidade de Paulista, em Pernambuco, que na década de 1940 perdeu 23 jogos seguidos e com isso ganhou a fama de “o pior time do mundo”, uma brincadeira que pegou mesmo o Íbis já tendo derrotado os maiores times de Pernambuco ao menos uma vez.

Bem, o jogo? O jogo foi realizado no Estádio Municipal de Nossa Senhora do Ó, e nós blogueiros estávamos muitíssimo bem preparados com quatro dias regados a comida, sol e muita festa. Já no ônibus o clima era de festa, pois a oportunidade de jogar contra um time profissional e eu levei uma bola Camaleão cedida pela Penalty, que ao final do jogo foi doada ao Secretário do Turismo, Esporte e Lazer de Ipojuca,  Diego Jatobá e por esse motivo fui aclamado o capitão do time e ganhei a camisa 9, era o centroavante. O jogo contou com a presença da equipe do Pe360 Graus, o portal de esportes da Globo Nordeste e teve a narração do repórter Thiago Medeiros.

A galinha mascote de Porto de Galinhas deu o pontapé inicial do jogo, já jogando a bola para o time do Íbis, que contou com um adversário à altura por 5 minutos – tempo que levou para que nosso time cansasse e sair o primeiro gol. Mas tudo era festa nessa partida. A cada gol do Íbis, o time de blogueiros ganhava um reforço, até que em determinado momento, tínhamos 17 jogadores em nosso lado, incluindo o secretário municipal. E o jogo continuava com nosso goleiro (emprestado pelo time visitante)

Após muitas furadas, uma bicicleta mal dada pelo Caio Brogui que precisamos encontrar em vídeo, milhares de tentativas de deixarmos a Alessandra na cara do gol, o Íbis faz sua primeira substituição e entra entrou em campo seu torcedor mais famoso e ex-jogador do time,  Mauro Xampu. Mauro hoje é um cabeleireiro conhecido no Recife e foi jogador do Íbis com apenas um gol marcado em toda sua carreira. A festa estava quase completa, quase por que, finalmente,  Mauro fez seu segundo gol, e de acordo com um papo que tive com ele, foi o primeiro registrado pelas câmeras.

O que posso falar sobre o jogo, foi uma grande festa que coroou em alto nível o evento. A oportunidade de jogar futebol contra uma equipe profissional foi impar, pois não era claro que não sabíamos nos portar em campo e apesar de todos os esforços (inclusive uma cabaninha para que a Ale conduzisse a bola), não surtiu efeito contra a meninada do Íbis, que jogou com seriedade e respeito ao time.

O melhor em campo? Sem dúvida foi a Galinha de Porto, que salvou um gol, ao invadir o campo, tomou uma bolada, desabou e ainda ensaiou uma participação ativa, sendo impedida pela roupa de pelúcia.

Descobri nesse domingo, a essência de levar a vida na esportiva.

Publicado em 7 outubro , 2009 por Luiz Ricardo Cobra

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Esportes aos finais de semana – um mal ignorado.

peladda

Crédito da Foto: Gustavo Minas

A falta de tempo é a maior desculpa de qualquer pessoa para o sedentarismo que assola a grande maioria das pessoas nos tempos atuais. A maior parte dos sedentários, são os homens e esses mesmos homens são aqueles que fogem dos médicos e que em grande parte, comete um grande pecado contra a própria saúde – o esporte de final de semana.

Uma pelada com os amigos, uma corridinha na praia, aquela partida de tênis combinada alguns anos atrás com o ex-chefe, enfim, o esporte de final de semana são as atividades de grande esforço físico, que são praticadas esporadicamente ou com alguma constância sem a preparação necessária e geralmente sem supervisão de especialistas.

O raciocínio desses atletas de final de semana é o da compensação: “-Vou compensar os lanches da semana e a falta de atividade física com essa partida de futebol”. O que acontece na realidade, é que o corpo humano sedentário irá sofrer uma sobrecarga muito maior do que ele está acostumado, conforme podemos ver a seguir.

Quais os malefícios?

  • Cardíaco – Nosso coração é um órgão sensível e em um esforço físico pode apresentar problemas que não foram diagnosticados com essas cargas de esforço. É necessária, antes de iniciar qualquer atividade física, a realização de um check-up cardiológico.
  • Ortopédico (Muscular e ósseo) – A musculatura humana está acostumada com determinada carga de esforço físico e essa evolução é sempre gradativa com aumentos de carga e quantidade de esforços moderados. Quando realizado um esforço muito maior do que o que a musculatura está acostumada, pode haver rupturas, distensões ou outras lesões mais graves que envolvam tendões ou até mesmo ossos.

Traçando o perfil básico do praticante esporádico, temos o sobrepeso, a falta de condicionamento físico, falta de tempo e a busca do lazer através do esporte.

Enfim, as horas investidas em esportes aos finais de semana não compensarão o sedentarismo das semanas e semanas de trabalho árduo no escritório e essa ilusão pode levar os praticantes ao exagero.

Dicas para evitar problemas:

  • Conheça seu corpo;

Saiba seu limite e não o extrapole.

  • Faça check-up regularmente;

Se tiver mais de 35 anos, faça-o anualmente.

  • Pratique esportes por mais vezes, sem exagerar na dose;

O ideal é que sejam 3 a 4 vezes por semana, pelo menos 30 minutos.

  • Sentindo algum desconforto (dores no peito, respiração ofegante, falta de ar) – PARE e procure um médico.

Onde procurar ajuda.

O primeiro passo é ter a vontade de praticar esporte da maneira correta e escolher o horário e a freqüência, reservando na agenda.

Em seguida o ideal é procurar um médico cardiologista para um check-up cardíaco. Possivelmente o médico solicitará exames como eletrocardiograma, eco cardiograma, exame de esforço. Esses exames são normais, não é sinal de que exista um problema e sim é faz parte do processo de conhecimento do seu corpo. Após esses exames, é possível que o médico lhe encaminhe para outro especialista.

No caso de alguma lesão, Ortopedistas e possivelmente fisiologistas são recomendados. Os ortopedistas cuidam dos traumas (músculos e ossos), enquanto o fisiologista cuida da recuperação da “máquina corpo humano”.

Nutrólogos e nutricionistas são profissionais (o primeiro é médico), que auxiliarão a preparação do organismo para receber novas cargas exercícios, provendo todas as substâncias eventualmente necessárias, através dos alimentos.

Finalmente e não menos importante, um acompanhamento de um profissional de educação física complementará o trabalho de todos esses profissionais de saúde, regulando a prática em quantidade e qualidade, corrigindo imperfeições e principalmente incentivando a pratica.

Publicado em 16 setembro , 2009 por Luiz Ricardo Cobra

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