ginástica artística
Mais do que um esporte, um espetáculo artístico

Foto: Raphael Goetter
Se existe um esporte individual onde as pessoas com baixa estatura levam mais vantagens que os “altões”, esse esporte é sem dúvidas a Ginástica Artística. Força, coordenação motora e principalmente flexibilidade são as características necessárias para o sucesso de um atleta, é também uma das carreiras onde o ápice do atleta acontece mais cedo, entre os 17 e 22 anos, pois a preparação específica começa por volta dos 15 anos de idade.
A origem da Ginástica Artística remonta ao Egito antigo, onde eram praticadas acrobacias circenses na rua, como forma de entretenimento, porém desportivamente no final do século XIX em escolas alemãs, como prática tipicamente masculina. Após a entrada para os jogos olímpicos em 1886, somente em 1928 as mulheres passaram a praticar o esporte olímpico. Atualmente, existem diferenças entre as práticas masculinas e femininas.
No Brasil, a ginástica olímpica começou a ter uma projeção maior quando a carioca Luisa Parente classificou-se para os jogos olímpicos de Seul em 1988 e de Barcelona em 1992. Até então, nunca havia sido dado um destaque para a modalidade. Após Luisa, veio Danielle Hypolito, Daiane dos Santos, Jade Barbosa, entre outras. Já no masculino, passamos a ter um destaque com Diego Hypolito com seus movimentos impecáveis no solo.
A divisão das modalidades entre masculina e feminina se faz necessárias em função das diferenças físicas de cada um dos sexos. O que difere uma da outra são alguns aparelhos conforme veremos a seguir.
Modalidade Feminina
Solo
Foto: Raphael Goetter
Praticada em um tablado quadrado com faces de 12 metros, onde o ginasta necessita realizar movimentos específicos e acompanhados por música. A duração deve ser entre 70 e 90 segundos. A pontuação se dá quando da execução de cada uma das séries acrobáticas levando em conta grau de dificuldade, expressão artística, qualidade geral do exercício e elementos obrigatórios que são: um giro de ao menos 540 graus, um duplo salto e séries acrobáticas com movimentos para frente e para trás. As atletas podem aterrizar com um dos pés à frente do outro.
Salto sobre a mesa
Após uma corrida de 25 metros, a ginasta utiliza m trampolim que possibilita a ultrapassagem por uma mesa de 1,25m de altura. A cada competição, são executados diferentes tipos de salto, sendo o Mortal o mais conhecido e utilizado.
Trave
Caminhar, saltar, realizar acrobacias sobre uma barra de 10 cm de largura, em uma altura de 1,25 m. Essa é a prática realizada na Trave de equilíbrio. Assim como no solo, a Trave possui elementos obrigatórios e as dificuldades da execução das coreografias determinam a pontuação de cada atleta. São realizadas deduções quando ocorre faltas como desequilíbrio, queda ou até mesmo insegurança.
Barras assimétricas
As Paralelas Assimétricas é o exercício da Ginástica artística exclusivamente criado para mulheres que através de movimentos de impulso e estáticos permite à atleta a execução de movimentos.
O aparelho composto por duas barras em alturas diferentes (2,36m e 1,57m de altura) que exigem da ginasta alguns movimentos básicos com vôo entre barras, troca de barras, largar e retomada, além das belíssimas saídas com acrobacias. Assim como todos os outros exercícios, ocorre a perda de pontos a cada penalidade.
Modalidade Masculina
Solo
Seguindo as mesmas regras da modalidade feminina, porém com um tempo de execução menor (entre 50s e 70 s), o solo masculino tem como obrigatórias as sequências de piruetas, acrobacias e paradas de mãos na lateral do tablado e a necessidade do atleta pousar com os pés cravados.
Salto sobre a mesa
Tal qual a feminina, mudando apenas o rigor na execução de alguns movimentos.
Cavalo com alças
Realizar movimentos sobre uma barra postada a 1,15m de altura, segurando-se em arcos de 12 cm de altura. Os movimentos devem ser cadenciados e mesclando o uso de pernas e barcos, envolvendo a força e a postura do atleta.
Barras paralelas
Composto e duas barras de 3,5m de comprimento, com distância entre 42 cm e 52 cm uma da outra (varia de acordo com o tamanho da envergadura do atleta) e uma altura de 1,95m. As barras paralelas envolvem movimentos de largada e balanços, sendo necessária uma combinação de força, equilíbrio e agilidade, mesclando a suspensão e o apoio do atleta.
Para uma boa execução do aparelho, o atleta deve percorrer toda a trave e alguns movimentos obrigatórios.
Barra fixa

foto: Raphael Goetter
Muito semelhante às barras assimétricas do feminino, a barra fixa tem 2,80m de altura e necessita alguns movimentos pré determinados que envolvam largadas e retomadas, giros, variação de pegadas e movimentos acrobáticos com dificuldade D de realização.
Argolas
Dispostas a 2,75m do solo, as argolas são o aparelho que necessitam de maior força na ginástica artística masculina. Sua série ideal necessita de movimentos de baixo para cima, movimentos estáticos, acrobacias e é necessário que o início do movimento (entrado no aparelho) seja completamente estático.
Uma curiosidade das argolas é o desconto na pontuação caso o atleta desligue-se (solte as mãos) do aparelho, antes da finalização.
Publicado em 27 outubro , 2009 por Luiz Ricardo Cobra
- E pra quem gosta de #surf tem um post muito legal sobre a brilhante carreira de @carlosburle http://migre.me/ntXI
- Em breve vamos fazer um concurso e o prêmio será a camisa 11 do América do RJ autografada por Bebeto e Romério, Vejam http://migre.me/mFP1
- Sua empresa incentiva a pratica do esporte? Veja casos de empresas que apóiam os funcionários a praticarem esportes http://migre.me/ndPj











