Paixão por Velocidade: Babi Franzin e Anderson Costa

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Babi Franzin e Anderson Costa no cockpit do Velocidade.org

Você gosta de Fórmula 1 ou de outras categorias do automobilismo? Então, certamente você já leu (ou ouviu) o blog Velocidade.org. O Leva na Esportiva, com muita honra, entrevista os parceiros de blog e namorados Babi Franzin e Anderson Costa.

Anderson logo me confessa: “não escrevo tanto no Velocidade (ele escreve em outros blogs como seu pessoal Entendendo o Mundo e o corporativo Claro Blog, e podcasteia no Som no Blog) porque preciso me sentir seguro sobre o assunto”. Anderson é fã de automobilismo, mas a especialista no assunto é Babi. “Dei pouca bola ao automobilismo até conhecer Babi”, diz Anderson. “Ele está recebendo teinamento intensivo”, Babi diz. “Hoje em dia ele até discute, sabe os nomes das equipes e dos pilotos, um orgulho só”.

Essa é uma confluência de interesses fantástica que originou o premiado Velocidade.org: Babi entrou com a paixão pelas corridas e Anderson com seu conhecimento em fazer blogs e podcasts. “Eu ficava falando de corrida pra cima e pra baixo até que ele falou para eu escrever sobre isso”, declara Babi. “Ele só não imaginava que iria pular nesse barco também”.

O podcast começou há dois anos. “Foi um convite que partiu totalmente do Thiago, do cafecomf1.com, porque eu acho minha voz horrorosa e morria de vergonha”, confessa Babi. Quem ouve sabe que não é bem assim, não é? ;) Assim nasceu o Café com Velocidade, que você pode ouvir toda semana.

Apesar de declararem diferenças no gosto pelas corridas, espontaneamente o casal discute sobre regras, sobre pilotos, acerto de carros, fatos históricos. E com desenvoltura impressionante.

“Muita gente questiona que automobilismo não é um esporte” diz Babi. “Mas, se não há um preparo de atleta, ninguém consegue segurar um carro numa reta, quanto mais numa curva”. Anderson diz que automobilismo é um esporte “por causa do preparo físico que os pilotos fazem e também porque são competitivos, não por causa do carro somente, mas por causa do expertise de cada um”. “Essa temporada da F-1 é uma prova disso. Mesmo com o KERS [Kinetic Energy Recovering System - sistema de recuperação de energia cinética], quem faz a diferença ainda é o piloto”, acrescenta.

“Os pilotos vão para a academia, treinam, como qualquer outro tipo de atleta. E quando eles pilotam chegam a perder peso também, com o super esforço que fazem” afirma Babi. “É pior ainda na F-Indy”, diz Anderson, que tem corridas em circuitos ovais. “O pescoço tem que ter um forte treinamento”.

Babi não começou a gostar de automobilismo por causa de Ayrton Senna, como uma grande geração (da qual faço parte). “Acho o Senna um gênio, mas como não o vi correr muito, preferi escolher outro piloto para torcer.” Esse piloto é o finlandês Mika Hakkinen, que venceu os campeonatos de 1998 e 1999, contra o favorito Michael Schumacher. “Depois, o vício só piorou”, declara. “Schumacher é outro gênio, apesar das corridas [com ele] terem ficado bem chatas!”

Para Anderson, hoje não é um ídolo que faz diferença no esporte: “Não há nenhum ainda que tenha causado [no Brasil] o que o Senna causou. [No blog] não temos tanto problema com trolls. Torcedor de corrida hoje torce pelo esporte, não pelo ídolo. E eles são low profile. É um de vez em quando”.

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Babi e Anderson, com o Best Blogs Brasil nas mãos

E o que o casal já conseguiu com o blog? “O Velô foi eleito pelo júri o melhor no Best Blogs Brazil, na categoria esportes. E o podcast foi o 3º no Prêmio Podcast. Tirando os prêmios, conhecemos muita gente legal e que faz o trabalho valer muuuito todos os dias”, afirma Babi. E Anderson acrescenta: “o mais legal que conseguimos: a boca aberta das pessoas. ‘Uma mulher falando de corrida?’, toda hora tem um comentário assim”. Babi diz: “o mais legal é que conheci várias meninas que gostam de corrida também! Tínhamos nosso grupinho no autódromo”. Uma bela ultrapassagem no preconceito. “Tem o clubinho das meninas que participam dos chats que fazemos nas corridas de F-1, os meninos ficam bem chateados quando não estamos”, afirma Babi. Segundo Anderson, “é verdade. O último chat bateu recorde, mas não teve nenhuma das meninas pq todas estavam no autódromo…” disse, aos risos. E além disso a internet, com seus blogs e chats, é que acaba unindo esses apaixonados. Segundo Babi, nenhuma de suas amigas ‘offline’ é fã de corridas e foi a rede mundial que possibilitou esses encontros.

Mas o casal só fala de F-1? “Com o Velocidade conheci muitas outras categorias e me apaixonei por elas. Fico dividida entre Indy, MotoGP, Truck e Porsche, que tem pegas sensacionais”, diz Babi. “Só durmo na Nascar, as corridas são muito longas”, confessa rindo. “Gosto da F-Indy”, diz Anderson, “e fico espantado com a torcida da Fórmula Truck. É um mundo à parte no Brasil. Uma realidade alternativa. A Truck se mantém sozinha com uma grande estrutura e torcida”, afirma. “Não existe quase corrida de caminhão no mundo”, adiciona Babi, “só a Truck Series nos EUA, onde o Nelsinho [Piquet] fez teste recentemente, e na Europa. devemos muito ao Sr. Aurélio Batista Felix, que faleceu recentemente“.

E quanto a outros esportes? “Ah, ja pratiquei basquete. Hoje é só levantamento de copo”, brinca Anderson. “Serve Wii?”, pergunta Babi sobre o videogame que faz com que o jogador use o corpo todo para conseguir as reações na tela. “Jogo Wii Sports e Wii Fit. E quase sempre acabo me machucando. Tem um exercício para subir braços e pernas. Consegui ter cãimbra em tudo”, ela completa.

“Já fui muito de assistir futebol, mas hoje dei uma desencanada”, confessa Babi. Apesar de ser paulista, adotou o Grêmio de Porto Alegre. “Não tenho nada de gaúcha, mas gostei muito do time e passei a torcer. Antes eu ia aos jogos, sabia de cor o nome de todos os jogadores, era bem fanática”. Hoje ela acompanha vôlei e ginástica artística. “Adoro os campeonatos mundiais”.

Já Anderson acompanha futebol e basquete. “Mas faz um bom tempo que não assisto um jogo ao vivo”. Segundo ele, o basquete brasileiro tem sua torcida cativa, mas não tem apoio forte de patrocinadores.

Para quem quer blogar sobre automobilismo, o casal recomenda que se comece agora. “Vamos povoar a Autosfera. Ainda tem poucos blogueiros sobre isso no Brasil, principalmente para outras categorias”, afirma Anderson. “Você tem de ter muita dedicação pra não deixar a peteca cair, mas é uma delícia”, declara Babi. Para não deixar a peteca cair, eles consideram bom ter um blog em dupla ou em casal, como eles mesmos, para que um dê força ao outro para continuar.

E sempre levando a vida e a profissão na esportiva. “Pegar leve, não ficar estressado, postar com amor e não como obrigação”, aconselha Babi. E Anderson completa: “É torcer e não atrapalhar a torcida do outro”.

Assim, esse casal de blogueiros segue mostrando, com descobertas e espírito esportivo, uma das grandes paixões brasileiras: o mundo do automobilismo.

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Publicado em 12 novembro , 2009 por Juliana Garcia Sales

Por Thiago S. Rosa, em 13 novembro 17:30

Conheci este dois este ano e eles são feras. A Babi e o Anderson são inteligentes, simpaticos e super legais com sua audiência. E de audiência eu passei a ajudar a Babi no Velocidade com alguns posts, mas nada que se compara ao trabalho destes dois. Estão de parabéns!

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