Carlos Burle desenha as ondas gigantes

Carlos Burle e a onda que o colocou como concorrente do XXL 2010 – Foto: Tracy Kraft

Carlos Burle é daqueles atletas que são classificados de extremos: pratica um esporte radical, o surfe, mas o eleva a condições quase mortais. O perigo espreita o surfista continuamente e ele o enfrenta como um gigante.

Gigante em força psicológica e em técnica, Burle fatia as ondas gigantes com sua afiada prancha e as contorna como o lápis de um arquiteto. A precisão semelhante à de uma ponta de bisturi flerta com a morte em forma de uma muralha intransponível de águas.

Burle surfou em Jaws, ilha de Mauí, Havaí – famoso ponto de Tow-in, perigosa modalidade na qual o surfista é levado às maiores ondas por um Jet-ski ou por um helicóptero – um tubo que o levara a concorrer ao Oscar das ondas gigantes, o prêmio XXL – o prêmio sairá em março. No vídeo a seguir, você pode ver o belo lance.

E enquanto Carlos enfrentava os gigantes paredões de Jaws, na vizinha ilha de Oahu, nascia Reno Kai, seu filho. Kai significa ‘oceano’ em havaiano. Claro que o papai saiu correndo para ver a pequena vida que surgia.

Reno Kai e o papai – Foto: Arquivo pessoal

Dias depois, em fevereiro, no dia 13, Burle enfrentou ‘bombas’ – como ele chama os paredões – de 10 m de altura na baía de Half Moon, EUA, pelo Mavericks Surf Contest. Foi à final e chegou em quinto. Mas o evento também ficou marcado pela invasão da praia pelas ondas, que acabou atingindo um grupo de espectadores, que se chocou contra barracas. As ondas estavam violentas. “Quase morri algumas vezes”, disse o surfista em seu Twitter.

Ondas invadem praia em Half Moon Bay – Foto: Associated Press

Carlos Burle é um dos maiores atletas extremos, que nesses últimos dias mostrou o confronto da vida com a morte, do pequeno contra o imenso, da relatividade do significado de passageiro e de eterno. Se o livro do surfe de ondas gigantes foi reescrito, quem desenhou as ilustrações certamente foi nosso preciso artista do oceano.

Publicado em 11 março , 2010 por Juliana Garcia Sales

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7 fatos do tênis brasileiro

O ano de 2010 começou vitorioso para o tênis brasileiro. Tiago Fernandes, alagoano de 17 anos, venceu o Australian Open categoria juvenil em janeiro. Pupilo de Larri Passos há dois anos, Tiago já é chamado de “O futuro Guga”.

Esse fato nos lembra de que de tempos em tempos, o tênis brasileiro nos brinda com acontecimentos memoráveis e ganha espaço no coração do torcedor. A seguir listo sete fatos marcantes do tênis brasileiro:

Maria Esther Bueno, a maior tenista brasileira de todos os tempos

Maria Esther Bueno, em seus mais de vinte anos de carreira profissional, foi a maior tenista brasileira de todos os tempos – e, entre 1959 e 1966, a número um do mundo. Venceu 19 torneios de Grand Slam, sendo 8 em Wimbledon – tradicional quadra de grama, que não assustou a paulistana formada em quadra de saibro. Em 2009, Maria Esther completou 70 anos de vida e 50 anos de seu primeiro título em Londres. Veja abaixo cenas de Estherzinha.


Thomaz Koch e Luís Felipe Tavares levam seu profissionalismo aos eventos esportivos

Thomaz Koch e Luís Felipe Tavares fizeram bonito nas quadras e participaram juntos de duas das melhores campanhas do Brasil na Copa Davis (1966 e 1972). Sabendo que o esporte brasileiro necessitava de profissionalismo e que os atletas precisavam de oportunidades de crescimento, a dupla se tornou sócia de um empreendimento pioneiro, uma empresa organizadora de torneios de tênis e outros esportes. Koch e Tavares tinham visões diferentes do negócio, o que levou à saída de Koch da sociedade. Mas a empresa ainda existe e atua em marketing esportivo.

Fernando Meligeni e a semifinal em Atlanta 1996

O nosso ‘Fininho’ – apelido que ganhou em decorrência da desproporção entre seus 1,80m de altura e seus exíguos 64 kg – abriu caminho a uma tênis mania que iria ocorrer nos anos subseqüentes. Em 1996, Fininho foi campeão em Pinehurst, nos Estados Unidos, ao bater o australiano Patrick Rafter nas quartas-de-final e, na decisão, superou o sueco Mats Wilander, ex-número um do mundo e tricampeão de Roland Garros. No mesmo ano, o brasileiro alcançou o melhor resultado de um tenista do país nos Jogos Olímpicos, ao terminar na quarta colocação, perdendo a semifinal para o espanhol Sergi Bruguera e a decisão da medalha de bronze para o indiano Leander Paes. http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Meligeni

Gustavo Kuerten, número 1 do mundo

A habilidade do catarinense torcedor do Avaí no saibro era algo não só impressionante como quase imbatível. Assim, Guga conquistou três torneios de Roland Garros – etapa francesa do Grand Slam – vencendo mitos do tênis, como Pete Sampras e Andre Agassi, tornando-se número 1 em 2000. A sua trajetória vitoriosa fez com que os brasileiros definitivamente ‘acordassem’ para o tênis, escolinhas foram montadas e até hoje são muito procuradas. Problemas físicos fizeram com que Guga necessitasse de duas cirurgias no quadril, impossibilitando o atleta de manter sua posição e, por fim, o afastando das quadras.

Brasil na Copa Davis

O Brasil sempre esteve no segundo escalão de times da Copa Davis – a maior competição de equipes do tênis. Mas obteve bons resultados em 1966 e 1971 com Thomaz Koch e Edson Mandarino. Thomaz Koch é o brasileiro que mais se destacou, sendo o sétimo jogador em número de vitórias em toda a história da competição. O Brasil também chegou à primeira divisão (grupo mundial) da Davis com a equipe de 1996 integrada por Jaime Oncins, Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten – ponto alto do país na competição, chegando à semifinal (perdeu para a Austrália), com a maior geração de talentos que o país já teve. Hoje, o Brasil está no grupo 1 das Américas.

Flávio Saretta e o ouro no Rio

Devido ao começo de sua carreira profissional com boas vitórias e atingindo a liderança do ranking brasileiro, Saretta foi considerado o substituto natural de Guga Kuerten. Porém, sua trajetória se mostrou irregular após esse início meteórico. Mas, quando os olhos do Brasil se voltaram a ele em 2007, nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, Saretta não decepcionou e, em meio a dores no cotovelo direito, levou o último ouro do Brasil nos Jogos. Depois de salvar dois match points contra, o tenista brasileiro venceu o chileno Adrian Garcia, por 2 sets a 1

Tiago Fernandes e a nova geração

O jovem alagoano já tinha impressionado o veterano Thomaz Koch antes mesmo de conquistar o Australian Open, ao chegar às quartas de final do US Open em 2009. “Eu gostei de vê-lo falar que ia para quadra trabalhar ainda mais depois que conquistou o título na Austrália. No passado, muitos tenistas tiveram resultados bons no início de carreira e acharam que não precisavam mais trabalhar e não seguiram adiante. O que Tiago precisa se dar conta é que esse é o início da jornada e não a chegada” – disse Koch ao Globo Esporte. Ao lado de Thomas Bellucci, Tiago representa mais uma renovação no tênis brasileiro.
O que achou da lista? Certamente há muito mais a citar, você se lembra de algum fato marcante do tênis brasileiro? Conte-nos aqui nos comentários!

Publicado em 4 março , 2010 por Juliana Garcia Sales

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Imagens espetaculares das Olimpíadas de Inverno

Antes mesmo de começarem, os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver (Canadá) já renderam imagens impressionantes. O perigo e a extrema beleza do gelo com seus coloridos e intrépidos atletas criam movimentos de arrepiar. A viagem da tocha olímpica também causou muita emoção e a abertura dos Jogos mostrou as tradições do Canadá, com seus ursos e nativos indígenas.

Imagens da viagem da Tocha Olímpica:

Danielle Ethier (à direita) e Orville Smoke trocam fogo em Portage la Prairie, Manitoba (© VANOC/COVAN, Luca Bertacchi with IMF)


Collette Child carrega a tocha numa canoa em Port Hardy, British Columbia. (© VANOC/COVAN, Luca Bertacchi with IMF)

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Imagens da Abertura dos Jogos Olímpicos:

Um snowboardista voa por entre os anéis olímpicos no início da cerimônia de abertura dos Jogos  (REUTERS/Gary Hershorn)


Steve Nash acende a pira olímpica. (AP Photo/Mark Baker)

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Imagens das competições:

O canadense Jeff Pain mandou pintar a imagem de um castor no seu capacete e chamou a atenção na prova de skeleton


Sueco Per Spett durante os treinos do salto estilo livre. Foto: Agência / AFP

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Xue Shen e Hongbo Zhao, da China, lideraram a dobradinha do país na patinação artística. Foto: EFE/Hannibal Hanschke


Técnico dos Estados Unidos observa as “pedras” do curling, durante treino. Foto: AP Photo/Robert F. Bukaty

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Nem mesmo a experiência tirou a expressão de medo frente ao perigo da atleta do Luge Megan Sweeney dos Estados Unidos – foto: Shaun Botterill/Getty Images

Time masculino de hóquei da Suíça se prepara para partida contra os Estados Unidos – Foto: Kevork Djansezian/Getty Images

O atleta sul-coreano Lee Jung-Su liderando a corrida de curta distância – Foto: Alex Livesey/Getty Images

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Publicado em 26 fevereiro , 2010 por Juliana Garcia Sales

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Como é a Liga Espanhola de Futsal?

ElPozo Múrcia, campeão da Copa de Espanha em fevereiro de 2010

Para começar, na Espanha o Futsal se chama Fútbol Sala. A Liga Nacional de Fútbol Sala – confederação do futsal no país ibérico – foi fundada em 1989. O futsal é um esporte relativamente novo e só a partir do final do séc. XX ganhou o mundo e terá a chance de provar que veio para ficar nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Ainda assim, o esporte caiu no gosto dos espanhóis.

Na Liga Nacional Fútbol Sala há a División de Honor, que seria o torneio da primeira divisão e a División de Plata, a segunda divisão. Integram a División de Honor os 16 melhores clubes do país. A primeira divisão da Liga espanhola é considerada o melhor campeonato de futsal do mundo. E não à toa, seus clubes, além de possuir grande estrutura, investem nos melhores jogadores – muitos brasileiros, inclusive, estão vivendo sua melhor fase profissional em quadras espanholas.

Há também, sob o guarda-chuva da Liga, a Copa da Espanha, um campeonato mais enxuto, com as 8 melhores equipes do primeiro turno da División de Honor. No último dia 14 de fevereiro, o ElPozo Múrcia sagrou-se campeão da Copa da Espanha, realizada em Santiago de Compostela, vencendo o Lobelle de Santiago por 3 a 2 na prorrogação.

Os vencedores da División de Honor enfrentam os campeões da Copa da Espanha na Supercopa. Os campeões da División de Honor também enfrentam os campeões nacionais de Portugal, na Copa Ibéria.

Com tamanha organização e popularidade, o futsal da Espanha já é das maiores potências mundiais. No último mundial de seleções, a Espanha perdeu apenas na final para o Brasil, caindo somente na disputa por pênaltis.

Para continuar com seus belos resultados, o futsal espanhol tem hoje como oficiais as bolas da Penalty, marca especialista neste esporte que hoje atinge o além-mar. Orgulhosamente, o Brasil está ajudando a expandir as fronteiras desse esporte tão querido, seja com grandes jogadores, seja com tecnologia.

E não esqueçam de participar do nosso Bolão da Liga Espanhola de Futebol de Salão, concorrendo a 1 bola Max 1000 exclusiva1 tênis de futsal da linha Max1 camisa de Futsal:

http://www.levanaesportiva.com.br/futsal/liga-espanhola-de-futsal/

Publicado em 22 fevereiro , 2010 por Juliana Garcia Sales

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