Espanha se rende ao futsal brasileiro
El Pozo Murcia, Campeão com gols brasileiros
A Espanha hoje é uma das novas potências do Futsal, esporte até pouco tempo amplamente dominado pelos brasileiros, sendo hoje pentacampeã da Europa. O ingresso de jogadores brasileiros (e integrantes de comissão técnica) em times da Espanha contribuiu imensamente para o crescimento do país europeu no esporte.
E a Espanha repete no ‘fútbol sala’ seu procedimento padrão no futebol de campo: com bons patrocínios, seus times disputam os melhores do esporte. O resultado é que a maioria dos jogadores da seleção brasileira hoje brilha em salões do país da Tomatina.

Na grande final Liga Espanhola de Futbol Sala, com quadra lotada de espectadores, o El Pozo Múrcia venceu o Interviu por 7 a 2. Todos os gols foram marcados por brasileiros.
Também, pudera: No El Pozo Múrcia jogam Ciço, Vinicius, Wilde, Mauricio e Esquerdinha. No Interviu, atual campeão europeu, jogam Schumacher, Neto, Gabriel, Betão, Marquinho, Bacaro e Daniel.
Veja abaixo os gols da grande final:
Nesta partida marcaram gols Wilde, pelo El Pozo, Betão e Schumacher pelo Interviu. Mas quem se destacou marcando 5 golaços foi Vinicius, tornando irrevogável a vitória do El Pozo Múrcia.
Vinícius Elias Teixeira, cuiabano de 33 anos, foi campeão nos diversos clubes em que passou na carreira:
2008 – Campeão da Copa do Mundo da FIFA – Seleção Brasileira
2007 – Campeão da Liga Espanhola – El Pozo Murcia (ESP)
2006 – Campeão dos Jogos Pan-americanos – Rio de Janeiro – Seleção Brasileira
2006 – Campeão da Liga Espanhola – El Pozo Murcia (ESP)
2005 – Campeão do Grand Prix de Futsal – Seleção Brasileira
2002 – Campeão da Liga Futsal – Ulbra (RS)
2002 – Campeão dos Jogos Sul-Americanos – Rio de Janeiro – Seleção Brasileira
2001 – Campeão da Liga Futsal – Carlos Barbosa (RS)
2001 – Campeão da Taça Brasil de Clubes – Carlos Barbosa (RS)
1997 – Campeão da Liga Futsal – Atlético Mineiro
Desejamos a Vinicius e a todos os brasileiros que jogam na Espanha grande sucesso. Continue lendo o Leva na Esportiva para acompanhar as novidades do futsal.
Publicado em 5 fevereiro , 2010 por Juliana Garcia Sales
Energia das bikes

Você sabia que a energia que você gasta pedalando pode se transformar em energia elétrica?
A comunidade de bicicleteiros mundo afora é das mais engajadas por um mundo mais verde e menos poluído. Quem anda de bicicleta está preocupado não só com a violência do trânsito atual como também com o carbono que carros e outros veículos emitem, contribundo com o efeito estufa.
Acontece que a produção de energia elétrica (que supostamente é uma energia mais limpa que a do petróleo e talvez o substitua como combustível para automóveis) também contribui com o aquecimento global, quando é gerada em termelétricas, que funcionam à base de queima de carvão. Pensando nisso, o grupo californiano Rock the Bike bolou bicicletas com vários tipos de aplicações que utilizem a energia elétrica produzida pelo giro dos pedais.
Fender Blender é uma bicicleta com liquidificador:
Há também a bicicleta que gera energia para ficar iluminada à noite e proteger o ciclista de acidentes e as ergométricas que giram uma barra (the Biker Bar) que gera a energia necessária para “iluminar” um evento. Assim, vários ciclistas ficam enfileirados pedalando – e se exercitando – para que a música dos eventos nunca pare e todos possam dançar e se divertir.

A barra geradora movida a bicicletas, “the biker bar”
Aqui no Brasil também se usa energia elétrica gerada por pedaladas. O produtor rural José Lourenço Ribeiro de Minas Gerais resolveu seu problema de falta de luz carregando uma bateria de carro, que é seu gerador, com uma bicicleta. Trinta minutos é o tempo necessário para carregar a bateria de 45 amperes, que produz energia suficiente para acender as lâmpadas da casa e até ligar uma televisão.
Veja aqui casos brasileiros, uma bicicleta carregando uma bateria automotiva e uma bicicleta ‘rena de natal’, do Senai de Santa Bárbara D’Oeste – SP, com luz e som.
Mas não são só suas pedaladas que geram energia elétrica. O impacto de suas nádegas no selim também! Este gerador acumula a energia de compressão do selim (que pode vir de movimentos naturais, frenagens e até de colisões), guardando energia suficiente para carregar seu celular, por exemplo.

O aparelhinho que fica acoplado abaixo do selim para absorver energia de impactos
Além de poupar a natureza em seus deslocamentos, você pode passar a poupar na sua conta de luz, usando sua bike. E agora, tá esperando o quê para economizar levando na esportiva?
Publicado em 20 janeiro , 2010 por Juliana Garcia Sales
Chico: o moleque e a bola

Mário Coluna, Chico Buarque e Eusébio.
Em dezembro, falamos aqui sobre o alquimista futebolista, Jorge Ben Jor. Agora, vamos falar de um genial contemporâneo, também futebolista e ícone da MPB, Chico Buarque de Hollanda.
A paixão de Chico pelo futebol é tamanha que fundou um clube de várzea, o Politeama (em grego, muitos espetáculos), cuja sede fica na Avenida Sernambetiba. O torcedor do Fluminense e ídolo dos apreciadores da música brasileira prefere que seus shows e outros compromissos musicais sejam marcados em dias em que não há nenhuma pelada marcada.

Chico jogando pelo Politeama
Confira aqui Chico cantando o hino do clube e contando que seu clube fora promovido de um time de botão para um time de seres humanos e o jogo do Politeama contra os Veteranos do Santos F.C.
“Ora, quem fez? Lamartine Babo? É claro que fui eu.”
“Politeama, Politeama
O povo clama por você
Politeama, Politeama
Cultiva a fama de não perder”
A música “O Futebol” é um delicioso samba que homenageia quem transformou o esporte bretão em arte, certamente uma arte que o povo entende e reconhece. Apesar de Chico conseguir descrever na música a beleza do futebol, ele foi humilde e afirmou:
“Não sei teorizar sobre o futebol. Gostaria de ter sido jogador, mas não deu, e fui fazer música. O futebol tem que ser vivido, jogado, sentido na pele, e que as palavras não podem descrever a emoção e os sentimentos de uma partida, jogada ou assistida. São momentos de improviso e genialidade que nenhum artista consegue repetir.”
Agora ouça e tire suas conclusões se Chico não consegue criar emoção e sentimento num momento de genialidade:
“Para estufar esse filó
Como eu sonhei
Só
Se eu fosse o Rei
Para tirar efeito igual
Ao jogador
Qual
Compositor
Para aplicar uma firula exata
Que pintor
Para emplacar em que pinacoteca, nega
Pintura mais fundamental
Que um chute a gol
Com precisão
De flecha e folha seca”
Não bastando descrever metaforicamente o que craques como Pelé e Didi faziam em campo – Chico descreve os lances como geniais e impossíveis de serem realizados por pessoas comuns, como podemos ver na estrofe acima – na última estrofe manda uma tabelinha sonora que lembra onomatopeias dos instrumentos do samba:
“(Para Mané para Didi para Mané Mané para Didi para Mané para
Didi para
Pagão para Pelé e Canhoteiro)”
Em “Meu Caro Amigo”, parceria com Francis Hime, Chico mostra a um amigo distante que, apesar de a coisa estar “preta” aqui no Brasil, ainda há muito futebol, samba e rock ‘n’ roll. Sem diversão, fica difícil segurar o rojão, não é?
“Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate solMas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão”
Bem, amigos, acho que o que eu puder escrever sobre Chico é pouco. Mas fica aqui uma amostra de suas palavras e de como essa paixão pelo futebol foi magistralmente expressa. Se seu time um dia ‘jogar por música’, torça para que seja um samba de Chico Buarque.
Publicado em 12 janeiro , 2010 por Juliana Garcia Sales
Piloto(a)

A pioneira Hellé Nice
Hellé Nice, francesa nascida em 1900, foi desbravar Paris aos 16 anos e se tornou dançarina. Ficou famosa e rica dançando em cabarés de toda a Europa, a ponto de ter seu próprio iate.
Paris nos anos 20 era a mais efervescente capital do mundo, influenciava em tudo, em arte, moda, comportamento, política. A indústria automobilística também estava lá, com competições para demonstrar seus avanços tecnológicos. Hellé Nice, agitada, atlética e com amigos industriais, gostou da ideia de pilotar automóveis. Ela gostava de esquiar na neve também. Esquiando, caiu e fraturou o joelho, encerrando, assim, sua carreira de dançarina e iniciando, em 1929, a de piloto automobilístico.
À época, venceu uma competição para mulheres e foi chamada para exibições nos EUA. De volta à França, Nice passou a pilotar contra homens nos Grandes Prêmios em seu Bugatti azul brilhante. E explorava sua feminilidade, posando como bela e frágil flor contra os brutamontes ases. E sua fama correu o mundo.
Em 1936, Hellé Nice esteve no Brasil para correr o Grande Prêmio de São Paulo. Estava em segundo lugar, atrás do campeão brasileiro Manuel de Teffé, quando (não se sabe bem se foi por causa de um soldado atravessando a pista ou de um objeto jogado) perdeu o controle do seu bólido a 160 km/h. O carro voou sobre a plateia, matou quatro e deixou dezenas de feridos. Hellé Nice caiu sobre um soldado, que morreu com o impacto. Ela mesma foi considerada morta, mas acordou depois de três dias em coma, o que causou grande comoção na imprensa brasileira. Talvez por esse fato marcante, haja tantas mulheres com o nome de Helenice no Brasil.
Certamente, Hellé Nice não inspirou apenas nomes de bebês, mas outras mulheres que gostam de carros e da competição. Aposto que a primeira que vem à mente é a corredora da Fórmula Indy Danica Patrick, que conta com ampla divulgação na mídia esportiva, pelo seu grande desempenho nas pistas e como modelo fotográfico. Mas temos muitas outras pilotos a citar. Como Maria Thereza de Filippis, Lella Lombardi, Divina Galica, Desiré Wilson, a esquentada Giovanna Amati, Sarah Fisher, Katherine Legge, entre outras.

Débora Rodrigues
No Brasil, as primeiras a se destacarem foram Maria Cristina Rosito e Suzane Carvalho (quem não se lembra?), que correu na Fórmula 3 sul-americana. A nossa piloto mais conhecida é a “truckeira” Débora Rodrigues, que já foi motorista de ônibus e caminhão, foi descoberta pela Playboy quando era militante do MST e foi parar na televisão, e vem mostrando bom desempenho na Fórmula Truck nos últimos anos. Categoria que hoje conta também com Kelly Dávina. Ana Lima foi campeã brasileira de motovelocidade em 2005, na categoria 125cc, e em 2008, após um grave acidente, trocou as duas rodas pelos carros da Stock Jr. Temos também Fernanda Parra na Stock Car e Letícia Zanetti em Turismo.

Bia Figueiredo, em sua primeira vitória na Indy Lights
Bia Figueiredo, que começou no kart, foi a única mulher a vencer na Fórmula Renault e na Indy Lights, categoria que disputa atualmente. Ainda assim, tem que aguentar preconceitos por participar de uma competição “para homens”.
Mas, por outro lado, Bia já é chamada de ‘pilota’, devido ao seu destaque e ao de outras mulheres nas pistas. Aguarde, que uma nova regra ortográfica está por vir, graças a grandes mulheres que levam na esportiva.
Publicado em 8 janeiro , 2010 por Juliana Garcia Sales
- No bolão da Liga de Futsal Espanhola a @carol_brandt foi quem mais pontuou na 1º rodada. Parabéns e continue participando.
- Parabéns @carolterra você ganhou a bola de vôlei autografada pelo @giovanegavio \o/ Por favor, nos envie seus dados por DM
- já tem pessoas marcando pontos no bolão. Participe vc tbm http://migre.me/ivGH e concorra 1bola + 1camisa + 1tênis de futebol \o/













