Bolt – Levando a vida na esportiva e vencendo

Imagem: eviltomthai
“Treino duro a ano todo, para me divertir nas provas.” Foi com essa frase que Usain Bolt definiu, em minha opinião, da melhor forma possível como levar a vida na esportiva e competir ao mesmo tempo.
Com esse pensamento, o homem mais rápido do mundo, transformou os 100m da pista de atletismo em um palco e nesse palco, transformou-se no principal artista de uma apresentação perfeita. Menos de 10 segundos – 9 segundos e ciquenta e oito centésimos – para ser mais preciso e uma passada de distância do segundo colocado, o atleta jamaicano, que tem nome de um super herói dos cinemas, mostrou aos céticos que sempre é possível superar-se.
No dia 20 de agosto, quatro dias depois, o jamaicano volta a surpreender o mundo com novo recorde mundial, agora nos 200m. e mais uma medalha de ouro. E o que faltaria para o homem mais rápido do mundo? A final do revezamento 4 x 100m. . E novamente após quatro dias, a equipe da Jamaica conquista a medalha de ouro, fazendo com quem Bolt conquistasse a tríplice coroa no campeonato mundial de atletismo, disputado em Berlim.
A hegemonia demonstrada nos últimos 2 anos (Pequim 2008 e Berlim 2009), assim como seus resultados nas categorias juvenis, não reflete em nada os anos de 2004 e 2005, quando eliminações precoces e uma série de contusões pareciam levar a carreira do homem mais rápido do mundo, até então uma grande promessa do atletismo, para um desfecho diferente da atual. Eliminado na primeira fase dos 200m. nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 e mesmo classificando-se para as finais em Helsinque em 2005, foi o 8º colocado. Foi em 2006 que ele começou a demonstrar resultados parecidos com os obtidos como juvenil, para finalmente em 2007 despontar pela primeira vez como atleta profissional.
Para o futuro, depois de superar-se por duas vezes e ser detentor dos recordes das três provas mais rápidas do atletismo (os 100m. , 200 m e 4 X 100m.), Bolt pretende disputar a prova do salto em distância. E tenho certeza, que mais recordes serão dizimados. O esporte agradece.
Publicado em 26 agosto , 2009 por Luiz Ricardo Cobra
Por Juliana Garcia Sales, em 26 agosto 14:08
Seria o Bolt uma espécie de ápice do corpo humano? Ou o início de uma geração que alcança níveis altíssimos “sem aditivos”?
Por Luiz Ricardo Cobra, em 26 agosto 15:16
Ju,
esse é um ponto muito interessante de ser discutido e será um post futuro aqui no Leva na Esportiva.
Tenho conversado com fisiologistas e profissionais de preparação física e o Bolt é considerado por todos como o Pelé do Atletismo. Pelé, no sentido de atualmente não existir na história ninguém melhor que ele. Essa sua colocação sobre as gerações também é bastante pertinente, porém ouvi de alguns deles que chegará um momento que o ser humano não conseguirá superar-se, por limitação, seja estrutural, seja emocional.
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